13
ago
2014
Crítica: “Toy Story 2” – MARATONA PIXAR #3
Categorias: Críticas, Maratona Pixar • Postado por: Victor Hugo
Toy Story 2
John Lasseter, Ash Brannon e Lee Unkrich, 1999
Roteiro:
John Lasseter e Pete Docter, Ash Brannon, Andrew Stanton, Rita Hsiao, Doug Chamberlin, Chris Webb
Walt Disney Pictures

5

Fazer uma sequência de uma animação com qualidade é extremamente difícil, poucos são os agraciados que conseguem fazer essa difícil tarefa que é tão difícil a própria Pixar errou e FEIO anos mais tarde, mas não dessa vez. Toy Story 2 (1999) é um caso a parte. Na verdade, essa continuação é até superior ao primeiro.

O filme já começa com uma sequência divertidíssima onde temos nossos heróis em ação, literalmente diga-se de passagem. Mas a história inicia-se exatamente no ponto onde o anterior terminou e consegue construir uma nova história a partir desse ponto (o que já é uma virtude por si só). Woody superou toda inveja que sentia por Buzz e agora além de amigos são igualmente favoritos do garoto Andy, que está se preparando para acampar com o cowboy de brinquedo. Um acidente acontece e o garoto acaba rasgando o braço de Woody e fica desanimado em levar o brinquedo, e assim nasce o medo que seguirá nossos brinquedos por toda essa história: O medo de ser esquecido.

Para piorar as coisas, Woody encontra um penguin de brinquedo abandonado na prateleira de brinquedos quebrados do Andy, e na tentativa de salvá-lo de uma venda de usados, acaba sendo roubado por um fracassado dono de loja de brinquedos, o que inicia uma nova aventura pelo resgate de Woody. Na espécie de “cativeiro” onde ele foi colocado, é confrontado com todo o passado de sucesso que seu personagem representa, acaba conhecendo também os seus colegas de coleção, a vaqueira Jessie, o cavalo Bala-no-alvo e o velho mineiro Pete; todos fazem parte da coleção de brinquedos da qual Woody faz parte. Esse passado infla o ego (já não muito pequeno por ser o brinquedo favorito de Andy por tantos anos) mas nunca é capaz de diminuir o amor que sente pelo seu dono. Essa relação de dono aliás, é muito bem exposta quando temos a grande amizade do brinquedo com o cachorro da família.

O mais engraçado dessa sequência é a independência que os brinquedos adquirem, ao mesmo tempo em que percebem o quão dependentes são do seu dono. Simplesmente não existe felicidade se não se tem um dono pra brincar, e essa realidade fica evidente para eles e para nós durante todo o tempo.

Temos uma direção completamente amadurecida aqui em relação ao anterior, explorando e escancarando todas as possibilidades que a história fornece, desde as cenas dramáticas como o passado de Jessie, até as cenas mais engraçadas e que fazem referências a outros clássicos da história do cinema (vai dizer que não percebeu as semelhanças da voz do Zurg com a voz do Darth Vader?!).

Todas as personalidades tem marcas fortes, com a ingenuidade de Rex, o estrategismo de Buzz , e o já citado egocentrismo de Woody. As expressões são tão fortes e reais que fica até difícil aceitar o fato de ser uma animação.

Tanto em fatores técnicos ou dramáticos, tudo é tão bem pensado que fica impossível negar a genialidade de um estúdio como a Pixar, que nos emociona desde o início de sua carreira até os dias de hoje.

Essa genialidade continua por muito tempo e amanhã teremos mais uma crítica, dessa vez de Monstrs S.A. que com certeza está na lista do meus grandes favoritos, se você perdeu o comecinho da nossa maratona e clique aqui para ver sobre quais filmes já falamos. Até amanhã!



Lorde Vampírico e Geográfico das trevas, ex-ditador dessa pocilga, aspirante a escritor e a web-designer, twilighter, beatlemaniaco, parawhore, narniano e, é claro, cinéfilo. Hoje me resumo à vice-presidente do site. Amém irmãos? Amém.