21
out
2015
Crítica: “Cidades de Papel”
Categorias: Críticas • Postado por: Victor Hugo Ribeiro Joaquim

Cidades de Papel (Paper Town)

Jake Schreier, 2015
Roteiro: Scott Neustadter,
Michael H. Weber
20th Century Fox

3.5

Geralmente os adolescentes são bem exagerados em relação a qualquer coisa, mas quando o assunto é referente a paixão, parece que somente aquilo importa na vida. Até ai, podemos falar que é algo normal, porém o que acontece é que criamos uma ideia de que a pessoa, pela qual estamos apaixonados, de que ela é perfeita e ficamos totalmente cegos em relação aos seus defeitos e muitas vezes em relação ao mundo.

Quentin (Nat Wolff) conheceu Margo (Cara Delevingne) quando eram crianças e desde então ele é apaixonado por ela. Na adolescência, Margo começa a se afastar dele e começa a namorar com um garoto popular da escola, até que ela descobre que está sendo traída e decide se vingar. Em seu plano de vingança, ela chama o Quentin para ajudar e isso acaba reaproximando os dois. No dia seguinte a vingança, Margo foge e deixa pistas de seu paradeiro e Quentin decide segui-las em busca de seu amor.

O enredo é bem fraco e muito clichê, mas ele ganha pontos pelas mensagens passadas pela história e os personagens que são muito bem desenvolvidos, sendo que cada um deles tem um motivo para estar ali, por mais clichê que seja. A relação entre eles é muito boa, até mesmo a exploração da falta de relação entre o Quentin e a Margo, é muito bem explorada.

O decorrer do filme é um pouco entediante, mas acho que é interessante analisar cada ação, que depois poderá ver que quase todas elas tem um motivo para existir. Caso você consiga se identificar com o personagem principal ou consiga se colocar no lugar dele, acaba se tornando um filme diferente e traz mais emoção a história.

A parte técnica deixa um pouco a desejar, principalmente em atuação, onde os dois atores principais não conseguem passar a emoção que o roteiro pede e outro ponto negativo é a trilha sonora, que poderia ter um impacto melhor em algumas cenas, mas acaba passando despercebida.

Apesar desses problemas, é um filme que te faz pensar na vida, em como deixamos algumas coisas passar despercebidas, só pelo fato de não querermos enxergá-las ou por estar olhando para o lado errado.



Gosto de animês, mangás, jogos, séries e filmes. Sou fã dos filmes do Nolan, do Tom Hooper e do David O. Russell. Gosto de qualquer estilo de filme e gosto muito de ver os filmes dos atores e diretores que eu gosto.