03
jul
2014
Crítica: “Soldado do Futuro”
Categorias: Críticas • Postado por: Marcela Galvão
MACHINE 2014
Soldado do Futuro (The Machine)
Caradog W. James, 2013
Roteiro: Caradog W. James
Flashstar

3

O não muito conhecido “Soldado do Futuro” (The Machine, 2013),- que, talvez o desconhecimento tenha sido pelo péssimo nome recebido aqui no Brasil – foi lançado ano passado, é da direção de Caradog W. James, que com um baixo orçamento consegue fazer um sci-fi que remete à ideia de “Blade Runner – O caçador de Androides“, quando os robôs adquirem vida.

A história se passa em um futuro não tão distante, onde o Reino Unido e a China estão em guerra e, não mais com bombas ou ataques aéreos, a nova menina dos olhos dos governos agora são as máquinas indestrutíveis com aparência e personalidade humanas, fabricadas para serem introduzidas em meio à sociedade e em missões de ataque ao inimigo. Entretanto, o cientista Vincent McCarthy (Toby Stephens) não tem apenas interesse na evolução das armas, mas sim no desenvolvimento de implantes cerebrais designados para ajudar pessoas. O filme, por sua vez, comenta o que para nós já não é mais novo: a preocupação e os gastos excessivos do governo com o aprimoramento militar, em que muitas, mas muitas vezes é surpreendentemente maior do que com as pesquisas científicas em prol de melhorias para o povo.

Quando o Dr. McCarthy, dividido entre seu emprego e sua busca, conhece a pesquisadora Ava (Caity Lotz) eles juntos conseguem a criação de algo completamente novo: uma arma com consciência.

Bem, por estarem lendo esta crítica, creio que, assim como eu, são amantes de ficção científica e sabem o que ocorre quando as máquinas criam vida. Pelo menos, na grande maioria das vezes.  Por falar em ficção científica, devo alertá-los que este filme é essencialmente de ficção científica. Não espere por muita ação, grandes personalidades  ou explosões, como vem sendo nos últimos filmes do gênero, como Elysium ou Oblivion.

Com muitos aspectos visuais parecidos de Blade Runner, como por exemplo os olhos dos robôs e iluminação sempre escura ou fechada, com muito vermelho, preto e azul.

Eu não poderia deixar passar a esplêndida atuação de Caity Lotz, que tal como pesquisadora, tal como máquina são encantadoras. É uma pena que seu visual como androide me lembre do péssimo “O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas”, com a exterminadora TX, Interpretada por Kristanna Loken. Agora, algo que realmente me incomodou foi a péssima trilha sonora, a qual  basicamente se constitui em cima de uma música de suspense que perdura até o final do filme. Péssimo, péssimo. Às vezes o silêncio é a melhor opção.

O filme, embora tenha efeitos especiais ruins, devido ao, como já aqui comentado, seu baixo orçamento, em momento algum atrapalha a história, que é construída de maneira bela e simples. Ainda que de forma alguma possa ser considerado uma “mistura de Blade Runner e ‘She'”, como li em alguns comentários, é um ótimo entretenimento.



Fã de Nolan, Kevin Smith e Von Trier. Chora em "Toy Story", assiste Grease toda vez que está passando na televisão e tem pavor de filmes com animais falantes. Torce pra a dominação alien sobre a Terra.É cinéfila e nas horas vagas, estudante de direito.