13
jun
2016
Pipoca F.A.R. 15# – Filmes para Amar Disponíveis na Netflix!
Categorias: Pipoca F.A.R. • Postado por: Matheus Benjamin

O dia dos namorados foi ontem, mas o Pipoca Radioativa resolveu fazer mais uma lista de filmes para amar. Dessa vez, para facilitar a vida de muita gente, todos os filmes estão disponíveis na Netflix! Confira nossas recomendações:

Manhattan (Idem. Woody Allen, 1979)

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Um dos meus filmes favoritos da vida, Manhattan tem uma série de personagens carismáticos e histórias de amor que se cruzam de formas interessantes. Isaac (Woody Allen) está se separando da esposa (Meryl Streep), que por sinal está escrevendo um livro sobre o casamento dos dois, namora uma garota de 17 anos, Tracy (Mariel Hemingway) e acaba se apaixonando pela namoradinha de seu amigo casado, veja bem, vivida pela Diane Keaton, atriz favorita da época do diretor (de Annie Hall em 1977 – que também tem na Netflix – e Interiores em 1978). O longa é daqueles que enquanto os diálogos e as cenas vão passando os sorrisos involuntários no rosto vão surgindo e te fisgando. É um filme para amar e rever durante várias vezes na vida.

Apenas Uma Vez (Once. John Carney, 2005)

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Este filme Irlandês é sobre música e tão simples e tão bem feito que chega a encantar todo mundo, ou quase todo mundo. A trilha sonora é um de seus pontos mais fortes, as composições originais cantadas pelos protagonistas em diversos momentos do longa são muito bonitas e encantadoras, mas além disso, já que o filme trata sobre um casal em turbulência unido pelas canções de rua, o roteiro é muito bem construído e elenco é muito carismático e interessante. O músico Glen Hansard e atriz tcheca Markéta Irglová que protagonizam a história compuseram quase todas as canções originais do filme e as interpretaram em cena. É para amar, se divertir e ouvir a trilha sonora durante muito tempo.

Stardust – O Mistério da Estrela (Stardust. Matthew Vaughn, 2007)

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Baseado no romance de Neil Gaiman, Stardust (o Mistério da Estrela – como ficou conhecido no Brasil) é protagonizado por Charlie Cox e Claire Danes e conta com as participações incríveis de Robert de Niro e Michelle Pfeiffer. O longa segue as desventuras do jovem romântico Tristan que, para provar seu amor a uma mocinha a qual ele é apaixonado na vila onde reside, precisa atravessar a muralha e buscar uma estrela cadente. Neste mundo de fantasia, as estrelas cadentes são personificadas e não é só Tristan que precisa de uma dessas; uma bruxa que já está perdendo sua juventude e uma família de príncipes e reis querem a estrela para seus próprios interesses. O filme carrega uma mitologia única e simbolismos interessantes, sem falar que o famigerado poder do amor é um tema recorrente (o que dizer de Robert de Niro e seu capitão Shakespeare?). Vamos amar este filme, amar Neil Gaiman e amar Robert de Niro.

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris. Woody Allen, 2011)

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Um dos melhores filmes recentes de Woody Allen, traz um grande elenco e se passa (olha só) em Paris. Gil (Owen Wilson) é um escritor que acompanha a esposa (Rachel McAdams) em uma viagem de negócios dos pais dela. Instigado a escrever um romance durante a viagem, já que se sente completamente deslocado nessa família ele passa a caminhar pelas ruas de Paris durante a noite e por lá encontra uma caravana que o transporta magicamente para os anos 20, onde conhece o pintor Salvador Dalí (Adrien Brody), os escritores F. Scott Fitzgerald (Tom Hiddleston), Zelda Fitzgerald (Alison Pill), Ernest Hemingway (Corey Stoll) e uma galera artística da época. E é nesses encontros com esse pessoal que ele encontra Adriana (Marion Cotillard), uma jovem francesa que o instiga em seu romance e que o faz ficar em dúvida do que sente pela esposa do presente. É lindo, delicado, com uma das melhores trilhas sonoras em filmes do diretor e com aquele gostinho de viagem que a gente tanto gosta. Tem um post AQUI no Pipoca sobre a trilha sonora do filme.

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love. Glenn Ficarra e John Requa, 2011)

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A cota das comédias românticas está bem representada com uma acima da média. Amor a Toda Prova ou Crazy, Stupid, Love tem uma premissa muito interessante e diferenciada, além de um elenco carismático e um roteiro bem divertido. Logo na primeira cena, Emily (Julianne Moore) pede a separação para Cal (Steve Carrel) que pego de surpresa acaba entrando em desespero. Mas, para não sofrer tanto, acaba contratando um personal romance (Ryan Gosling) que o ajuda na arte da conquista e também nas inevitáveis confusões amorosas. Paralelamente acompanhamos a história de Hannah (Emma Stone) que acaba de terminar com seu namorado e que perde a esperança no amor, Robbie (Jonah Bobo) um garoto que é apaixonado por sua babá Jéssica (Analeigh Tipton), que por sua vez é apaixonada pelo seu pai, Cal. Quando todos esses personagens se encontram as risadas são inevitáveis, é um filme recomendado pra quem quer sair da bad, pois sua narrativa com mensagem motivadora é deliciosa de ser acompanhada. Vale a pena!

Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle. Abdellatif Kechiche, 2013)

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Assisti este filme logo que ele fora disponibilizado, depois de fazer tanto barulho no Festival de Cannes e logo depois pude assisti-lo em seu lançamento oficinal no cinema. É baseado na HQ de Julie Maroh, que eu li e também achei incrível, embora seja bastante diferente. É um filme delicado sobre a descoberta de um amor diferente, mas ao mesmo tempo comum; um amor forte e doce, um amor que muita gente julga, mas que é um amor como qualquer outro. Emma (Léa Seydoux) e Adèle (Adèle Exarchopoulos) se conhecem em um barzinho, embora já tivessem cruzado o olhar em algum outro momento nas ruas da cidade. Adèle até então nunca havia ficado com mulheres embora tivesse uma certa curiosidade, mas é quando se entrega completamente à pessoa de Emma que as coisas se afloram e tudo melhora e ao mesmo tempo desmorona. É interessante ver como tudo se constrói neste filme, como as personalidades das protagonistas são opostas e como elas se completam. Além disso, o filme representa bissexuais e lésbicas de maneira satisfatória (embora, obviamente, muita gente tenha taxado a protagonista Adèle de confusa por todas as coisas que acontecem em sua trajetória). Vale a pena conferir, rir, se emocionar e admirar uma bonita história de amor.

Questão de Tempo (About Time. Richard Curtis, 2013)

Um filme sobre saudade, amor, persistência e as coisas bonitas que a vida pode nos dar. Em uma trama de exímio realismo mágico (não confundir com ficção científica, obrigado) conhecemos Tim (Domhnall Gleeson), um jovem inglês que mora com os pais e a irmã em uma casa de campo. Seu pai (Bill Nighy) lhe avisa que os homens de sua família são capazes de voltar no tempo quando fazem o que a foto acima descreve. Logo, quando o jovem vai para Londres, começa a usar tal condição a seu favor, como ajudar um amigo teatrólogo a ser bem sucedido e a conquistar o amor de sua vida, Mary (Rachel McAdams). É claro que todas essas questões são muito bem conduzidas pelo competente Richard Curtis (de Um Lugar Chamado Notting Hill) e as tristezas vão se contrastando com as alegrias; é como a vida e é simplesmente incrível. Tem crítica pra ele aqui no site, confira AQUI.

E caso você queira mais recomendações de filmes para amar (mesmo que não estejam disponíveis na Netflix) em breve teremos mais um post do tipo. Aguarde!



Fã de Miyazaki, Villeneuve, Aïnouz, Salles, Mendonça Filho, Von Trier, Thomas Anderson, Haneke e Bergman. Dirigi dois curta-metragens “A-Ma-La” e “Senhor Linux e sua Incrível Barba” e produzi outros tantos, entre eles “Alice.”, pela Pessoas na Van Preta.