08
jan
2016
Top 11 – Melhores Filmes de 2015!
Categorias: Top 11 • Postado por: Matheus Benjamin

O ano de 2015 foi embora e com ele vários filmes incríveis foram lançados. O Top 11 de hoje é para fazer a retrospectiva dos melhores filmes do ano e, para, por tabela, recomendar filmes novos para os que estão à procura de filminhos bacanas para assistir. Vale lembrar que todos os filmes citados nessas listas estão com o selo de aprovação altamente recomendável radioativo, se você ainda não viu, vale a pena conferir! A equipe do Pipoca Radioativa aposta que 2016 será um ano com vários filmes incríveis e que seja cada vez mais difícil, no fim do ano, produzir listas como essa.

Nota: Alguns filmes da lista foram lançados edm 2014, mas por algum motivo só estrearam no Brasil em 2015. O critério seguido, portanto, foi de também colocar filmes que tenham entrado em circuito apenas em 2015, independente do ano de lançamento original.

Lista por: João Vitor Moreno

 

11º Lugar – Ex Machina (Alex Garland, 2015)

Ficção científica de primeiro nível sobre inteligência artificial. Infelizmente saiu aqui diretamente em DVD.

10º Lugar – Corrente do Mal (David Robert Mitchell, 2014)

Prova de que mesmo uma premissa clichê de terror, se colocada na mão de um diretor competente, pode dar um ótimo filme.

9º Lugar – Whiplash (Damien Chazelle, 2015)

Já dispensa maiores comentários. Começou como um filme independente pequeno e se tornou um dos principais nomes do último Oscar.

8º Lugar – Casa Grande (Fellipe Barbosa, 2014)

Politicamente relevante e de uma sensibilidade ímpar.

7º Lugar – Star Wars: O Despertar da Força (J. J. Abrams, 2015)

Para um fã de Star Wars e de J. J. Abrams não poderia haver melhor presente de natal, o filme é moderno e retrô ao mesmo tempo, e é um início perfeito para uma nova trilogia.

6º Lugar – Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

De uma energia inacreditável e sequências de ação perfeitas.

5º Lugar – O Ano Mais Violento (J. C. Chandor, 2014)

Uma espécie de Poderoso Chefão anos 80, o filme de Chandor é praticamente perfeito.

4º Lugar – Sicario (Denis Villeneuve, 2015)

Provando mais uma vez porque Denis Villeneuve é um dos melhores, possivelmente o melhor diretor de sua geração.

3º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert, 2015)

Mais um filme com um relevante comentário social, contando ainda com atuações inspiradíssimas e trazendo uma das cenas mais belas dos últimos anos.

2º Lugar – Divertida Mente (Pete Docter e Ronaldo Del Carmen, 2015)

Pixar voltando a acertar em cheio depois de alguns anos com um de seus filmes mais ambiciosos até hoje.

1º Lugar – Birdman (Alejandro Gonzalez Iñarritu, 2014)

Mais do que um feito técnico impressionante, o filme ainda é um fascinante estudo de personagem em depressão, e tem um dos finais mais tematicamente ricos que eu já vi.

Lista por: Maísa Carvalho

 

11º Lugar – Cinderella (Kenneth Branagh, 2015)

Cinderella é um filme lindo, delicado, tem uma fotografia incrível e é aquele conto de fada clássico, nunca vai ficar velho. A Disney tem acertado muito com os live action, assim como Malévola (Robert Stromberg, 2014), Cinderella traz um mundo mágico e encantado que agrada à todas as idades.

10º Lugar – Divertida Mente (Pete Docter e Ronnie Del Carmen, 2015)

Divertida Mente foi, com certeza, a animação do ano, um dos filmes mais fofos de 2015 e da Pixar (por que não?), entrou merecidamente na lista de melhores filmes lençados no ano de 2015.

9º Lugar – Entre Abelhas (Ian Sbf, 2015)

2015 foi um bom ano para as produções nacionais, Entre Abelhas não poderia ficar de fora. A história é simples e muito original, delicada e até bonita. Quem nunca se perguntou o como seria viver no mundo completamente sozinho? Além de tudo, Fábio Porchat está maravilhoso proporcionando emoção e muito humor para o espectador.

8º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Ana Muylaerte, 2015)

O filme de Ana Muylaerte deu o que falar em 2015, foi sucesso no Brasil inteiro, claro, é muito bom, mesmo que com tanta falação pode ser um pouco decepcionante, mas ainda assim, o filme é lindo, Regina Casé com certeza esteve no papel de sua vida.

7º Lugar – Perdido em Marte (Ridley Scott, 2015)

Perdido em Marte é uma boa ficção (sem discutir a veracidade do que acontece no filme, por favor), tem espaço, tem idéias brilhantes, tem a Nasa e tem o Matt Damo (<3) vestido de astronauta, sem mencionar que além de ótimo no papel, seu personagem, Mark Watney é hilário. O filme é muito bem feita, com uma fotografia lindíssima e uma trilha bem engraçada. Sem dúvida, um dos melhores lançamentos do ano.

6º Lugar – Jogos Vorazes – A Esperança:O Final (Francis Lawrence, 2015)

O grande e esperado final da franquia Jogos Vorazes foi mesmo grandioso. Embora fosse um final que seria possível colocar em apenas um filmes, o mercado faz cada vez mais isso de dividir os finais para arrecadar mais, mesmo assim o filme foi muito bom, imensamente melhor que a primeira parte, este ficou com toda a ação da trama final de Katniss Everdeen, muito bem feito nas partes de efeitos especiais, boa trilha, fotografia bonita mas especialmente, a franquia inteira se destaca no incrível trabalho de Trish Summerville como figurinista.

5º Lugar – A Incrível História de Adaline (Lee Tolan Kreeger, 2015)

Um dos filmes mais lindos de 2015, A Incrível História de Adaline é realmente incrível. Um filme delicado e tão bonito, com uma grande atuação de Blake Lively – a eterna Serena Van der Woodsen – e um linda (mesmo que breve) participação de Harrison Ford. O roteiro é diferente, muito diferente do que vem sendo feito e, mesmo que fantasioso, é completamente real ao tratar das relações humanas.

4º Lugar – Um Santo Vizinho (Ted Melfi, 2014)

Um filme que consegue misturar comédia e drama sem muita discrepância dos momentos cômicos dos dramáticos já é de se admirar, mas no longa de Melfi, isso é feito de maneira fantástica. É bonito, emocionante, engraçadíssimo e vale muito a pena ser visto. Sem contar a trilha sonora que é maravilhosa e as duas atuações incríveis de Bill Murray em um de seus melhores papéis até o momento e de Jaeden Lieberher, que se mostra uma revelação. Que em 2016 venha cada vez mais filmes de Theodore Melfi.

3º Lugar – Whiplash (Damien Chazelle, 2015)

Whiplash com certeza está entre os favoritos de muitos que foram aos cinemas em 2015. O filme, além de render muitas indicações ao Oscar – e ter ganhado na categoria Melhor Ator Coadjuvante com J. K Simmons – conquistou muito fãs de cinema. É um história simples, mas muito bem desenvolvida e o melhor do filme, é que ele é quase puramente composto por atuações boas e uma trilha emocionante, que acompanha perfeitamente cada cena. Não há como esquecer também, que Miles Teller fez muito mais que seu papel com um interpretação sensacional.

2º Lugar – Ponte Aérea (Júlia Rezende, 2015)

Ponte Aérea é um filme de romance e drama que retrata a vida de um casal na modernidade cada vez mais imediatista. O filme é incrível, lindo do começo ao fim. O roteiro, também de Júlia Rezende é redondo, sem furos. As personagens são bem construídas e a trilha é linda. Um filme que está entre os melhores do catálogo nacional, e nem precisou ser um super drama que retrata a pobreza do nosso país. É bom para variar.

1º Lugar – Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro Gonzáles Iñarritu, 2014)

Birdman, o filme do ano, com direito a Oscar e tudo. O número um da lista está onde está por ser um filme novo, diferente, bem feito tecnicamente, com atuações sensacionais, e ainda com o elemento de surpresa. Devido não somente ao histórico do Oscar, mas o fato de que a premiação segue a linha de outras – como O Globo de Ouro, por exemplo – , era mais esperado que o filme Boyhood (Richard Linklater, 2014) levasse o prêmio, mas de uma maneira surpreendentemente justa, o melhor do ano foi Birdman.

Lista por: Marcelo Silva

Marcelo

11º Lugar – Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 (Francis Lawrence, 2015)

Apesar de alguns deslizes no roteiro, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 foi o encerramento digno de uma franquia diferente de tudo que já havia sido feito dentro do universo infanto-juvenil no cinema. Junto com Katniss (Jennifer Lawrence), uma personagem feminina forte e determinada, temos, nesse quarto filme e também nos anteriores, um forte conteúdo político. Por conta disso, A Esperança merece o décimo-primeiro lugar na lista de melhores do ano.

10º Lugar – Ponte dos Espiões (Steven Spielberg, 2015)

A união entre dois monstros do cinema já rendeu grandes filmes. Em Ponte dos Espiões, a situação não foi diferente. Perfeito como sempre, Tom Hanks dá vida a um competente advogado nesse filme de época de Steven Spielberg. Além dos dois, quem também chama atenção é Mark Rylance, que, no papel do espião soviético, tem uma atuação extremamente realista e contribui para que Ponte dos Espiões seja alçado ao posto de uma das melhores obras de 2015.

9º Lugar – Beasts Of No Nation (Cary Fukunaga, 2015)

Apresentando ao público o drama de um garoto africano recrutado como soldado por uma milícia, Beasts Of No Nation destoa de inúmeras produções hollywoodianas por ser seco, sem idealizações e, consequentemente, extremamente realista.

8º Lugar – Whiplash: Em Busca da Perfeição (Damian Chazelle, 2015)

Whiplash é uma verdadeira aula de como manipular os sentimentos do espectador. É impossível ficar indiferente ao que é mostrado em tela – qualquer um é levado até os nervos pelos agonizantes momentos protagonizados pelo personagem de Miles Teller. Soma-se a isso a excelente atuação de J.K. Simmons, e pronto, temos o nono melhor filme de 2015!

7º Lugar – Corrente do Mal (David Robert Mitchell, 2014)

Enquanto a indústria do terror enfrenta uma verdadeira crise criativa (cof,cof, Atividade Paranormal…), Corrente do Mal mostra que ainda há uma luz no fim do túnel. Trata-se de um filme assustador, angustiante e carregado de metáforas e referências às obras clássicas dos anos 70 e 80.

6º Lugar – As Fábulas Negras (Rodrigo Aragão, Petter Baiestorff, José Mojica Marins e Joel Caetano, 2015)

Feito de maneira totalmente independente, As Fábulas Negras é fruto da genialidade de quatro diretores diferentes, incluindo aí o experiente José Mojica Marins. Extremamente divertido, é uma prova de que é possível fazer cinema de gênero no Brasil.

5º Lugar – O Sal da Terra (Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, 2015)

O Sal da Terra é um daqueles documentários capazes de agradar até mesmo aquele que não é muito fã desse gênero. Em 110 minutos de projeção, a trajetória do renomado fotógrafo Sebastião Salgado é mostrada de um jeito bastante sutil e delicado. Misturam-se fatos da sua vida com as fotografias que capta mundo afora.

4º Lugar – Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

Mad Max: Estrada da Fúria superou todos os filmes anteriores. George Miller retornou ao universo que ele mesmo concebeu em grande estilo. Ação frenética, personagem feminina forte e efeitos especiais de qualidade são a receita de sucesso do filme.

3º Lugar – Star Wars: O Despertar da Força (J.J. Abrams, 2015)

Em meio a muita expectativa, Star Wars: O Despertar da Força teve uma estreia avassaladora. Preservando elementos clássicos (e reparando alguns), o filme de JJ Abrams agradou tanto público quanto crítica. À altura de O Império Contra-Ataca (considerado o melhor da saga), O Despertar da Força leva qualquer a aguardar ansiosamente pelo próximo longa.

2º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert, 2015)

Que Horas Ela Volta? mistura drama social com humor para traçar um retrato do Brasil contemporâneo, país que vem presenciando, desde o início dos anos 2000, uma mudança nos papéis de empregados e patrões. Jéssica (Camila Márdila) é a síntese perfeita disso. Ao contrário da mãe (Regina Casé), acomodada com a sua situação e o tratamento que recebe dos patrões, a jovem é inquieta, questionadora e não se contenta com pouco. Um clássico instântaneo do nosso cinema!

1º Lugar – Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro González Iñarritú, 2015)

Divertido, ousado, original, satírico e provocante. Todos esses adjetivos parecem insuficientes para descrever a grandeza de “Birdman”.

Dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, o filme mostra-se irretocável, um acerto do começo ao fim. Entre os vários acertos dos filmes, destaca-se Michael Keaton, que, na pele do fracassado Riggan Thomson, faz um retrato de si mesmo e não apenas incorpora o personagem, mas se transforma nele. É nos pequenos detalhes que vemos o trabalho minucioso do ator. Sem dúvida, o melhor filme de 2015!

Lista por: Mateus Reginato

Mateus

11º Lugar – O Jogo da Imitação (Morten Tyldum, 2014)

Alan Turing pode não ser o cientista mais reconhecido do mundo, mas sem ele a sociedade comtemporânea provavelmente não seria nada. A atuação de Benedict Cumberbatch como Turing é um dos pontos altos do filme, que levou para casa o Oscar de Melhor roteiro adaptado. O filme também aborda o tema da homossexualidade.

10º Lugar – Ponte dos Espiões (Steven Spielberg, 2015)

A antiga fórmula de espionagem durante a Guerra Fria ganhou nova vida graças a Spielberg e Tom Hanks. Há tempos o diretor não entregava um bom trabalho como em Ponte dos espiões. Hanks e Mark Rylance, intérprete de Rudolf Abel, dão vida a um filme que aborda um tema já muito recorrido, mas de forma diferente e original.

9º Lugar – Perdido em Marte (Ridley Scott, 2015)

Depois de vários filmes fracos (Êxodo: Deuses e reis, O conselheiro do crime, Prometheus, Robin Hood), parece que Ridley Scott encontrou a direção certa. The martian (no original) flutua entre a comédia e o drama. Matt Damon é uma espécie de Robinson Crusoe especial. O ator está completamente à vontade em seu divertido papel e é a chave para tudo funcionar. Scott consegue criar uma ótima ficcção sem lotar o filme de explicações científicas e recheada de bom humor.

8º Lugar – Whiplash (Damien Chazelle, 2015)

Indicado a cinco prêmios da Academia e vencedor de três, Whiplash prende a atenção pela intensidade, inspiração e pelas ótimas atuações. A determinação de Neiman (Miles Teller) e a ferocidade do exigente Fletcher (Simmons) criam a atmosfera perfeita para esse filme recheado de Jazz e referências a lendas do estilo.

7º Lugar – Os Oito Odiados (Quentin Tarantino, 2015)

Ao apagar das luzes de 2015, Quentin Tarantino nos presenteou com Os oito odiados. O humor ácido – e negro –, os grandes personagens – anti-heróis –, muita violência – e sangue. Um típico filme de Tarantino. Esse faroeste do cultuado diretor discute racismo, possui várias reviravoltas e histórias. Há até um momento meio Agatha Christie protagonizado pelo sempre fantástico Samuel L. Jackson e Walton Goggins.

6º Lugar – Sicario (Denis Villeneuve, 2015)

O grande trabalho de Emily Blunt e Benicio del Toro lidera esse ótimo thriller. A fantástica fotografia é o segredo para o perfeito funcionamento. Expressões faciais, o cenário, a brutalidade. É muito mais do que um filme sobre crimes.

5º Lugar – Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (J. J. Abrams, 2015)

Desde o final de 2012, quando a Disney comprou a Lucasfilm, o mundo tem esperado pelo episódio VII. O anúncio de uma nova trilogia deixou os fãs desconfiados. E esperançosos. Star Wars voltou. E é bom. Não. É muito bom. Todos os elementos que nos levaram a amar essa verdadeira Space Opera estão lá. Ótimos personagens. Cenas engraçadas – e sem nenhum Jar Jar. Combates agressivos – sem milhares de mortais, giros e piruetas – e até com sangue. Um vilão digno de Darth Vader. A volta de Han Solo, Chewie, Leia, Luke. Com certeza, o filme mais aguardado e celebrado do ano.

4º Lugar – Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro González Iñárritu, 2014)

Alejandro González Iñárritu nos presenteia com mais uma grande obra depois de Babel, 21 Grams e Biutiful. Indicado a nove categorias no Oscar 2015, Birdman saiu vencedor em quatro, Melhor filme, Melhor diretor, Melhor roteiro original e Melhor fotografia. Aliás, a fotografia desse filme merece um capítulo a parte. Sem apresentar cortes visíveis, o filme aparenta ser em um único take. A trilha sonora, composta quase toda por solos de Jazz na bateria, também complementa esse filme que, dentro de Hollywood, foge completamente dos padrões estabelecidos. Michael Keaton, ex-Batman, surpreende com uma ótima atuação.

3º Lugar – Divertida Mente (Pete Docter e Ronaldo Del Carmen, 2015)

A Pixar nos presenteia com a genialidade de novo. Outro clássico instantâneo. Uma história original, inteligente e que toca assuntos comuns a todos. Os sentimentos. Alegria. Tristeza. Medo. Raiva. Repulsa. Principalmente durante a infância e a adolescência, período em que temos um controle menor sobre as nossas emoções. O longa fala sobre depressão, mudanças, a passagem da infância para a adolescência. As atitudes e sentimentos dos pais também são recorrentes. Outro filme para entrar na história das animações. Sinceramente, quem não adora a Pixar?

2º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert, 2015)

Supreendente. Essa talvez seja a melhor definição para o drama nacional de Anna Muylaert. Estrelado por Regina Casé, outra grande surpresa, e por Camila Márdila, o filme usa o bom humor e grandes atuações para recriar e criticar uma realidade corriqueira e que, apesar de ser tema recorrente, pouco se altera. O preconceito. As diferenças entre classes, entre regiões, entre “raças”. Usando como exemplo uma relação de patrão-empregada, Que horas ela volta? causa revolta pelas injustiças, nos faz rir, emociona. Surpreende e causa identificação. A relação entre mãe e filho também é muito explorada, principalmente a relação maternal entre empregadas domésticas e os filhos dos patrões. O nome do filme em inglês é Second Mother, “segunda mãe”, em tradução livre.

1º Lugar – Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

Outra franquia que estava voltando dos mortos. O quarto filme de Mad Max faz jus à antiga trilogia. Talvez faça até melhor que ela. Dessa vez, “Mad” Max (o ótimo Tom Hardy) não é o principal personagem. Os holofotes estão voltados à fantástica imperatriz Furiosa (Charlize Theron). O diretor George Miller não se foca apenas em fazer um filme impactante visualmente e recheado de explosões. Mad Max: Fury Road (no original) é visceral e possui ótimos personagens. As perseguições frenéticas, o vilão imponente, o icônico guitarrista. Miller criou uma verdadeira obra de arte dentro do gênero. O forte apelo feminino é outro ponto corajoso e positivo.

Lista por: Matheus Benjamin

Matheus

11º Lugar – Tangerine (Sean Baker, 2015)

Uma das surpresas mais bacanas no ano, sem dúvida é o filme Tangerine, que traz como protagonistas duas atrizes transexuais interpretando duas transexuais. A trama segue um dia na vida das amigas Sin Die (Kitana Kiki Rodriguez) e Alexandra (Mya Taylor – premiem ela, por favor), que ganham a vida como prostitutas nas ruas de Los Angeles. Sin Die acaba de sair da cadeia, mas está querendo arranjar confusão novamente, pois descobriu que seu namorado Chester estava a traindo. É um filme com um roteiro bem divertido, com personagens bem trabalhados e uma fotografia muito competente. Detalhe: o filme foi todo filmado com Iphones!

10º Lugar – Força Maior (Ruben Östlund, 2014)

Famílias disfuncionais sempre me chamaram a atenção no cinema. Neste filme sueco, uma família vai passar as férias no Inverno dos Alpes, mas as coisas começam a não ficar tão tranquilas quando uma avalanche os pega de surpresa. A partir de então, tudo passa a desabar. O roteiro do filme é simplesmente maravilhoso e me deixou imerso do começo ao fim na narrativa. Merece muito estar nessa lista de melhores do ano!

9º Lugar – Cássia (Paulo Henrique Fontenelle, 2015)

Um dos filmes que mais me emocionaram em 2015 não poderia ficar de fora da lista dos melhores do ano. Sério, esse documentário é tudo o que eu poderia querer. A sensibilidade para a construção narrativa do longa é incrível; as imagens de arquivo, os depoimentos dos familiares e amigos (sobretudo Nando Reis e Eugenia, companheira de Cássia) mostram como ela fora importante para eles de um forma que faz o espectador ficar imerso e também reconhecer a importância da protagonista em sua vida. Vale a pena conferir!

8º Lugar – Eu, Você e a Garota que Vai Morrer (Alfonso Gomez-Rejon, 2015)

O vencedor do festival de Sundance deste ano foi um filme bastante interessante. Baseado no livro homônimo de Jesse Andrews, o longa acompanha Greg, seu amigo Earl e Rachel, uma garota que descobre um câncer. Greg e Earl fazem filmes caseiros e resolvem presentear Rachel com um filme para ela. Todas as mensagens, referências, planos psicodélicos e arte fazem do filme um dos meus favoritos, sem dúvida, do ano.

7º Lugar – Mad Max: A Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

Assistir esse novo Mad Max na grande tela foi uma das melhores coisas que fiz em 2015. E o novo longa de George Miller é bastante feliz e completo. Apesar de não parecer, traz debates muito importantes e relevantes para os dias de hoje (e o melhor é que o filme passa com facilidade no teste de Bechdel – um filme de ação, veja bem!). Só pelo mimimi que o filme causou, pelo roteiro, direção e atuações incríveis, ele merece participar desta lista.

6º Lugar – Os Oito Odiados (Quentin Tarantino, 2015)

O primeiro filme assistido em 2016, na verdade foi lançado no último dia de 2015 por aqui. E o oitavo longa de Quentin Tarantino é simplesmente espetacular. Os diálogos incríveis, as situações bem trabalhadas, os personagens sempre muito duvidosos interpretados por atores sensacionais e muito sangue, é claro. Todos os elementos dos bons filmes do diretor estão neste novo, que pra mim entra em um top 5 fácil do cineasta. Tarantino nos faz rir da desgraça alheia, de cabeças sendo esmagadas e de sangue pra todos os lados. Eu espero que ele não se aposente no décimo filme, como prometeu.

5º Lugar – Taxi Teerã (Jafar Panahi, 2015)

O que dizer deste filme que começa tímido e caminha de uma forma espetacular para o seu desfecho? Este falso documentário dirigido, roteirizado e protagonizado pelo cineasta iraniano Jafar Panahi é simplesmente fantástico. O diretor caminha pelas ruas de Teerã em um táxi onde diversas coisas acontecem; é incrível como tudo se constrói e como os personagens que nos são apresentados são cheios de vigor e boas conversas. Detalhe: Panahi foi impedido pelo governo de fazer este filme, mas mesmo assim o fez e ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

4º Lugar – Mistress America (Noah Baumbach, 2015)

Este aqui é outro caso de um filme que começa tímido e vai envolvendo o espectador de uma forma incrível. Mistress America foi, talvez, o filme mais engraçado do ano passado que eu tive o prazer de assistir. Os personagens são fantástico e o roteiro é muito bem construído. A protagonista Tracy é cheia de dilemas, em sua crise dos 18 anos e ao encontrar-se com uma futura irmã, Brooke (tendo em vista que a mãe dela se casará com o pai desta) as coisas passam a se tornar cada vez mais motivadoras. Sério, vá assistir esse filme e depois me conta o que achou!

3º Lugar – Divertida Mente (Pete Docter e Ronaldo Del Carmen, 2015)

Uma animação da Pixar não poderia ficar de fora da minha lista de melhores do ano. Com um roteiro aparentemente simples, com um visual deslumbrante e com personagens muito interessantes, inteligentes e, por ora bastante complexos, Pete Docter e Ronaldo Del Carmen aliado às músicas de Michael Giacchino conseguem deixar o público emocionado, com expectativas altas e com sorrisos involuntários. Vale a pena ser visto e admirado. Nota: só não gosto da parte em que o brócolis é mostrado como ruim, de onde eles tiraram isso, por favor?

2º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert, 2015)

Anna Muylaert é uma das mais incríveis cineastas brasileiras dos últimos tempos. Sua filmografia ainda é pequena, mas ela só fez coisa boa até então. Que Horas Ela Volta? traz ao espectador um roteiro magnífico e personagens tão palpáveis que os elogios não cabem em um pequeno comentário sobre o filme. Regina Casé, Camila Márdila, Karine Teles, Michel Joelsas, Lourenço Mutarelli, todos cumprem muito bem seus papéis. Um dos melhores filmes do ano – e da década.

1º Lugar – Whiplash (Damien Chazelle, 2015)

E o primeiro lugar vai para um filme que merecia ter tido mais atenção por parte do público, da academia e de todo mundo. Whiplash é fantástico! Tem uma direção primorosa, com planos muito bem trabalhados; roteiro esplendido com personagens muito completos em suas insanidades e uma trilha sonora fabulosa. Se você ainda não assistiu a este filme, você não sabe o que está perdendo!

Lista por: Pedro Bonavita

Pedro

11º Lugar – Star Wars: O Despertar da Força (J. J. Abrams) 

Meu lado imparcial está presente aqui no Top 11 de 2015. Fã que sou de Star Wars não poderia deixá-lo de fora da lista, mesmo que isso custe lugar de um algum filme melhor, mas que certamente não ocupará o lugar de Han Solo, Leia, Rey e cia em meu coração. Saí do cinema convencido de que J. J. Abrams era realmente o cara certo para despertar a força.

10º Lugar – Taxi Teerã (Jafar Panahi)

A força desse falso documentário pra mim está mais na história de como foi feito do que propriamente na qualidade do filme, que deixa o ritmo do roteiro cair nos dois últimos atos quando a sobrinha do protagonista aparece tempo demais na tela. Mas a coragem do diretor iraniano em realizar o projeto durante o período em que estava proibido de trabalhar em seu país é sensacional, além de discutir questões interessantes da sociedade iraniana e também do cinema mundial.

9º Lugar – Cássia Eller (Paulo Henrique Fontenelle)

Se você é fã de Cássia esse é um documentário pra ser visto e revisto (já vi 3 vezes, e se me convidarem pra assistir junto, verei mais outras 100). É emocionante do início ao fim, principalmente pelos depoimentos de Nando Reis e de sua eterna companheira Maria Eugênia. Chicão, seu filho, também está presente no longa. Interessante também poder revisitar momentos marcantes da carreira da cantora, como sua presença no Rock in Rio e a gravação do Acústico MTV (meu álbum favorito da vida!).

8º Lugar – 45 Anos (Andrew Haigh)

É um filme sobre passagem de tempo, que mesmo ambientado em somente uma semana, ao revisitar o passado, demonstra perfeitamente como nossas escolhas realmente mudam nossas vidas. E, que se o amor não supera tudo, ao menos a maturidade nos ensina a lidar melhor com os desafios e crises. A impressão que fica é que daqui a 50 anos, ao ser revisto, o longa de Andrew Haigh seja um clássico britânico, atemporal, como já é. Sem contar a assombrosa interpretação da atriz Charlotte Rampling.

7º Lugar – Whiplash – Em Busca da Perfeição (Damien Chazell)

O fato de ter um pai baterista talvez tenha me influenciado positivamente ao assistir ao longa de Chazell, mas é fato que o filme é ótimo. Dono de uma montagem eletrizante (principalmente na cena final), Whiplash consegue nos envolver em toda sua projeção. Não podemos também esquecer da atuação magnífica de J.K Simmons.

6º Lugar – Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller)

Mad Max trata o cinema como uma arte visual. Tendo em seus pontos fortes o design de produção e a fotografia. Passando pela cenografia, maquiagem, figurino, e chegando aos imponentes carros, tudo tem personalidade e mesmo diante do realismo com que as cenas de ação são filmadas (utilizando mais do efeito especial do que computação gráfica), o exagero e a particularidade do design acaba sendo crível àquele universo maluco, onde em cenas de perseguição tem espaço para um gigante carro equipado com potentes caixas de som transportando um guitarrista e vários percussionistas que ditam praticamente toda a trilha musical. Mad Max: Estrada da Fúria é dono de uma energia contagiante e não tem vergonha de ser um filme de ação.

5º Lugar – O Clã (Pablo Trapero)

Escrito e dirigido por Pablo Trapero, O Clã (El Clan) conta a história dos Puccio, que aparenta ser mais uma pacata família de classe média na Buenos Aires da década de 1980, mas que esconde em seu sótão diversos sequestros de pessoas com muito dinheiro. O Clã é mais uma ótima surpresa do cinema latino. Trapero retrata a história daquela família de maneira natural sem deixar de lado o suspense e a tensão necessários para o filme. E mesmo com toda essa naturalidade, ele consegue nos surpreender em sua última cena. É uma jóia retida a poucas salas, mas que deve ser contemplada por todos nós amantes da sétima arte.

4º Lugar – Beasts of No Nation (Cary Fukunaga)

Beast of no Nation é um marco por si só por ser o primeiro filme de ficção original do Netflix, mas vai muito além disso. Contando com uma atuação magistral do pequeno Abraham Attah, acompanhamos um drama de guerra pelo olhar de seu personagem, o menino Agu. É impressionante a forma como o diretor Cary Fukunaga conta a história, deixando ao final da exibição uma importante denúncia definitiva ao mundo todo sobre as atrocidades que acontecem anualmente nas guerras civis africanas, mesmo que em um país não identificado como no longa.

3º Lugar – Birdman (Ou a Inesperada Virtude da Ignorância) (Alejandro González Iñarritu)

O grande feito de Birdman pra mim vai muito além do roteiro ou das atuações de seu brilhante elenco (excessão feita à Emma Stone – totalmente fora de tom aqui), o maior mérito do longa é sem dúvidas nenhuma o entrosamento entre o diretor Alejandro G. Iñarritu e seu fotógrafo o sempre genial Emmanuel Lubezki. Contando com um poderoso plano-sequência durante toda a projeção, o fotógrafo consegue através dessa técnica dar fluidez à um roteiro que poderia muito bem ser esquecido pelo público. É a fotografia, ao lado da montagem que dita toda a narrativa do longa, vendedor do Oscar do ano passado. Por essas e outras que eu revisitarei Birdman ainda muitas vezes em minha vida.

2º Lugar – Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert)

É meu xodó! Atualmente, e acho que será assim ainda por um bom tempo, é aquele filme que eu encho o saco das pessoas para que assistam (né, amor?!). É óbvio que Regina Casé e Camila Márdila estão com atuações deslumbrantes aqui, dignas de todos os prêmios que receberam e merecedoras de todos os outros existentes. Mas Que Horas Ela Volta? é muito mais do que a atuação delas: como diz “dona” Bárbara é a imagem de um “país que está mudando, mesmo …”. Anna Muylaert acerta em cheio ao mostrar essa transformação através da relação patrões/empregados que dá a tônica da nossa sociedade desde os tempos da escravidão.

1º Lugar – Deus Branco (Kornél Mandruczó)

Um filme de cachorro e criança que nunca passará na Sessão da Tarde, aliás, nunca passará sequer na televisão aberta. Trata-se de uma fábula sobre segregação racial que choca ao mostrar isso da ótima de um cão vira lata nas ruas de Budapeste, capital da Hungria onde os cães mestiços são descriminados. Com cenas de extrema violência com animais, o filme é um retrato cruel, porém necessário da sociedade. Chama muito atenção como os três atos são tão distintos um do outro, tendo no seu último um desfecho perfeito e impactante para o (pra mim) melhor filme lançado no Brasil em 2015.

Lista por: Victor Hugo (Kled)

Victor Kled

11º Lugar – Mad Max‬: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

Nunca fui muito fã da franquia e nem lembro muito dos filmes antigos, mas esse filme me chamou atenção pela história simples e o modo como ela é contada. Não tem nenhuma explicação sobre o que acontece ali, mas mesmo assim dá pra entender tudo e além disso, as cenas de ação são muito bem feitas.

10º Lugar – Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros (Colin Trevorrow, 2015)

Jurassic World traz a nostalgia que muitos outros filmes trouxeram em 2015 e ainda tem o carisma dos Chris Pratt  e da Bryce Dallas Howard. Os dois atores fizeram o filme funcionar muito bem, tornando o enredo que é um pouco fraco, em um filme bem divertido.

9º Lugar – Nocaute (Antoine Fuqua, 2015)

Esse é um filme bem emocionante e com um ótimo desenvolvimento de personagens. Além disso, temos um show de atuação do Jake Gyllenhaal e da fofa Oona Laurence.

8º Lugar – Grandes Olhos (Tim Burton, 2014)

Esse é um filme biográfico muito interessante e com um ótimo roteiro. A principio nem parece um filme do Tim Burton, mas aos poucos vão aparecendo alguns traços dele.

7º Lugar – Whiplash – Em Busca da Perfeição (Damien Chazelle, 2015)

Não tem como falar desse filme sem mencionar a grande atuação do J.K. Simmons. A dinâmica entre ele e o Miles Teller funcionou perfeitamente e o desenvolvimento dos dois personagens foi feito de maneira precisa e sem parecer forçado. Algumas das falas desse filme tem que ser levado para a vida, isso pode ajudar no crescimento profissional.

6º Lugar – Homem-Formiga (Peyton Reed, 2015)

Eu sou um fã de quadrinhos e como fã, gosto de ver o que eu leio nas telas. Apesar de não darem foco ao Hank, como eu gostaria que fosse feito, o Scott Lang feito pelo Paul Rudd foi genial. Além disso tem todas as jogadas de câmera que o filme usou para ajudar nas piadas do filme.

5º Lugar – Para Sempre Alice (Richard Glatzer e Wash Westmoreland, 2014)

A retratação do Alzheimer nesse filme é sensacional, mostrando todo o drama da protagonista enquanto tenta levara vida e o sentimento de impotência que ela sente. O discurso da Alice no final do filme é genial, me fez pensar bastante ao terminar o filme. Outro ponto forte do filme é a Julianne Moore, que mereceu todos os prêmios que ganhou nesse filme.

4º Lugar – O Jogo da Imitação (Morten Tyldum, 2015)

Para um profissional de computação, assistir a história de Alan Turing é muito informativo e além disso, temos todo o sarcasmo de Benedict Cumberbatch, que já fez isso no Sherlock, mas mesmo assim não canso de assistir. O filme ainda traz uma discussão de um tema polêmico de maneira simples.

3º Lugar – Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro González Iñárritu, 2015)

Tecnicamente esse é o melhor filme que eu assisti em 2015. Ótimo roteiro, ótimas atuações e ótima direção, só não coloquei o filme em primeiro, porque os dois primeiro me emocionaram mais, mesmo não sendo tão bem feitos.

2º Lugar – A Teoria de Tudo (James Marsh, 2014)

Desde que ouvi falar do Stephen Hawking, ele sempre teve o meu respeito e ver as dificuldades que ele passou para chegar onde chegou, me emocionou bastante. A atuação do Eddie Redmayne é sensacional, mas foi a personagem da Felicity Jones que me fez gostar realmente do filme, que mulher forte para aguentar tudo aquilo.

1º Lugar – Vingadores: Era de Ultron (Joss Whedon, 2015)

Desculpem colocá-lo em primeiro lugar, mas sou nerd e fã de quadrinhos. A história do filme está bem feita, com ótimos efeitos especiais e a luta do homem de ferro contra o Hulk foi uma das melhores lutas em filmes de super-herói que eu já vi. Gostei muito do filme, assisti 3 vezes no cinema e saí feliz todas as vezes.



Fã de Miyazaki, Aïnouz, Salles, Mendonça Filho, Von Trier, Thomas Anderson, Haneke e Bergman. Dirigi dois curta-metragens “A-Ma-La” e “Senhor Linux e sua Incrível Barba”, ambos pela Pessoas na Van Preta.