01
set
2015
Crítica: “O Primeiro Amor”
Categorias: Críticas • Postado por: Victor Hugo Ribeiro Joaquim

O Primeiro Amor (Flipped)

Rob Reiner, 2010
Roteiro: Rob Reiner, Andrew Scheinman
Warner Bros.

4

Existem muitas formas de preconceito e mesmo que a maioria foque no racismo e na homofobia, todos os preconceitos podem ter danos para as pessoas que estão envolvidas. Muitos desses preconceitos não tem nomenclaturas específicas, mas deveriam ser tratados da mesma maneira e o ser humano deveria tomar consciência disso.

Quantas vezes as pessoas deixam de se aproximar de alguém pelo modo que ele se veste, o modo como ele fala ou por causa do jeito como anda ou come, mas na verdade poderiam criar uma grande amizade e isso poderia significar uma grande mudança na vida dos dois, podendo ser uma mudança positiva ou negativa.
A história do filme começa quando Bryce (Callan McAuliffe) se muda e a Juli (Madeline Carroll) já se apaixona por ele à primeira vista. A Juli pensava que o Bryce gostava dela, mas era tímido pra admitir. Ele achava que ela era uma perseguidora e maluca. Conforme o tempo vai passando, eles começam a ter uma ideia diferente de cada um.

A princípio, o filme passa uma ideia de um romance infantil como se fosse em “Meu primeiro amor”, mas logo ele vai utilizando temas um pouco mais complexos e tentando mostrar como a percepção do ser humano em relação aos demais pode ser limitada. Além disso, também somos apresentados a experiência de assistir o ponto de vista de cada um dos personagens, mostrando o que motivou a ação de cada um e também a reação de cada um em cada acontecimento.

Não faltam clichês e a história não tenta te levar para um caminho não convencional e deixa bem claro o que vai acontecer, mas a graça do filme é fazer com que o expectador reflita sobre seus atos e veja que toda a ação feita, pode magoar alguém, mesmo que seja algo simples e sem importância.

Os atores estão muito bem em seu papel, mesmo sendo crianças, conseguiram transmitir os seus sentimentos de forma convincente. O enredo também está muito bem montado e o desenvolvimento dos personagens fluem muito bem, deixando bem claro o motivo de cada evolução. A trilha sonora é bem leve e não se destaca muito, mas consegue fazer bem o seu papel.

Esse é um filme que eu indico que todos vejam e pensem no que ele te passa e não vá assistir só pelo romance e ficar torcendo para que eles fiquem juntos, se coloquem no papel dos dois personagens e sinta o que eles sentem. Mesmo que o Bryce pareça ser desprezível no início, você acaba entendendo o que ele está passando e provavelmente já tenha feito a mesma coisa que ele.



Gosto de animês, mangás, jogos, séries e filmes. Sou fã dos filmes do Nolan, do Tom Hooper e do David O. Russell. Gosto de qualquer estilo de filme e gosto muito de ver os filmes dos atores e diretores que eu gosto.