10
ago
2014
Promoção Encerrada: RoboCop – Original vs Remake
Categorias: Críticas, Promoção • Postado por: Marcela Galvão

Caros leitores, vocês pediram (na verdade, o chefinho pediu), e cá estou com mais um novo Criticão! ÊÊÊ \ô/ O comparativo de hoje é com mais um clássico sci-fi e seu remake, lançado esse ano mesmo. Eu estou falando de RoboCop. E esse aliás com promoção panóis \o/ PARA PARTICIPAR, você tem algumas regrinhas a seguir, confira abaixo:

O VENCEDOR É: Evelyne V. Nami

Obrigado pela participação de todos!

Boa sorte, o resultado sai dia 27/08! Agora sim, vamos falar sobre Robocop!

Sinceramente, esta será uma das críticas mais arriscadas que já fiz. Bem, por quê? Oras, porque, diferente das outras vezes, desta vez eu prefiro o remake, fãs do RoboCop original e fãs do Pipoca, já podem apertar o botão:

SIM, eu prefiro! E eu vou tentar explicar aqui o meu ponto:

Em RoboCop – O Policial do Futuro  (1987, dirigido por Paul Verhoeven, o mesmo diretor de ‘O Vingador do Futuro’), a história se passa na violenta Detroid, onde a criminalidade está em níveis tão absurdos que o surgimento de máquinas para segurança da população estão sendo desenvolvidas pela empresa privada Omni Consumer Products. Mas seu experimento com o robô ED-209 dá errado. Quem sabe precisaria de mais… humanidade. Por que não um androide-humano? E assim, o policial  Alex J. Murphy, assassinado por um grupo de bandidos, ganha de volta a vida. Agora, sendo o RoboCop, Alex terá que lidar com sua nova vida, e vingar-se de quem o matou.

Em RoboCop (2014, José Padilha – diretor de ‘Tropa de Elite’) a história não muda muito. Talvez alguns papeis trocados, mas nada muito diferente. Entretanto, este filme foca muito mais na humanização de Alex. No anterior, sua família nem mesmo sabia da experiência que tinha acontecido com ele. No novo, sua mulher é que dá a permissão, e tenta ter seu marido de volta. No novo, diferente do anterior, ele não perde sua identidade, mas quem sabe tenha perdido um pouco do seu

“I’d Buy That For A Dollar!”

Isso por ser da minha cabeça, mas eu acho que nenhum filme tem tanto estilo quanto os filmes dos anos 80. Lixo tóxico derretendo pessoas? Sim. Braços sendo dilacerados com metralhadoras? Sim. Sangue everywhere? YES! Giradinha da arma pra guardar? Sim, sim, e sim. O RoboCop de Verhoeven é um perfeito filme de ação dos anos 80. Já o  RoboCop de Padilha foi muito criticado por dar muita atenção aos treinamentos que o Homem Lata tinha. Entretanto, dar atenção a seu tipo de alimentação (como foi dado no antigo, talvez para criar um pouco de humor) também foi desnecessária.

Uma coisa que gostei muito nos dois filmes foi o modo de como, através de programas e propagandas passadas no filme, mostraram a força que a mídia possui. No antigo, um programa de humor vazio, machista e supérfluo, e no novo, um programa sobre crimes no maior estilo “Balanço geral” (algo já mencionado por  Padilha em Tropa de Elite 2), apresentado por ninguém mais, ninguém menos que Samuel L. Mothafucka Jackson! Love it!

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Ambas as produções tiveram orçamento de um blockbuster. RoboCop de 87 foi indicado ao Bafta de 1989 por melhor efeitos especiais – o que é, ainda que compreensível, engraçadíssimo! Quer dizer, o já aqui mencionado, robô Ed-209 movia-se em stop motion! Bem , o novo não sai muito do que estamos acostumados. Tiros, armas muito legais… e francamente, só eu gostei da armadura preta? Quer dizer WOW, aquilo é o Batman-Robô? E qual a sensação que temos ao vermos Alex Murphy “desmontado”? Aquilo é angustiante! Assim como ver um dos bandidos sendo derretido.

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A verdade é que os tempos mudaram e não vão voltar mais. Hoje o CGI faz tudo. E, assim como eu falei em meu Criticão do Vingador do Futuro, com o CGI, a criatividade e o inusitável se perdeu.  Será um grande desafio para os novos diretores e produtores surpreender-nos, pois até mesmo os cinemas 6D  já não o fazem. Ainda sim, coisas boas vieram para nós. Explosões, robôs gigantes, robôs gigantes montados em dinossauros gigantes…. a tecnologia está nos proporcionando coisas as quais nunca imaginaríamos. Imaginar o futuro: esse é um ponto em que Verhoeven peca. Afinal, em um tempo onde uma cirurgia aliada a mais incrível das tecnologias criasse um meio homem, meio máquina, como os televisores ainda seriam os mesmos? E os carros? Mas talvez tenha sido por isso que o ano não tenha sido especificado. Ainda sim, por ser um sci-fi, eu esperava mais aspectos futurísticos. Bom, eu me contento com a violência gratuita gore oitentista.

robocop

A verdade é que, agora que estou chegando ao fim da minha crítica, consigo entender o que os demais escritores que eu li queriam dizer sobre “não poder comparar os filmes”. Embora muito parecidos no enredo, suas “áureas” são diferentes. A visão dos diretores foi de forma diferente. Não foi uma melhor do que a outra. E cada uma delas abordou aspectos do seu tempo, a partir do conhecimento que possuíam em seu tempo. Padilha homenageia o original de muitas formas, mas nunca perdendo sua própria originalidade (ainda que limitada não por sua tecnologia, como fora a criação de Verhoeven, mas sim pelo padrão hollywoodiano em fazer dinheiro – o que prejudicou o filme com o final em aberto para um próximo RoboCop 2  – ah, por favor, sequencias não! Já vimos que isso deu errado com RoboCop 2 e 3??).

O mais curioso é que a crítica contra a monopolização de grandes empresas privadas, a privatização de órgãos públicos e a manipulação da mídia ainda continuam. Em 27 anos, os problemas continuam sendo os mesmos – agora com um olhar mais sério sobre a ética na ciência. Até quando poderemos definir o que é humano e o que é máquina? Wall-e, Her  Eu, robô são alguns exemplos de filmes que possuem a mesma preocupação. E para nós, fãs de scifi, o assunto homem x máquina será sempre um prato cheio. E que venham mais filmes! Chove em em nóis, inteligência artificial!



Fã de Nolan, Kevin Smith e Von Trier. Chora em “Toy Story”, assiste Grease toda vez que está passando na televisão e tem pavor de filmes com animais falantes. Torce pra a dominação alien sobre a Terra.É cinéfila e nas horas vagas, estudante de direito.