06
jul
2015
Crítica: “Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza”
Categorias: Críticas • Postado por: Convidado Especial
Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza (Dragon Ball Z: Fukkatsu no F)
Tadayoshi Yamamuro, 2015
Roteiro: Akira Toriyama
Fox Film Brasil

3.5

A notícia de que Akira Toriyama faria uma nova saga de Dragon Ball trouxe um misto de alegria e preocupação aos fãs do anime. A nova fase, chamada de Dragon Ball Super, vem com dois filmes introdutórios: A Batalha dos Deuses e O Renascimento de Freeza. O primeiro deixou muito a desejar, principalmente àqueles que adoravam as batalhas épicas de Dragon Ball Z, com uma pegada mais cômica e didática para os não iniciados nos conceitos do anime. O segundo promete o retorno de um antigo vilão somado ao aparecimento de um novo nível da transformação Saiyajin.

Não é de se estranhar que O Renascimento de Freeza causasse receio e uma expectativa baixa em relação aos fãs. Afinal, sem querer desmerecer a importância de Freeza, o vilão do filme é no mínimo uma “fita velha”, já superado pelo protagonista Goku, que já alcançou níveis muito superiores de força em outras sagas. De maneira feliz isso mais ajudou o longa do que atrapalhou, e aqueles que foram ao cinema totalmente despretensiosos tiveram uma grata surpresa: finalmente vemos mais ação, associada a um desenvolvimento interessante dos personagens.

A explicação do retorno do Vilão é extremamente simples e sem rodeios. De um jeito criativo Pilaf e seus comparsas são inseridos nessa parte da história, oferecendo seu característico toque de comédia. Adicionado a isso vem o uso das Esferas do Dragão para o tão aguardado renascimento. Quanto ao questionamento sobre o fato do poder do antagonista ser considerado inferior, este é resolvido em apenas uma frase, citada no filme de maneira razoável e lógica. Freeza está mais cruel e sádico que nunca, com seu inabalável desejo de vingança pela derrota no planeta Namekusei.

Em um outro ponto da história ligado ao filme anterior, vemos Goku e Vegeta treinando com Wiss, um dos personagens mais intrigantes dessa nova fase, que assume a posição de mentor do dois. Bills, o antagonista de A Batalha dos Deuses, apesar de manter sua posição de divindade não se apresenta mais como inimigo. A relação Goku/Vegeta, sempre composta de uma sutil amizade somada à rivalidade declarada, revela a mudança na postura do príncipe saiyajin. Mesmo orgulhoso e esquentado, ele apresenta sinais de humildade, sem perder a ambição de vencer seu eterno oponente Kakaroto. O conflito e aprendizado dos dois agrega muito valor ao filme e a história como um todo de DBZ.

Com a chegada de Freeza à Terra, os guerreiros Z são postos à prova numa batalha épica contra os mil soldados do exército do vilão. Finalmente, temos a pancadaria franca, como o bom fã de DBZ gosta de ver, com direito a ataques especiais consagrados nas histórias anteriores. Há falta de alguns personagens, mas todas as ausências são explicadas da maneira mais sucinta possível, afinal, o objetivo do filme é a ação. Particularmente, me incomodou a forma como é retratado o nível de luta de Gohan, um personagem que já teve tanto destaque ao ponto de sobrepor o nível de Goku, foi bem rebaixado ao ponto de cair em um único golpe. De qualquer forma, o longa ganha pontos nesse momento por dar o devido espaço à batalha de cada personagem. Uma adição interessante e divertida é o patrulheiro galáctico Jaco, um personagem criado por Toriyama há algum tempo, que tem sua ligação à história através de Bulma, e protagoniza boas cenas de comédia.

Enfim é chegada a luta de Freeza e Goku. Algumas ameaças, frases de efeito e começa a troca de golpes, as cenas convencem, a animação é bem feita, sinceramente, fica entre as melhores lutas já retratadas em Dragon Ball, mas deixa a desejar quando se fala de dramaticidade. Em nenhum momento ou quase nenhum o vilão parece ser uma ameaça real, os momentos descontraídos de Bills e Wiss durante o ultimo ato deixam isso ainda mais evidente. Quanto ao novo nível super sayajin-nivel deus, tem seu aparecimento pouco explicado a tal ponto que simplesmente é impossível ter uma noção exata da capacidade de seu poder. Provavelmente informação que só será liberada na saga que está por vir.

Por fim, DBZ: o renascimento de Freeza, mesmo que não seja perfeito, mostra-se um filme interessante e enche os olhos daqueles que são conhecedores das antigas histórias da série. Se antes A Batalha dos Deuses “torceu o nariz” de muita gente, essa animação transmite um sopro de esperança sobre os próximos 100 episódios que Akira Toriyama está para apresentar, e deixa na mente uma boa dose de curiosidade sobre as novas aventuras de Goku & cia. em Dragon Ball Super.

Autor da crítica: André Ruiz, fã do Pipoca Radioativa.



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