27
maio
2015
Crítica: “Vingadores: A Era de Ultron”
Categorias: Críticas • Postado por: Convidado Especial
Vingadores: A Era de Ultron

Vingadores: A era de Ultron (Avengers: Age Of Ultron)

Joss Whedon 2015
Roteiro: Joss Whedon
Walt Disney Pictures

4.5

Em 2012 foi lançado o primeiro filme que reunia alguns heróis da Marvel. Após 3 anos, os Vingadores estão de volta aos cinemas, trazendo uma nova história e apresentando alguns novos personagens que podem se tornar importantes no futuro da série de filmes criados pela Marvel. Apesar do filme ter uma ideia principal, ele cria algumas tramas paralelas que no meio do filme se misturam e se complementam.

O plot principal do filme mostra o Tony Stark(Robert Downey Jr) preocupado com os eventos ocorridos no primeiro filme dos vingadores e para tentar proteger a terra, ele tenta utilizar o poder da gema que está no cetro do Loki(Tom Hiddleston) para criar um robô com uma inteligência artificial, que possa pensar e evoluir quase da mesma maneira que um ser humano. Esse robô é chamado de Ultron(James Spader) e para alcançar o objetivo de sua criação, que era de proteger a Terra, Ultron acessa a internet e vai buscando informações para concluir a missão. Ao terminar sua busca, ele chega a conclusão de que para salvar a Terra, os humanos devem evoluir e quem impede essa evolução são os Vingadores.

Além do plot principal, temos também uma luta contra a Hidra no inicio do filme, com o objetivo de buscar o cetro do Loki que estava em posse deles e nessa luta aparecem os gêmeos Maximoff, Pietro(Aaron Taylor-Johnson) e Wanda(Elizabeth Olsen), que sentem um ódio por Tony Stark, por culpá-lo pela morte de seus pais. O filme também apresenta a família do Gavião Arqueiro(Jeremy Renner), onde mostra que ele é um humano normal e que tem uma família que depende dele. O filme também dá um foco no relacionamento da Natasha(Scarlett Johansson) com o Bruce Banner(Mark Ruffalo), mostrando que os dois tem o mesmo sentimento de culpa e que se consideram monstros por tudo o que passaram.

Para continuar na trama que se desenvolve desde o filme do capitão América(Chris Evans) tem a apresentação formal das joias do infinito, mesmo que tenha sido falado pouco sobre elas, o filme deu uma introdução melhor a elas e falou sobre as 4 joias que já apareceram nos filmes anteriores.

O filme é bem corrido e em alguns pontos dá para notar uma falha no corte do filme, deixando passar alguns pontos que eram para ser melhor desenvolvido e outros que ficaram faltando uma explicação, mas isso provavelmente se devem ao corte de 40 minutos que foi feito no filme, mas isso não é uma desculpa, já que o filme deve estar completo quando vai ao cinema, por isso essa é a maior falha do filme.

O Joss Whedon está de volta na direção e no roteiro do filme e assim como no primeiro filme, ele consegue dosar muito bem as cenas de ação e de comédia. Ele começa com algumas cenas de ação, depois tem uma pausa e depois volta as cenas de ação e isso se segue pelo filme inteiro. O filme é feito com o intuito de agradar aos leitores de quadrinhos, trazendo várias referencias e algumas brincadeiras com teorias que muitos leitores de quadrinhos já fizeram, como a disputa para ver quem levanta o martelo do Thor(Christopher Hemsworth).

As atuação estão muito boas e cada filme que passa, parece que os atores estão mais compatíveis, algumas cenas do filme deixa a impressão de ser uma brincadeira dos atores no set, assim como a parte da festa e a cena final. As cenas de lutas também estão cada vez melhores, com impressionantes lutas individuais e em grupo. A trilha sonora também é outro ponto forte do filme, assim como aconteceu no primeiro, dando bastante emoção nas cenas, principalmente nas cenas de ação.

Apesar do Ultron parecer ser uma ameça menor do que o Loki, o personagem foi muito bem retratado e demonstrou ser uma ameça para os vingadores e o James Spader conseguiu dar vida ao personagem e apesar de fugir do padrão das hqs, ficou muito bem caracterizado e pode ser considerado um dos pontos fortes do filme, assim como o Visão com o Paul Bettany. O Pietro e a Wanda também fizeram bem o seu papel e a Wanda pode ser muito bem aproveitada nos próximos filmes quando tiver domínio total dos seus poderes.

Para terminar esse longo texto, a minha crítica do filme é bem positiva, adoro filmes de super-heróis, mas esse realmente está bem feito, a Marvel está mostrando que sabe o que está fazendo e o universo deles no cinema e está se desenvolvendo a cada filme, agora só precisamos esperar os próximos.

Autor da crítica: Victor Kled, ex-membro do Pipoca Radioativa.



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