17
jul
2015
Crítica: “Homem Formiga”
Categorias: Críticas • Postado por: Convidado Especial

Homem Formiga (Ant-Man)

Peyton Reed, 2015
Roteiro: Adam McKay; Paul Rudd; Edgar Wright; Joe Cornish
Walt Disney Studios Motion Pictures

4

A Marvel mais uma vez tenta usar a comédia para tentar apresentar um herói pouco conhecido e apesar de já termos visto esse modelo algumas vezes, se ele for bem feito, pode fazer com que as pessoas fiquem satisfeitas com o filme.

Hank Pym(Michael Douglas) criou uma formula, que podia encolher qualquer coisa, inclusive um ser humano, mas ele achava que ela seria perigosa demais e assim decidiu escondê-la. Darren Cross(Corey Stoll) que era discípulo de Hank, sempre tentou fazer uma fórmula igual ao do seu mestre, porém ele não conseguia fazer sua formula funcionar com seres vivos e acabava matando todas as cobaias.

Quando Darren estava próximo de conseguir o que queria, Hank tentou convencer ao Scott Lang(Paul Rudd) a ajudá-lo e em troca, ele o ajudaria a se livrar da prisão e a conseguir se aproximar de sua filha. Para ajudá-lo, Scott teria que usar o traje do homem formiga, que continha a fórmula, invadir a empresa do Darren, roubar seus projetos e destruir todas as informações sobre a fórmula em que ele trabalhava.

Na subtrama do filme, temos a relação pai-filha, que podemos ver tanto na relação Scott e Cassie(Abby Ryder Fortson) como com o Hank e a Hope(Evangeline Lilly). Os dois casos são de pais problemáticos que se afastaram das filhas, mas tentam protegê-las de qualquer jeito.

Apesar de ter uma trama simples e uma subtrama bem clichê, o Homem Formiga ganha pontos no carisma de seus personagens, principalmente com o Scott e com o Luis(Michael Peña). A Cassie apesar de aparecer pouco, também é bem importante para o filme, ela idolatra o pai e por mais que o scott não acerte, ela fica feliz e isso dá todo o sentido a dedicação dele para ficar junto de sua filha(sem contar que ela é uma criança bem fofa e faz com que você torça por ela).

Em relação a atuação, o Michael Douglas faz bem o seu papel, mas não chega a surpreender. Mesmo sendo um ator consagrado, fica bem apagado se comparado com o Paul Rudd e com o  Michael Peña. Outra que fica um pouco apagada é a Evangeline Lily, que faz o par do Scott, porém não ganha muita importância no filme. O Corey Stoll está muito bem seu papel enquanto não está usando o traje de jaqueta amarela, porém depois que o coloca, o vilão não chega a apresentar uma ameça tão grande, apesar de ter dado um certo trabalho de derrotá-lo.

As cenas de ação são muito boas, principalmente por fazer um ótimo trabalho com a câmera, trocando a visão de micro para macro a todo momento e dando uma percepção diferente do que está acontecendo ao redor. Os efeitos especiais também estão bons, mas nada que não fosse esperado de um filme da Marvel.

O filme tem como objetivo divertir o espectador e também de introduzir o personagem a um universo maior(desculpa o trocadilho), onde ele vai ter uma importância, assim como todos os outros membros. Como eu falei no especial, eu acredito que não será somente o Scott que irá continuar no MCU após isso e espero que a Marvel consiga manter o carisma do Scott quando ele se juntar aos outros heróis.

Autor da crítica: Victor Kled, ex-membro do Pipoca Radioativa.



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