11
jan
2016
Crítica: “O Bom Dinossauro”
Categorias: Críticas, Maratona Pixar • Postado por: Heloisa Keiko
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O Bom Dinossauro

Peter Sohn, 2015
Roteiro: Bob Peterson
Pixar Animation Studios, Walt Disney Pictures

3.5

É sempre satisfatório assistir às animações da Pixar e, por isso, as expectativas também são sempre grandes. Dessa vez, não foi diferente. Fui assistir a O Bom Dinossauro sabendo que não me arrependeria, e tinha razão. O novo lançamento do estúdio, em parceria com a Disney, é uma animação que diverte, emociona e encanta.

O que aconteceria se o asteroide que extinguiu os dinossauros não tivesse atingido a Terra? Segundo O Bom Dinossauro, os animais jurássicos teriam convivido com humanos. E é assim que o encontro de Arlo, um brontossauro amedrontado, e Spot, uma criança primitiva, se torna possível. A amizade improvável dos dois os faz passar por diversas aventuras, na tentativa de encontrar o caminho de volta para casa.

O grande diferencial deste filme, em relação a outras animações, é a fotografia. Com cores extremamente harmoniosas, compondo paisagens de tirar o fôlego, Sharon Calahan (diretora de fotografia) produz cenas impecáveis visualmente. Os efeitos de luz também são notáveis – pequenos detalhes, como o flare exibido em uma cena contra a luz, deixam o filme esteticamente ainda mais bonito.

Além da imagem, o som também tem seu espaço em O Bom Dinossauro. Com diversas cenas sem falas, o filme pedia uma ambientação sonora que se destacasse – e foi exatamente o que Mychael e Jeff Danna fizeram. A trilha sonora cria o clima perfeito tanto para os grandes planos, repletos de paisagens grandiosas, quanto para os momentos de emoção, mais íntimos. Dos primeiros aos últimos minutos de filme, é possível notar a presença das melodias criadas pelos irmãos Danna.

A história, por mais comovente que seja, não segue o curso inovador que os filmes da Pixar vêm tomando. Muitos elementos do enredo – a amizade improvável, o protagonista fracassado, o conselheiro sábio – já foram usados em outras animações. Mesmo com os clichês, no entanto, é impossível não se emocionar com a história vivida por Arlo e Spot.

Como já é de se esperar, O Bom Dinossauro é o tipo de filme que agrada facilmente. Mesmo que as crianças sejam seu público alvo, pessoas de todas as idades irão se encantar com a animação, dando risadas e derramando lágrimas. Não é, nem de longe, a melhor animação da Pixar – mas está longe de ser ruim. Se você, como eu, aprecia o trabalho do estúdio, vá ao cinema sem medo, tendo a certeza de que sairá satisfeito.



Minhas preferências vão de Senhor dos Anéis ao Diário de Bridget Jones, de dramas a musicais, de Woody Allen a John Hughes. Gosto de qualquer filme que se passe em Nova York ou termine em um final inesperado – de preferência feliz. Estudo Jornalismo e acredito que, neste site, poderei unir as duas coisas que mais adoro: a escrita e o cinema.