26
nov
2014
Pipoca F.A.R. 10# – Filmes Sobre Filmes (Parte 2)
Categorias: Pipoca F.A.R. • Postado por: Matheus Benjamin

Esse post é a continuação deste AQUI com mais cinco dicas de filmes sobre filmes, sendo estes, mais cinco filmes favoritos sobre o tema. Se você tem algum filme sobre filme favorito que não foi citado, não deixe de comentar. Lidem comigo: falei a palavra filme muitas vezes em uma única frase e se reclamarem vou fazer um post só com essa palavra vlw flw.

Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain. Stanley Donen e Gene Kelly, 1952)

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I’m singing in the rain Just singin’ in the rain…
Acho que a maioria já ouviu essa música e também já assistiu à cena clássica em que Gene Kelly, que no filme interpreta o astro Don Lockwood, está literalmente cantando na chuva. Se você por um acaso você ainda não viu, salve o post e volte aqui depois de assistir o filme. Conta a história de um ator (Gene Kelly) de filmes mudos e sua “parceira” Lina Lamont, onde são as maiores estrelas até então. É quando o som surge no cinema e o estúdio resolve filmar uma nova produção desta maneira. O problema é que Lina tem uma voz horrível, dificuldade na dicção (aí entram os fonoaudiólogos, mostrando que foram importantes nesta fase do cinema) e diversas outras ao falar no microfone. Isso poderia ser um fracasso para a imagem do filme, já que ela era uma atriz super famosa. É quando incentivado por seu amigo Cosmo Brown que coloca sua amada Kathy Selden para dublar e cantar no lugar de Lina. Cantando na Chuva é um dos poucos musicais que eu gosto em todos os aspectos, além é claro de ser um dos mais aclamados da história do cinema, retratando de maneira muito divertida a transição do cinema mudo ao cinema falado.

Chaplin (Idem. Richard Attenborough, 1992)

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Estrelado por Robert Downey Jr., sendo na minha opinião o melhor papel dele até hoje, a cinebiografia de Chaplin é um encanto e também um dos meus filmes favoritos. É legal conhecer um pouco sobre o processo de criação de vários filmes conhecidos do grande Chaplin, além de saber mais sobre as polêmicas que o envolveram e sua vida de uma forma geral. O filme foi adaptado por William Boyd, Bryan Forbes e William Goldman dos livros My Autobiography de Chaplin e Chaplin: His Life and Art do crítico de cinema David Robinson. O longa tem um desenvolvimento bastante interessante, sendo uma conversa com George Hayden (Anthony Hopkins), o editor de sua autobiografia, enquanto suas memórias são reavivadas. Obviamente dá pra se conhecer bastante sobre os métodos da época para a criação do cinema, desde o roteiro, gravação e a edição (tenho um certo fascínio em compreender mais sobre edição analógica) dos filmes. É essencial pra quem gosta do Carlitos, dos outros filmes importantíssimos desse grande cineasta e também pra quem quer conhecer um pouquinho sobre ele. Detalhe: A cena final é emocionante, retratando o momento em que Chaplin retorna aos Estados Unidos para ser homenageado no Oscar em 1972.

Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending. Woody Allen, 2002)

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O que acontece quando se é um diretor de cinema em decadência, se recebe uma última oportunidade de ainda brilhar em sua carreira e, de repente, por conta de sua psicologia em pânico acaba ficando sem enxergar absolutamente nada? Woody Allen protagoniza (e dirige) Hollywood Ending dando vida ao cineasta Val Waxman. No longa, ele recebe uma oportunidade do estúdio onde sua ex-esposa (Téa Leoni) trabalha como produtora para dirigir um filme que poderá ser sua última chance. Para tal façanha, ele exige um diretor de fotografia gringo, mais especificamente chinês e contrata sua própria namorada para atuar em uma das cenas finais. Mas, de uma hora pra outra ele fica cego e para continuar a dirigir o filme sem que uma jornalista fofoqueira e os produtores executivos descubram a farsa ele contará com a ajuda de seu amigo e agente, além de alguns membros do set. Posso dizer que o filme é divertidíssimo e cativante. Não é o melhor de Woody Allen, mas proporciona um ótimo entretenimento.

Super 8 (Idem. J.J. Abrams, 2011)

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O gênero é suspense/sci fi e conta a história de um grupo de crianças, no começo da década de 80, que resolve gravar um filme com uma câmera super-8, até que um belo dia enquanto ocorrem as gravações um trem sai dos trilhos e todos os meninos acabam sendo testemunhas de um acidente fica registrado na super-8. As crianças ficam desconfiadas com tudo que presenciam e coisas estranhas e misteriosas passam a ocorrer posteriormente, envolvendo obviamente criaturas sinistras. É um trama muito bem construída e conduzida, com personagens interessantes. A trilha sonora ficou por conta de Michael Giacchino (o mesmo de Ratatouille) e a produção de Steven Spielberg.

Argo (Idem. Ben Affleck, 2012)

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Vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2013 e dirigido por Ben Affleck (sim, ele mesmo) o longa é o mais diferente de toda a lista de filmes sobre filmes, afinal de contas não se trata da produção concreta de um filme e a realização do mesmo e sim de uma produção falsa de um filme falso que tem como único objetivo deixar mais real possível toda a mentira inventada pelo agente da CIA, Tony Mendez vivido pelo próprio Ben Affleck, para auxiliar no resgate de seis diplomatas americanos que estão fugidos e escondidos em Teerã, depois que militantes islâmicos tomaram a embaixada em 1979 por exigirem a extradição do ex-governante do país Mohammad Reza Pahlavi, em tratamento de saúde nos EUA, gerando a crise de reféns por lá. O filme que Tony está “produzindo” junto do renomado especialista em maquiagem, John Chambers (John Goodman) e do ator Lester Siegel (Alan Arkin), segue no molde das ficções científicas da época, no melhor estilo Star Wars e se chama ‘Argo’. Até um escritório do estúdio, coletiva de imprensa e storyboards são criados para deixar a situação ainda mais verídica e o resultado no filme é suspense muito bom, com situações bem aflitivas. Tony Mendez consegue levar a farsa adiante e viajar para Teerã onde usa identificações falsas nos fugitivos sendo que cada um deles representa alguém importante dentro do filme falso. É baseado em uma história real.

Eu também gosto bastante de The Deal (Steven Schachter, 2008) baseado no livro homônimo de Peter Lefcourt, me julguem. Abraços e até a próxima!



Fã de Miyazaki, Aïnouz, Salles, Mendonça Filho, Von Trier, Thomas Anderson, Haneke e Bergman. Dirigi dois curta-metragens "A-MA-LA" e "Senhor Linux e sua Incrível Barba", ambos pela Pessoas na Van Preta Produções.