11
ago
2014
Crítica: “Toy Story” – MARATONA PIXAR #1
Categorias: Críticas, Maratona Pixar • Postado por: Victor Hugo
Toy Story
John Lasseter, 1995
Roteiro: John Lasseter e Pete Docter, Joe Ranft, Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen, Alec Sokolow
Walt Disney Pictures

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Se existe uma produtora que têm uma carreira quase que impecável, que teve uma influência inegável sobre minha personalidade, que com certeza fez parte da minha infância e eu ainda admiro mesmo com todos os tropeços é a Pixar. A empresa que tem seus filmes distribuídos pela Disney (e que querendo os conspiracionistas ou não, vulgo, Matheus) é a primeira grande produtora de animações em tecnologia 3D, e teve sua brilhante carreira passando muito mais por altos do que por baixos.

Pensando em toda a influência que a Pixar teve e têm sobre a minha vida, é que propus a mim mesmo enfrentar a correria do dia-a-dia e fazer uma maratona com todos os filmes e postar minha opinião sobre cada um deles aqui.

Gostaria primeiramente de dizer que dividi a carreira dessa grande produtora encabeçada pelo genial John Lasseter e financiada inicialmente por outro grande nome, Steve Jobs, em três fases: A fase infantil, que vai de Toy Story (assunto principal desse post) até Carros, a fase adulta, que vai de Ratatouille até Toy Story 3, e a fase da velhice, que vai de Carros 2 até o mais recente dos filmes Universidade de Monstros.

Ao longo dessa semana, estarei postando uma vez por dia sobre cada um dos filmes, e espero que com o decorrer dessa maratona vocês consigam identificar minha divisão e entender minhas impressões sobre cada um deles.

Pois bem, vamos começar com aquele que seria chamado de primeiro longa-metragem de animação 3D, Toy Story (1995), que conta a história de Woody, que é com orgulho o líder dos brinquedos de Andy por ser o favorito da criança. Woody é um cowboy sempre escolhido para ser o herói das brincadeiras do menino, e sempre que sabem que ninguém está por perto, ele e os outros brinquedos tomam vida e fazem reuniões e se organizam.

A vida de Woody e os outros brinquedos está perto de mudar quando Andy está para fazer sua festa de aniversário, e consequente mente, ganhando muitos brinquedos novos que podem substituir os antigos. E eis que surge o personagem que causa todo conflito inicial: O Buzz Lightyear, que não, não sabe que é um brinquedo.

Todas as reviravoltas da história, tem um único e belo objetivo: Mostrar a importância de uma amizade verdadeira, e principalmente como essa pode surgir das pessoas mais inesperadas.

O que podemos perceber sobre a animação, é que as imagens humanas (tanto a de Andy e do vilão mirim destruidor de brinquedos Sid) tem feições caricatas e exageradas, talvez por falta de aperfeiçoamento na técnica de animação você pode pensar, mas a beleza do cinema é poder imaginar algo além disso, e aqui gostaria de deixar minha interpretação para tal fato: A Pixar ficou por vários anos sem ter filmes de protagonistas humanos, e eles foram Os Incríveis (The Incredibles, 2004), onde na verdade tratam-se de super-heróis, talvez Ratatouille (2007), Up: Altas Aventuras (Up, 2009) e Valente (Brave, 2012), e em nenhum desses filmes os humanos são representados de formas caricatas, talvez isso seja uma forma da Pixar de levar nosso foco a quem realmente importa, sendo humano ou não: Os brinquedos.

Divagações a parte, essa simples e doce história pode entreter muito mais do que as igualmente simples e doces crianças, pode levar nós adultos a rir como crianças, a nos sentir como crianças, e essa é uma das grandes genialidades da primeira fase da Pixar.

Um defeito? Acredito que (não, não estou me contradizendo) é a falta de maturidade de John Lasseter em sua forma de contar a história e na perda de oportunidade de explorar  algumas reflexões que poderiam ser levantadas adiante e por fim serem entendidas tanto por crianças quanto por adultos.

Por fim, a Pixar inciou sua carreira com um grande longa-metragem, e continuou toda ela com filmes igualmente grandes, seja em suas ideias, seja em suas realizações, e este aqui é apenas um prenúncio do que grandes mentes podem fazer através da arte que é o Cinema.

Lembrando que amanhã postaremos sobre Vida de Inseto, até mais!



Lorde Vampírico e Geográfico das trevas, ex-ditador dessa pocilga, aspirante a escritor e a web-designer, twilighter, beatlemaniaco, parawhore, narniano e, é claro, cinéfilo. Hoje me resumo à vice-presidente do site. Amém irmãos? Amém.