14
set
2015
Crítica: “Nocaute”
Categorias: Críticas • Postado por: Convidado Especial

Nocaute (Southpaw)

Antoine Fuqua, 2015
Roteiro: Kurt Sutter
The Weinstein Company

4

Perder uma pessoa importante, pode causar alguns problemas na vida de uma pessoa, podendo causar traumas psicológicos e outros problemas. Cada pessoa reage de uma maneira a perda, mas é sempre difícil se recuperar. Algumas vezes, o luto pode acabar afetando outras pessoas importantes e isso pode acabar virando um ciclo destrutivo.

Billy Hope (Jake Gyllenhaal) é um lutador de boxe, o campeão de sua categoria. Após uma luta difícil, ele é provocado por um outro lutador e na confusão, sua mulher (Rachel McAdams) é baleada. Com a morte de sua esposa, Billy começa a se perder e isso acaba estragando totalmente a sua vida.

A ideia do filme é trazer o drama da vida de Billy, mostrando como a vida dele vai mudando por causa de cada acontecimento. A história é bem previsível, apesar de ter um personagem principal mentalmente descontrolado, mas mesmo assim o enredo cumpre bem o seu papel.

Os personagens estão bem desenvolvidos, demonstrando toda a profundidade e fazendo com que o espectador se apegue a eles. As atuações também estão ótimas, o jake Gyllenhaal consegue fazer um ótimo trabalho de novo e acaba se tornando seu personagem mais importante do que o enredo. A Oona Laurence também está muito bem no papel, principalmente nas cenas emotivas(ela é tão fofa que faz você se importar mais ainda com o que vai acontecer com ela).

O trabalho de câmera do filme está sensacional,utilizando um recurso de tremer a camêra nos momentos de impacto da luta e algumas vezes utiliza o recurso de filmar em primeira pessoa, o que faz muito sentido em uma luta de boxe, pra mostrar ao espectador o que o protagonista está sentido. O slow motion da última luta também ficou muito bonito e bem feito.

A trilha sonora é outro ponto forte do filme, aumentando a emoção nas partes dramáticas, principalmente no corte entre as cenas. Outro ponto forte da trilha sonora são os raps que o Billy ouve enquanto está treinando ou na concentração para a luta, mesmo quem não gosta de rap consegue apreciar o momento.

Autor da crítica: Victor Kled, ex-membro do Pipoca Radioativa.



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