08
ago
2016
Pipoca F.A.R. 16# – Suspenses pouco conhecidos para ver na Netflix!
Categorias: Pipoca F.A.R. • Postado por: Marcelo Silva

Um bom suspense mantém o espectador preso na cadeira, sem piscar, com o coração acelerado, só esperando para saber o que vai acontecer com os personagens que vê em tela.

Em busca de filmes assim, reviramos o catálogo da Netflix e selecionamos oito suspenses que merecem sua atenção. O foco aqui foram longas que, muitas vezes, passam despercebidos quando você procura algo para assistir. Por isso, obras clássicas como PsicoseJanela IndiscretaO Sexto Sentido não estão na lista.

Ameaça Terrorista (Gregor Jordan, 2010)boring face usar no post

Steven Younger (Michael Sheen) é um americano que se converteu ao islamismo e armou três bombas atômicas em diferentes cidades dos Estados Unidos. Apesar de facilmente capturado, ele se recusa a fornecer a localização dos explosivos à agente do FBI Helen Brody (Carrie-Anne Moss) e ao interrogador Henry “H” Humphries (Samuel L. Jackson). Numa corrida alucinante contra o tempo, H parte para seus métodos nada ortodoxos de interrogatório, que vão muito além da tortura física. Brincando com a paranoia pós-11 de setembro, Ameaça Terrorista é um daqueles suspenses difíceis de ver (as cenas de tortura incomodam bastante) e que deixa o espectador sem piscar até o último segundo.

Circle (Aaron Hann e Mario Miscione, 2015)

10922505_540766372692598_8544152430517277255_n

Em Circle, cinquenta estranhos se veem presos em um local desconhecido, sem a mínima ideia de como chegaram lá. Reunidos em volta de um grande círculo, eles passam a fazer parte de uma espécie de jogo em que, a cada dois minutos, alguém é morto por um mecanismo misterioso. Aos poucos, o grupo descobre que os ataques não são aleatórios e que eles mesmos escolhem quem morre e quem vive, devendo restar apenas um sobrevivente. Tem início aí um confronto de vida e morte – e, com a proximidade desta, os indivíduos vão mostrando sua verdadeira personalidade nesse filme que é um minucioso estudo da natureza humana. Leia a nossa crítica aqui.

El Cuerpo (Oriol Paulo, 2012)

10922505_540766372692598_8544152430517277255_n

O corpo de uma mulher (Belén Rueda) desaparece misteriosamente do necrotério sem deixar vestígios. Para ajudar na solução do caso, o detetive Jaime Peña (José Coronado) convoca o viúvo da desaparecida (Hugo Silva). O problema é que vão surgindo perguntas sem respostas e o que parecia ser um crime simples dá lugar a uma trama muito mais complexa do que se poderia imaginar. Confira aqui nossa crítica do filme.

Hush – A Morte Ouve (Mike Flanagan, 2016)

3d4417dea4b5985d283b0a7dfa9861de_XL

A escritora Maddie Young (Kate Siegel), que perdeu a audição na adolescência, é surpreendida pela visita de um assassino mascarado (John Gallagher, Jr.) em sua própria casa. Encurralada, ela precisa encontrar uma maneira de sobreviver, nem que, para isso, tenha de superar os próprios limites.

Poderia ser mais um daqueles suspenses de assassino que todos já estamos acostumados a ver. Mas não: a direção de Mike Flanagan faz toda a diferença aqui. Ao invés de seguir uma narrativa convencional, o filme brinca com as diferentes possibilidades do que pode acontecer com a protagonista e usa a sua surdez não como mero capricho do roteiro, mas um atributo que, ao mesmo tempo, é uma desvantagem e uma vantagem. Assim, Hush mostra que, nem sempre, é preciso uma história inovadora para se fazer um bom filme.

Instinto Secreto (Bruce A. Evans, 2007)

9160981d8cb3c42f11693444bc7d0fc889849fa6

Por fora, um executivo de sucesso, pai de família, filantropo; enfim, um homem exemplar. Mas, por dentro, Earl Brooks (Kevin Costner) esconde a terrível personalidade de um serial killer (William Hurt). Quando deixa uma pista em seu último assassinato, o homem passa a ser chantageado por um fotógrafo (Dane Cook) e perseguido por uma detetive (Demi Moore), que está decidida a resolver o caso.

Ladrão de Casaca (Alfred Hitchcock, 1955)

9160981d8cb3c42f11693444bc7d0fc889849fa6

Ladrão de Casaca está longe dos melhores trabalhos de Hitchcock, mas não deixa de ser uma grande obra de suspense, trazendo, como é de costume nos filmes do cineasta, muitas doses de charme, intriga, perseguição e romance.

Na história, John Robie (Cary Grant) é um ex-ladrão de joias que se torna o principal suspeito de uma onda de roubos na Riviera Francesa. Convencido de que alguém quer incriminá-lo, Robie decide se envolver na investigação para provar sua inocência, tendo como aliados um corretor de seguros (John Williams) e uma bela e jovem moça chamada Frances Stevens (Grace Kelly), que conheceu por acaso e por quem acaba se apaixonando. Contando com as belíssimas paisagens da costa da França, Ladrão de Casaca rende uma boa diversão em sua 1 hora e 46 minutos de duração.

O Presente (Joel Edgerton, 2015)

9160981d8cb3c42f11693444bc7d0fc889849fa6

O casal Simon (Jason Bateman) e Robin (Rebecca Hall) acaba de se mudar para a Califórnia, onde pretendem construir uma nova vida. Acidentalmente, Simon reencontra Gordo (Joel Edgerton, que também dirige o filme), um velho colega que não via desde os tempos de escola, há mais de 20 anos. O problema é que Gordo adquire uma estranha obsessão pelo casal e quer, a todo custo, se fazer presente na rotina dos dois. Percebendo a raiva e a desconfiança que Simon aparenta ter do ex-colega, Robin começa a suspeitar da existência de algum segredo no passado dos dois homens. Decidida a investigar por conta própria, a mulher acaba descobrindo que não conhece, de fato, o homem com quem se casou.

8mm – Oito Milímetros (Joel Schumacher, 1999)

boring face usar no post

Quem disse que Nicolas Cage só faz filmes ruins? 8mm – Oito Milímetros está aí para provar justamente o contrário.

No enredo, Cage vive o detetive Tom Welles, que é contratado por uma viúva rica que descobrira o vídeo do assassinato de uma jovem desconhecida no cofre do recém-falecido marido. A investigação leva Welles a adentrar no violento e obscuro mundo da pornografia e dos snuff films (produções que mostram mortes reais, sem o auxílio de maquiagem e efeitos especiais) – inevitavelmente, sua vida passa a correr enorme risco.



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!