13
ago
2015
Crítica: “A Escolha Perfeita 2”
Categorias: Críticas • Postado por: Maisa Carvalho
CARTAZ REGULAR_1
A Escolha Perfeita 2
Elizabeth Banks, 2015
Roteiro: Kay Cannon e Mickey Rapkin
Universal Pictures

3

A Escolha Perfeita 2, como se pode esperar da maioria das continuações, deixa algumas coisas a desejar, mas também tem seu lado positivo.

O filme continua a história das Bellas da Barden University e, principalmente, da personagem Beca Mitchell (Anna Kendrick), em suas vidas como cantoras acapella (ou a capella, para quem preferir).

As Bellas, três anos depois da entrada de Beca, são campeãs nacionais de grupos acapella. A linearidade do filme é bem agradável, já que não se pode ignorar os três anos passados do lançamento do primeiro para este.

Começando pelos pontos positivos do filme – desta vez dirigido pela atriz – Elizabeth Banks, o que mais agrada é que o filme é bem leve e divertido. Muitos dos personagens que eram meras participações no primeiro e ganharam um bom destaque no segundo, fazendo com que a história não ficasse apenas ao redor da protagonista.

Como já citado acima, o filme é bastante divertido, tem todo um ar de familiaridade entre as personagens, que é bem legal, é sempre bom acompanhar o amadurecimento das relações entre personagens já conhecidos. Por mais divertido que seja, o filme é bem fraco, bem “sessão da tarde”, nada que tenha um grande significado ou lição no final, é basicamente um filme divertido, daqueles “pra se ver com a família”.

Os maiores defeitos do filme também envolvem personagens, mesmo que alguns antes muito menores que secundários tenham ganhado um destaque bacana, o principal erro, foi deixar de lado e quase apagar completamente outros personagens que no primeiro filme foram tão importantes. Aubrey (Anna Camp) basicamente desapareceu, a personagem, antes líder das Bellas, aparece em no máximo três cenas. No plot do filme, ela desaparece porque se formou, mas ainda assim, deveria ganhar um destaque pelo menos condizente com o que tinha no filme anterior, de personagem secundária, até para ter sentido a fala de que um Bella é sempre uma Bella, e que elas são uma família, etc, etc.

O personagem cujo destaque foi tirado e mais doído, foi Jesse (Skylar Astin). No filme, Jesse e Beca estão em um relacionamento, e não só ele é o namorado da personagem principal, como também faz parte do segundo grupo principal de cantores acapella da história da faculdade na qual os personagens estudam, os Trublemakers. Além de se apresentar uma ou duas vezes cantando, é triste o número de cenas em que ele aparece, e se todas forem editadas juntas, não duram nem 20 minutos. Jesse é, sem dúvida, o personagem mais amável do primeiro filme, muito mais do que Beca (que era bem chatinha, vamos combinar), e o jeito com que o personagem foi tratado, aparecendo menos que participações especiais, como Adam DeVine (de Workaholics), que interpreta Bumper, é o que mais incomoda no filme inteiro.

Personagens de lado, o rumo que a história tomou foi um rumo já esperado, porém não deveria ser de outro jeito, mesmo. É o previsível que agrada, pois se tratando de um filme de comédia e para o público adolescente/jovem-adulto, não teria como ser outro. Mas uma coisa merece ser destacada neste texto, a apresentação final das Bellas não foi, de jeito algum, melhor que a de Das Sound Machine.

Assistir ao filme é sim válido, mesmo com todas essas considerações, principalmente para quem gostou do primeiro. Quanto a Elizabeth Banks como diretora, talvez valha a pena apostar (com bastante calma) em sua carreira, quem sabe, com um roteiro melhor, ela chegue a fazer um trabalho de maior destaque.



Não gosto da palavra "cinéfila", então digo que apenas que amo assistir filmes, principalmente se tiver o DiCaprio ou Keira Knightley. Sou apaixonada pelo Scorsese, Wes Anderson, Sofia Coppola, Woody Allen, Cameron Crowe e John Hughes. Adoro os filmes que misturam comédia com drama e não curto o preconceito com os filmes nacionais. Estudo jornalismo e caí de paraquedas neste site, com a Força ao meu lado, espero não decepcioná-los.