21
abr
2016
Crítica: “Mogli – O Menino Lobo (2016)”
Categorias: Críticas, Maratona Oscar 2017 • Postado por: Convidado Especial

Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book)

Jon Favreau, 2016
Roteiro: Justin Marks
Walt Disney Pictures

4

Lá estamos para mais uma transformação de animação para live-action. Depois de Malévola (Robert Stromberg, 2014) e Cinderela (Kenneth Branagh, 2015), a empresa do Mickey Mouse lança o filme Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016). Essa versão de Mogli traz uma aventura mais intensa, mas nada que deixe o filme sombrio e possa deixar as crianças, seu público alvo, com medo.

Nesta aventura, acompanha-se um menino abandonado ainda bebê na selva e criado por uma alcateia. Já com alguns anos na selva, Mogli já é aceito por alguns animais e tem respeito pelos que ajudaram em sua criação. Depois de um tempo, Mogli abandona o grupo de animais, por causa de uma grande ameaça do tigre chamado Shere Khan. Com isso começa uma grande aventura na floresta, que ele vai enfrentar outros vilões como a ameaçadora cobra traiçoeira Kaa e o enorme orangotango Rei Louie. E mesmo como todo perigo a frente, Mogli forma uma grande amizade e muda sua forma de ver e viver na selva.

O filme é um show de efeitos visuais. Lembra muito Avatar (James Cameron, 2009), por conta da fotografia incrível e, como já mencionado, efeitos visuais impecáveis. Falando ainda em efeitos visuais, os animais ficaram incríveis, fazendo acreditar que foi gravado com animais reais. Trilha sonora é muito boa, que principalmente nas cenas de ação/aventura deixam as cenas ainda mais empolgantes. O melhor foi manter as músicas cantadas, e traz aquele momento nostálgico, para quem já assistiu e é fá do longa original. Fotografia é muito bem trabalhada, por causa luminosidade sombria e cores dessaturadas, traz mais realismo para o longa. O grande diferencial, nos animais, foi de usar em todos eles os olhares de seus respectivos dubladores e também o Rei Louie ganhar alguns metros (lembra o King Kong).

Mogli, interpretado por Neel Sethi caiu como uma luva no papel. Em sua atuação era possível perceber que o menino deu tudo de si para mostrar o que o espectador quer ver do menino lobo. Para um filme que é feito em mundo de CGI, Neel soube atuar, ainda mais nas interações com os animais, assim mostrando que estava confortável com aquilo. Também se a atuação não fosse boa, o filme falharia.

O longa conta ainda com um elenco de vozes famosas de Hollywood. Idris Elba empresta a voz para o vilão Shere Khan. A loba Raksha, mãe de Mogli tem a voz da vencedora do Oscar Lupita Nyong’o. Os parceiros de aventura, o urso Baloo e a pantera negra Bagheera, foram dublados pela dupla veterana Bill Murray e Ben Kingsley, respectivamente. A musa Scarlett Johansson, dublou a cobra Kaa; o ator Giancarlo Esposito, fez o lobo alfa Akela e o grandioso Christopher Walken, emprestou sua voz para o gigantesco Rei Louie.

Jon Favreu mandou muito bem na direção, soube dar um toque suave e ao mesmo tempo intenso na trama. No longa ele consegue mostrar as expressões dos animais com closes. Também com mudanças de câmeras, ele proporciona um visual melhor, que nos permite ver os detalhes ao redor e nos seguimentos dos personagens. E agora fico na torcida que a Disney o chame novamente para um novo projeto, do tipo Irmão Urso (2003) ou Atlantis (2001). Quem sabe, né? Não custa sonhar.

Para fechar, posso dizer que o filme encanta! Vale a pena ver no cinema e principalmente em 3D. Não vejo a hora de sair em home vídeo, e poder ver novamente em Blu-ray, porque tenho certeza que será uma experiência muito boa. Além de tudo, como disse lá em cima, me trouxe nostalgia com as músicas cantadas, uma coisa que pensei que não ia ter.

Autor da Crítica: Rafael Ribeiro, ex-colaborador do Pipoca Radioativa.



Olá, sou um convidado especial para posts igualmente especiais no Pipoca Radioativa!