04
maio
2014
Críticão: Invasores de Corpos e seus Remakes
Categorias: Críticas • Postado por: Marcela Galvão

Oi! Mesmo sendo meu primeiro post, eu já vou chegar aqui na violência com um combo de filmes de alienígenas invasores! Meu post vai tratar sobre o filme ‘Vampiros de Almas’, que deste sucedeu-se o mais conhecido ‘Os Invasores de Corpos’, um clássico do gênero de horror e sci-fi, e após este, outros dois filmes foram rodados também com a mesma intenção de história.  Ah! Devo lembrá-los que nesse post farei uma comparação e pequenos comentários a respeito dos filmes, portando haverá spoilers!

As histórias em si possuem, no geral, o mesmo enredo: uma espécie alienígena invade o planeta e os corpos de todos os seres humanos, substituindo-os  e matando-os. Estes vão tomando conta do planeta através de grandes plantas que copiam nosso DNA e de certa forma, sugam nossa “essência” (ou “alma”, como assim preferiram traduzir).Caso você não goste de ficção científica, mas goste de história, o filme poderia ser recomendado, de certa forma, pois cada filme representa bem a sua época, como se fosse um tour ao longo da história do cinema. Isto é perceptível de diversas formas, como a fotografia, a aparição de nudez, os efeitos e e as próprias falas das personagens.

Bem, vamos por ordem cronológica:

Vampiros de Almas ( Invasion os the Body Snatchers, 1956, dirigido por Don Siegel)

Nota: 3/5

Vampiros de Almas, pouco menos conhecido que os outros, foi o primeiro filme inspirado no livro escrito por Jack Finney, em 1953. O filme, dirigido pelo McGayver dos efeitos baratos, embora simples, é muito bem feito. Foram gastos apenas 15 mil dólares em efeitos especiais e ainda sim, a história criada ao redor da trama é agonizante.

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Há muitos boatos de que este filme seria uma alusão ao comunismo. Em plena Guerra Fria, seu vizinho poderia ser comunista, como voce poderia saber? Quem sabe você fosse o próximo? – Esta é a afirmação do personagem principal, o Dr. Miles Bennel, que acaba de voltar pra a pequena cidade de Santa Mira, onde começa a haver um surto de pessoas loucas dizendo que seus parentes, amigos e próximos “não são eles mesmos”. Que absurdo! Como alguém possuir as mesmas roupas, mesmos machucados, mesmas feridas, mesmas lembranças e não ser elas mesmas? Qual seria a explicação para isso? Aliens? Ah, este Dr. deve estar louco! Mas aos poucos, vamos observando que estes novos seres não possuem digitais ou expressões faciais – o que é muito marcado em todas as histórias: “Haja como um deles, não demonstre emoções” Mas, sinceramente fora de Santa Mira, onde mais acreditariam nisso? E o filme, que aparentemente encerra prevendo uma continuação, não a possui. Em vez disso, temos o clássico

Os Invasores de Corpos (Invasion of the Body Snatchers, 1978, dirigido por Phillip Kaufman)

Nota: Nota: 4/5

Com certeza o mais popular dos quatro filmes, ” Os Invasores de Corpos”  retorna 20 depois mais emocionante e  criativo. Neste, as “pessoas” são ainda mais andrógenas – como esquecer a cena dos passos? E também com a inteligente cena de Matheew Bennel (seria uma homenagem?), interpretado por Donald Sutherland, onde este busca apavorado por ajuda no telefone quando ele nota que ele não tinha dado o nome aos policiais. “I didn’t tell you my name. How you know my name?!”

Neste, talvez por ser mais moderno, há uma cena de nudez (porque convenhamos, os alienígenas não são alfaiates para copiarem os humanos com roupas idênticas, né? Oh doce e ingênuo anos 50…) feita por Brooke Adams no papel de Elizabeth Driscoll e também é incluso, de uma forma sutil e perspicaz, a vinda dos alienígenas para a terra e a forma de sua contaminação. Mas um remake não supera um original e nem se torna um clássico sci-fi copiando o seu anterior. Oh não, em Invasores de Corpos temos a famosa cena que fez sua fama. Nós temos os alienígenas alertando os aliens sobre os humanos com gritos.

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Invasion os the Body Snatchers demonstra que 20 anos fazem muita diferença para o cinema. Com efeitos mais elaborado e mais sacadas inteligentes, acaba se tornando um clássico. Mas contudo entretanto, isso não foi o suficiente e em 1993 surge

Os Invasores de Corpos – A Invasão Continua (Body Snatchers, dirigido por Abel Ferrara)

Nota: 2/5

Devo dizer que caso não esteja interessado em assistir os quatro (o que, mesmo sendo uma grande fã de sci-fi, eu não digo ser obrigatório), eu recomendaria este.  Não é o mais original nem o mais emocionante,  mas é o mais divertido. Com apenas 87 minutos, desta vez o filme se passa em uma base militar e os personagens principais são adolescentes, e quem sabe, por ser aparentemente um filme agora “teen”,  começamos com o grande clichê da protagonista dentro um carro, contando sua história e outros demais: a amiga descolada, o badboy bonitão e mais cenas e falas que sempre nos lembram onde estamos. Nos anos 90. Quase senti que estava em um filme de terror criado por John Hughes. Os efeitos especiais também não avançam tanto, mas, embora até a metade do filme seja uma monotonia total, de uma hora pra outra BUM, SPLAT, KATABAM, o filme se torna frenético! Outra observação ao filme: os aliens evoluíram! Isso mesmo! Neste filme , o diretor entendeu que os aliens não são idiotas, neste, eles testam os humanos.

Particularmente, não sei ao certo dizer qual meu filme favorito, mas com certeza, este filme possui a minha fala preferida:

 “Where you gonna go? Where you gonna run? Where you gonna hide? Nowhere… ‘cause there’s no one like you left.”

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Invasores (The Invasion, 2007, dirigido por Hirschbiegel)

Nota: 1/5

Um pobre filme incompreendido. Com um prejuízo de 20 milhões de dólares, Invasores é a versão mais recente da história. Muito criticado pela crítica, embora que tenha um roteiro mais original e atores consagrados, como Nicole Kidman e Daniel Craig. A verdade é que estes filme poderia ter sido maior, bem maior. Invasores e o tipo de filme que pecou num detalhe aqui, outro ali… Primeiramente, acredito que o maior erro foi ter retirado um dos lances mais importantes da história, que seriam as plantas usadas pelos aliens para clonarem os humanos, em vez disso, os alienígenas se propagam como um vírus. Tá, até compreendo que em 2007 a polêmica e a preocupação com os vírus novos estavam em alta, mas precisava mesmo do efeito House, com a cena dos aliens contaminando as células?  Tá, mas isso tudo bem. Mas e as pessoas sendo contaminadas com jatos de… vômito? Não dava pra ficar só com uma das duas formas de contaminação? bem, eu votaria no vômito, desculpa sociedade. Mas enfim… tá ok né, às vezes eu que estou equivocada e… mas pra que o carro pecando fogo? Bom, quem sabe porque o filme não tinha ação demais. Afinal, a gente sabe que quando mais explosão, mais dinheiro pra Hollywood, certo?

Erros aqui e erros ali, o filme tem seus acertos e eu não acredito que seja necessário atirar pedras nele. A  trama, por mais que tenha alguns furos, é incrementada com cenários diversos mostrando Nicole Kidman (que estava ótima em seu papel) a procura de seu filho que foi raptado por seu ex-marido que já não parece ser mais seu ex-marido.

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Embora os filmes não tenham me agradado tanto, eles juntos são uma boa experiência para quem gosta de cinema. É interessante como um filme vai relembrando o outro, sempre com sua propriedade. Em todos os filmes temos o lance de quando um personagem é descoberto em seu disfarce, ou com  detalhe (observe caso você assista) em que as pessoas jogam os sacos de restos humanos no lixo e mesmo assim, ninguém diz nada. E se meeesmo eu avisando lá no comecinho que o artigo teria spoilers você chegou até aqui, não se preocupe. As partes mais interessantes eu deixarei como uma surpresa, afinal a relação entre o cinema e o telespectador é uma das mais íntimas e interessantes que pode existir.



Fã de Nolan, Kevin Smith e Von Trier. Chora em “Toy Story”, assiste Grease toda vez que está passando na televisão e tem pavor de filmes com animais falantes. Torce pra a dominação alien sobre a Terra.É cinéfila e nas horas vagas, estudante de direito.