08
mar
2016
8 Filmes Para Assistir no Dia Internacional da Mulher!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Pedro Bonavita

Mulheres, antes de mais nada: Parabéns pelo dia de vocês. O que seria dos homens se não fossem as mulheres? Quem acompanha meus textos sabe que sou adepto da luta de vocês. Podem e devem ter cada vez mais espaço na sociedade, na cultura, nos esportes, na política, enfim, em todos os âmbitos.

Em homenagem ao dia de vocês, listo abaixo 8 grandes filmes dirigidos por mulheres.

Não é ordem de preferência

Que Horas Ela Volta? – Anna Muylaert, 2015

É meu xodó! Atualmente, e acho que será assim ainda por um bom tempo, é aquele filme que eu encho o saco das pessoas para que assistam (né, amor?!). É óbvio que Regina Casé e Camila Márdila estão com atuações deslumbrantes aqui, dignas de todos os prêmios que receberam e merecedoras de todos os outros existentes. Mas Que Horas Ela Volta? é muito mais do que a atuação delas: como diz “dona” Bárbara é a imagem de um “país que está mudando, mesmo …”. Anna Muylaert acerta em cheio ao mostrar essa transformação através da relação patrões/empregados que dá a tônica da nossa sociedade desde os tempos da escravidão.

25.9.2015 Que horas ela volta

Cinco Graças (Mustang) – Deniz Gamze Ergüven, 2015

Na verdade é muito importante retratar o drama vivido pela maioria das mulheres, aqui representadas por garotas muçulmanas residentes no interior da Turquia. Senti falta somente de um final mais chocante. Pode parecer estranho isso, afinal, o final feliz no cinema é buscado pela grande maioria do público. Mas uma história como essa não devia ter uma anestesia no final, ela tem que ser marcada realmente pela crueldade vivida pelas irmãs. Lembrando que a crueldade aqui não é física, é psicológica, que com toda certeza acaba marcando muito mais a vida das mulheres.

Encontros e Desencontros (Lost in Translation) – Sofia Coppola, 2003

Segundo longa dirigido por Sofia Coppola, Encontros e Desencontros é um ótimo filme. Não pela sua trama, mas sim pela força do seu elenco, que traduz perfeitamente a segurança da direção, que consegue extrair grandes atuações de Bill Murray e Scarlett Johanssen, antes contestados. Além de tudo, é uma deliciosa comédia.

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A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) – Kathryn Bigelow, 2012

Se em Guerra do Terror Bigelow ganhou o Oscar de melhor filme, é em A Hora Mais Escura que se tem seu melhor trabalho no gênero de guerra. Mesmo com momentos de defesa da política norte-americana, a cineasta conseguiu construir um longa todo amarrado, que surpreende muito com o poder de seu clímax.

Bicho de Sete Cabeças – Laís Bodanzky, 2001

Longa que alavancou de vez a carreira do ator Rodrigo Santoro, mostra novamente a força das mulheres na condução do elenco (Laís também fez Fiuk atuar bem em As Melhores Coisas do Mundo). É interessante o modo como o filme consegue nos fazer refletir sobre os problemas que passam aqueles que padecem em clínicas psiquiátricas.

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine) – Jonathan Dayton, Valerie Faris, 2006

Academia! Pequena Miss Sunshine é muito mais filme do que Os Infiltrados. Após esse pequeno desabafo … O mais tocante no longa é a simplicidade com que ele lida com pequenas questões das relações humanas. Consegue emocionar e nos fazer rir em proporção igual. Certamente tem um lugar guardado em meu coração eternamente.

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Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin) – Lynne Ramsay, 2011

A narrativa não-linear torna esse longa com roteiro previsível em um belíssimo suspense. É perturbadora a relação doentia entre mãe e filho e mais perturbador ainda é a atuação de Ezra Miller, que na minha opinião será um dos melhores atores do mundo, já que se destaca muito entre sua geração.

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) – Lisa Cholodenko, 2010

Os personagens são estereotipados, porém trata de um tema atual e importante. É bonito como lida com a questão da homossexualidade com leveza, trazendo à tona a forma como pré-adolescentes acabam aceitando com mais naturalidade do que adultos. Conta com atuações convincentes e com um elenco cheio de carisma. É um dos longas mais simpáticos de 2010.



Paulista radicado no Rio de Janeiro, produtor e futuro diretor; formado em cinema e amante da sétima arte. Fã de Kubrick, Tarantino, Fincher e defensor do cinema nacional. Eterno sonhador: sonho tanto que acredito fielmente que um dia nosso cinema será reconhecido por aqui.