07
nov
2015
Crítica: “Os Últimos 5 Anos”
Categorias: Críticas • Postado por: Heloisa Keiko
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Os Últimos 5 Anos

Richard LaGravanesse, 2015
Roteiro: Jason Robert Brown (musical) e Richard LaGravanesse (adaptação)
The Weinstein Company

4

Relacionamentos acabam. Pelo menos, é com essa premissa que se inicia Os Últimos 5 Anos, um filme que narra a história de um casal durante o período em que estiveram juntos. Doce e amargo ao mesmo tempo, o longa possui uma carga emocional que torna quase impossível não se envolver com a trama.

Cathy (Anna Kendrick) é uma atriz que procura entrar no meio artístico, enquanto Jamie (Jeremy Jordan) é um jovem escritor de sucesso. Os dois constroem um relacionamento, narrado ao espectador sem uma linearidade cronológica, ora do ponto de vista de um, ora do outro. Por meio de canções, a narrativa é construída mostrando os altos e baixos do casal.

Por mais que falhas tenham ocorrido na adaptação dos palcos para o cinema, como transições de cenas incoerentes, fotografia levemente cansativa e movimentos de câmera que causam monotonia, o desenvolvimento do enredo é executado com perfeição e fidelidade à obra original. As atuações são outro ponto forte do longa: Anna Kendrick surpreende ao interpretar, de forma intensa e profunda, a protagonista da história. Jeremy Jordan, veterano na Broadway mas ainda novato no cinema, também não deixa nada a desejar com sua atuação.

As músicas, no entanto, são o verdadeiro ponto forte do filme. A empatia que sentimos ao assistir o romance de Cathie e Jamie só acontece devido à emoção transmitida por meio das canções. A todo momento, ouvimos os pensamentos de um e as desilusões do outro, sempre ambientados em cenas coerentes e apropriadas para o tema cantado.

Fugindo de clichês o tempo todo, Os Últimos 5 Anos conquista o público com apenas 1h30 de filme ao representar acontecimentos tão naturais e comuns de forma tão poética e subjetiva. Desde a antecipação do desfecho logo no início do longa até o modo como as cenas são organizadas, o filme mostra sua originalidade, que o torna ainda mais envolvente.

É importante dizer que o filme é essencialmente composto por músicas, e diálogos são raros de serem vistos. No entanto, com melodias tão bem compostas e executadas, que emocionam e encantam a todo tipo de espectador, fica difícil não gostar. Por isso, se você não curte musicais, não desista: Os Últimos 5 Anos pode ser um ótimo filme para se apaixonar pelo gênero.



Minhas preferências vão de Senhor dos Anéis ao Diário de Bridget Jones, de dramas a musicais, de Woody Allen a John Hughes. Gosto de qualquer filme que se passe em Nova York ou termine em um final inesperado – de preferência feliz. Estudo Jornalismo e acredito que, neste site, poderei unir as duas coisas que mais adoro: a escrita e o cinema.