03
dez
2015
10 personagens inúteis do cinema!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

A gente nem sempre percebe, mas grande parte dos filmes a que assistimos possuem um ou dois personagens que poderiam ser cortados da história. Pensando nisso, o Pipoca Radioativa fez uma lista de 10 casos em que inutilidade deixou de ser uma palavra abstrata para assumir uma forma concreta aos olhos do público. Como era de se esperar, os personagens de blockbusters foram os campeões. Vamos a eles:

Bane, de Batman & Robin (1997)

O que o diretor Joel Schumacher fez com Bane, um personagem icônico dos quadrinhos do Batman, foi um verdadeiro crime. O vilão astuto e ameaçador deu lugar ao capanga descerebrado e inexpressivo. Em Batman & Robin, a única coisa que Bane (vivido pelo desconhecido Jeep Swenson) faz é emitir grunhidos e ser o mero guarda-costas da Hera Venenosa (Uma Thurman, em um papel deplorável). Com uma função tão medíocre como essa, Bane poderia ter sido substituído por qualquer outro personagem – ou simplesmente removido – que não faria a menor falta.

Batgirl, de Batman & Robin (1997)

É inevitável citar Batman & Robin mais uma vez. O filme, que é um verdadeiro espetáculo de bizarrices, tem mais um personagem inútil: Batgirl (Alicia Silverstone), alter-ego de Barbara Wilson (Barbara Gordon nos quadrinhos). Ela surge repentinamente na história e, sem o menor aprofundamento, é transformada em parceira fiel de Batman e Robin. Tudo isso apenas para participar de uma única cena de ação e deixar a promessa de uma aparição no filme seguinte – que, felizmente, não chegou a acontecer.

Caroline Aranha, de Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

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Planeta dos Macacos: A Origem está longe, muito longe, de ser um filme ruim (na verdade, é um filmaço que ressuscitou a franquia, esquecida após o fracassado remake de Tim Burton). Porém, ele peca na construção dos personagens – no lado humano, o único que alcança um certo destaque é o idoso vivido por John Lightow. Caroline Aranha (Freida Pinto) é o extremo dessa deficiência. Sem um único pingo de carisma, a moça é irrelevante. Em nenhum dos eventos determinantes da narrativa, ela está presente – além disso, as poucas falas que possui não passam de um amontoado de frases vazias.  No fim das contas, acaba provando ser apenas um rostinho bonito que cumpre muito bem o papel de ser a insignificante namorada do personagem de James Franco.

Comissário Gordon, da quadrilogia Batman (1989 – 1997)

James Gordon é um personagem interessantíssimo dos quadrinhos do homem-morcego. Mas, durante muito tempo, ele teve sua importância subestimada, surgindo em cena mais como figurante do que como coadjuvante. Na quadrilogia clássica (composta por Batman, de  1989; Batman – O Retorno, de 1992; Batman Eternamente, de 95; e Batman & Robin, de 97), o Comissário Gordon (interpretado por Pat Hingle) aparece em todos os filmes, mas é um completo inútil. Quem faz todo o trabalho de prender os vilões é Batman e sua equipe. Ou seja, Gordon está lá só para mostrar que a polícia de Gotham existe – e que não é nada eficaz!

Para a alegria dos fãs, um Comissário Gordon muito melhor veio à tona na trilogia de Christopher Nolan (2005 – 2012). Vivido por Gary Oldman, o policial tornou-se, definitivamente, peça essencial da história, tendo um arco dramático próprio e sendo um importante aliado de Batman no combate ao crime organizado.

Effie Trinket, da quadrilogia Jogos Vorazes (2012 – 2015)

Interpretada por Elizabeth Banks, Effie é uma personagem não só insuportável, mas também  sem função nenhuma. O figurino extravagante, como tudo que vem da Capital, e a voz irritante são as únicas coisas que farão o espectador lembrar dela. Sem ação, sem peso dramático e sem um único diálogo memorável, Effie poderia ter ficado apenas no livro de Suzanne Collins.

Gwen Stacy, de Homem-Aranha 3 (2007)

A Gwen Stacy (Bryce Dallas-Howard) do filme de Sam Raimi não empolga – e só está lá para provocar ciúmes em Mary Jane (Kirsten Dunst). Ingênua e sem nenhum desenvolvimento, a personagem não faria falta caso fosse cortada da versão final de Homem-Aranha 3.

Jar Jar Binks, da trilogia Star Wars (1999 – 2005)

Sem poder contar com Chewbacca para a nova trilogia, George Lucas precisava de um outro alienígena para conquistar a simpatia do público. Jar Jar Binks (criado digitalmente e dublado por Ahmed Best) foi uma escolha infeliz. Mostrado como uma criatura atrapalhada a todo momento, Jar Jar é um fracasso como elemento cômico – o máximo que consegue é soar bizarro em cena. E a pergunta que fica é: por que esse bichinho insuportável existe?

Mercúrio, de Vingadores: Era de Ultron (2015)

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Movido por um sentimento superficial de vingança, Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) é um personagem subaproveitado neste filme. A única preocupação do roteiro é usá-lo para gerar cenas de ação. Como se isso não fosse o bastante, ele ainda é transformado em uma marionete do vilão Ultron (James Spader). O mutante passa pelo universo Marvel no cinema tão rápido que nem deixa marcas…

Mikaela Banes, de Transformers (2007) e Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009)

O ponto forte de Michael Bay nunca foi o desenvolvimento de personagens. Seus filmes trazem tipos unidimensionais, estereotipados e com pouca (ou nenhuma) profundidade psicológica. Mikaela Banes (a péssima Megan Fox) é a prova viva disso. Par romântico de Sam (Shia LaBeouf), ela está nos dois filmes somente para cumprir o clássico papel de “mocinha do herói” e, lógico, atrair olhares masculinos. De relevante, Mikaela não faz nada.

Tauriel, de O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013) e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014)

A elfa Tauriel (Evangeline Lilly) não existe na obra de J.R.R Tolkien, tendo sido criada exclusivamente para o filme. A intenção do diretor Peter Jackson era até compreensível, já que não havia mulheres na história original. Contudo, a forma com que a personagem foi apresentada mostrou-se desastrosa. Além de clichê, o romance com o anão Kili (Aidan Turner) é totalmente dispensável, servindo apenas para prolongar a já prolixa trama.



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!