09
fev
2016
5 Curiosidades Históricas sobre cinema que você precisa saber!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

Qual foi o primeiro filme do mundo?

Embora grande parte da Internet apresente A Chegada do Trem à Estação (L’arrivée d’um train em gare de La Ciot, no original) como o primeiro filme da história do cinema, quem realmente ocupa esse posto é A Saída dos Operários da Fábrica Lumiére (La sortie de l’usine Lumière à Lyon), cuja exibição ao público ocorreu no dia 28 de dezembro de 1895, em Paris. Na ocasião, 33 pessoas pagaram um franco de entrada para assistir à película dos irmãos Auguste e Louis Lumière. Nela, vemos os trabalhadores de uma fábrica deixando o local de serviço.

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Cena de A Saída dos Operários da Fábrica Lumière (1895)

Conforme relata a jornalista Ana Carolina Garcia, autora do livro A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, tratava-se da quinta vez na história que um filme era projetado – mas a primeira diante de um público.

Você pode assistir ao filme dos Irmãos Lumière clicando aqui.

Quem foi o primeiro astro do cinema?

Foi o italiano Rodolfo Valentino (1895 – 1926). Radicado nos Estados Unidos desde 1913, Valentino entrou no mundo artístico como bailarino, para, depois, chegar ao cinema. Seu primeiro grande papel foi em Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, de 1921, ocasião na qual deu o primeiro passo para se tornar um astro da sétima arte.

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Antes de alcançar a fama, Valentino foi jardineiro e lavador de pratos nos Estados Unidos

Dos quase quarenta filmes em que esteve presente, destaca-se o memorável O Sheik, dirigido por George Melford e lançado em 1921. Nesse longa, Valentino deu vida ao sheik Ahmed Ben Hassan, que rapta uma nobre inglesa (interpretada por Agnes Ayres), e acaba se apaixonando por ela. 

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Rodolfo Valentino e Agnes Ayres em cena de O Sheik (1921)

Sucesso mundial na época do seu lançamento, O Sheik foi o grande filme que alçou Valentino ao posto de estrela internacional. Belo, sensual e charmoso, ele atraiu ao cinema uma multidão de mulheres, que se envolveram profundamente com a história de amor contada na obra. No livro Tudo Sobre Cinema, Philip Kemp explica a fama do ator:

Era um imigrante italiano e sua aparência mediterrânea e os papéis de gigolô lhe renderam a alcunha de “Amante Latino”. Logo passaria a representar o máximo em termos de charme cinematográfico exótico. Apesar das críticas por conta do seu estilo afeminado, foi o primeiro ator a adquirir o status de celebridade graças à sua legião de fãs apaixonadas, tendo se casado e se divorciado duas vezes. Acusações de bigamia, um relacionamento com a célebre atriz Pola Negri e um ataque solitário contra o estúdio Famous Players-Larsky mostravam que ele era tão infame fora das telas quanto famoso na pele do herói. Sua morte prematura por conta de uma peritonite em 1926, aos 31 anos, lhe garantiu o status de ícone e fama duradoura. Cerca de 80 mil pessoas – em sua maioria mulheres – compareceram ao seu funeral em Nova York.

(Tudo Sobre Cinema, p. 51)

Para saber mais sobre Rodolfo Valentino e consultar sua filmografia, clique aqui.

Qual foi o primeiro filme falado do cinema?

Lançado em 1927, O Cantor de Jazz (The Jazz Singer, no original), do diretor Alan Crosland, foi o primeiro filme a mesclar som e fala. Na história, Jakie Rabinowitz (Al Jolson) é um jovem judeu apaixonado por jazz que sonha em fazer grande sucesso no mundo do show business. Mas, para isso, ele tem que enfrentar a resistência do pai e ir contra as tradições de sua família.

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Estreia de O Cantor de Jazz em um cinema de Nova York

Reza a lenda que, nas sessões de exibição do longa, parte do público desconfiou de que havia uma orquestra escondida dentro do cinema – alguns chegaram até mesmo a revirar a sala em busca de músicos. O som era considerado um recurso impossível por muitos.

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Devido ao fato de o jazz ser um estilo musical extremamente ligado à cultura afro-americana, Al Jolson surgiu de rosto pintado em algumas cenas e com traços estereotipados (como lábios grossos) para compor seu personagem.

No livro A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, a jornalista Ana Carolina Garcia explica a importância histórica da chegada do som e de O Cantor de Jazz:

O advento do som revolucionou a sétima arte, possibilitando o surgimento daquele que seria o maior gênero de duas décadas seguintes da chamada Era de Ouro de Hollywood: o musical. O primeiro filme sonorizado foi Don Juan (1926), no entanto, O Cantor de Jazz (The Jazz Singer – 1927) foi o primeiro a mesclar som e fala. […]

[…] Esse filme [O Cantor de Jazz] não é totalmente falado. Ele mistura letreiros explicativos com poucos diálogos, e ganhou o Oscar honorário por seu pioneirismo no cinema falado, que revolucionou a indústria cinematográfica, e a estatueta de melhor roteiro adaptado. […]

(A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, p. 31-32)

Como surgiu Hollywood?

Quem pensa que o grande centro do cinema americano sempre foi Los Angeles, na Califórnia, não poderia estar mais enganado. No início do século XX, a indústria cinematográfica escolheu a região do Brooklyn, na cidade de Nova York, para dar os seus primeiros passos.

De acordo com o livro A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, da jornalista Ana Carolina Garcia, a mudança para Los Angeles se deu, sobretudo, pelo fato de as produções estarem muito sujeitas ao rigor da censura em Nova York e pela grande variedade de paisagens que a Califórnia oferecia. Nesse estado, praias, montanhas e deserto são excelentes cenários.

O curioso é que, no início, Hollywood se chamava Hollywoodland (Terra do Bosque Sagrado, em tradução literal). Feito para servir de propaganda para um novo condomínio residencial, o letreiro começou a sofrer deteriorações na década de 1940. Nessa época, o “land” caiu por falta de manutenção adequada.

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Em 1923, foi inaugurado o famoso letreiro. Em 1949, o “land” caiu e ele passou a exibir o nome Hollywood.

O fato é que, antes de se tornar um ícone cultural, Hollywood era uma comunidade tranquila e avessa ao agito do show business. Segundo o já citado livro de Ana Carolina Garcia, houve até caso de um hotel proibir a entrada de atores.

Tudo mudou a partir de 1915, quando os estúdios foram se instalando em Hollywood. Entre eles, 20th Century Fox (antiga Fox Film Corporation) e Universal Studios. No começo da década de 20, surgiram The Walt Disney Company, Warner Brothers, Columbia Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).

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Letreiro de Hollywood nos dias de hoje; mais de 130 metros de largura e 15 de altura.

Hoje, Hollywood é o símbolo máximo do poder do cinema norte-americano. Com uma população estimada em 85 mil habitantes (segundo o censo de 2008), o bairro é uma ótima opção para quem quer conhecer um pouco sobre os bastidores da sétima-arte. É possível ver, mesmo de longe, as mansões das grandes estrelas, visitar estúdios como a Universal, conhecer a Calçada da Fama – e, é claro, tirar uma foto com o famoso letreiro ao fundo!

Qual o ator mais morreu no cinema e TV?

Em qualquer roda de conversa ou grupo de cinema no Facebook, parece existir um pensamento unânime: Sean Bean só vive personagens azarados. O ator é conhecido por “morrer” em grande parte dos papéis – incluindo aí suas participações em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, A Ilha e na série Game of Thrones. Porém, ele está a alguns passos de distância do campeão de mortes na ficção: o britânico John Hurt.

John Hurt (esquerda) morrendo em Alien, o Oitavo Passageiro; Sean Bean (direita) se preparando para a morte no seriado Game of Thrones

Conhecido pelos filmes O Homem-ElefanteAlien, o Oitavo PassageiroV de Vingança; Hurt já morreu 43 vezes na tela! Isso representa aproximadamente 30% do seu total de filmes e produções para a TV. Logo em seguida, vêm os atores Bela Lugosi e Vincent Price. Sean Bean aparece “apenas” em quarto, totalizando 24 mortes em 70 filmes (quase 35% de todos os seus papéis).

O gráfico acima mostra os atores que possuem a “honra” de estar entre as vítimas preferidas dos diretores e roteiristas. E nem galãs como Brad Pitt, Johnny Depp e Leonardo DiCaprio escapam dessa!

Fonte: Nerdlist



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!