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ago
2016
Pipoca F.A.R. 17# – Filmes Sobre Esportes
Categorias: Pipoca F.A.R. • Postado por: Pedro Bonavita

O clima olímpico toma conta do Brasil e está sendo muito divertido. Quem mora no Rio de Janeiro, apesar de todos os problemas, está conseguindo conviver com um clima esportivo muito interessante. Desempenho da delegação brasileira ainda é bastante tímido, mas o que importa, no final, é realmente o espírito olímpico.

Pegando carona nesse evento mundial que acontece em nosso país, o Pipoca Radioativa aproveita para publicar uma edição especial da coluna Filmes Altamente Recomendados. Citaremos aqui alguns filmes sobre esportes, para que nos intervalos entre seus esportes preferidos você consiga assistir uma obra sem deixar de lado o clima esportivo.

Através dos filmes, documentários ou ficção, é possível não só que cada um conheça um pouco mais de esportes não tão populares no Brasil, como também conhecer histórias interessantes e emocionantes.

Esperamos que vocês curtam a lista. Dê seu comentário, não deixe de participar. Sua interação é muito importante para nós!

Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings. Jon Turteltaub, 1993)

Jamaica Abaixo de Zero

Um clássico da sessão da tarde. Lembro que quando criança assistia a esse filme completamente empolgado. Cada vez que passava na televisão torcia para a delegação jamaicana como se não soubesse o resultado final. Baseado em uma história real, o longa conta a história da primeira vez em que atletas jamaicanos participaram das Olimpíadas de Inverno, competindo pelo Bobsled. Jamaica Abaixo de Zero parece que foi realmente realizado para a sessão da tarde, já que é daqueles roteiros que conseguem misturar muito bem o drama e a comédia, trazendo momentos divertidos, mas também ensinando importantes lições para os mais jovens. Não à toa foi produzido pela Disney.

Space Jam – O Jogo do Século (Space Jam. Joe Pytka, 1996)

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Ainda trazendo um pouco da nostalgia da minha infância. Se hoje adoro basquete e NBA deve-se muito a esse filme. Analisando friamente não se trata de uma grande obra, mas a ideia de misturar personagens famosos de desenho animado com o principal jogador de basquete de todos os tempos parece ter sido uma das mais divertidas da sétima arte. É mais um daqueles exemplares que deixam boas lições para os pequenos, além de divertir. Marcante pra mim não só porque quando criança eu assistia a ele diversas vezes por ano, mas também por ter sido um dos primeiros filmes que assisti com meu filho no colo.

Menina de Ouro (Million Dollar Baby. Clint Eastwood, 2004)

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Um dos melhores longas do diretor e ator Clint Eastwood, Menina de Ouro conta a história de Maggie Fitzgerald, uma lutadora de boxe que encontra um treinador que não aceita treinar mulheres, vivido pelo próprio diretor. Trazendo uma brilhante atuação de Hilary Swank, o filme é daqueles que emocionam em seu final. Traz importantes discussões de gênero durante toda a exibição e mostra como o esporte é um importante aliado em questões sociais. Não só por trazer oportunidades àqueles que não teriam, mas também por conseguir unir povos e gêneros e quebrar paradigmas.

Team Foxcatcher (Idem. Jon Greenhalgh, 2016)

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Apesar de não ser tão bom quanto o longa de ficção que conta basicamente a mesma história, escolhi citar o documentário por não ser tão conhecido do público e por trazer uma visão um pouco diferente dos fatos ocorridos. O diretor Jon Greenhalgh escolhe como foco a paranoia do bilionário e treinador do Team Foxcatcher John E. du Pont. A cronologia linear do documentário é acertada, pois consegue construir muito bem para o público a psicologia daquele homem. Porém, sente-se muita falta de um personagem importantíssimo na história mais polêmica acerca daquela equipe: a morte do lutador e campeão olímpico David Schultz. Se no longa de ficção o irmão de David é peça importante no desenrolar da trama, aqui ele não é nem ao menos citado. Uma entrevista sua seria de grande valia para o enriquecimento do documentário. Não chega a prejudicar tanto, mas perde muito do brilho.

Mais Forte Que o Mundo: A História de José Aldo (Idem. Afonso Poyart, 2016)

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Não deixaria o cinema nacional de fora dessa lista. Porém, o melhor longa produzido em nossas terras com foco no esporte não tem como personagem um atleta olímpico e muito menos um esporte disputado durante os jogos. Mas a cinebiografia de José Aldo é um dos melhores filmes lançados em 2016. Conta com uma direção segura (e um tanto vaidosa) e uma montagem extremamente poderosa, que consegue ditar o ritmo frenético do longa. Impressiona ainda as cenas de luta, muito bem coreografadas e dirigidas, ficando sempre em uma linha tênue entre o documental e o ficcional. Traz ainda a atuação poderosa do protagonista José Loreto. Tem crítica no site. Confira aqui.

Olympia – Parte 1: Ídolos do Estádio (Olympia 1. Teil – Fest der Völker. Leni Riefenstahl, 1938)

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É, sem dúvidas, o mais marcante quando se trata de Jogos Olímpicos. E polêmico também. Uma propaganda nazista ou uma homenagem ao balé dos corpos dos atletas? A dúvida fica. Porém, nada impede que seja ambos. É muito bem dirigido, como todo e qualquer longa de Leni. Mas a maior importância desse documentário é o registro de uma das épocas mais nebulosas do planeta Terra. Filmado durante as Olimpíadas de Berlim em 1936, durante o regime de Adolf Hitler, percebemos o não destaque a negros em tela (apesar dos 4 ouros de Jesse Owens) e o grande foco nas bandeiras e gestos nazistas durante o desfile das delegações. É triste como história, mas é belo como um exemplar da sétima arte.

Ao preferir dar destaque a dois longas marcantes de minha infância, deixei de fora importantes filmes, mas que com toda certeza valem a citação: O Homem que Mudou o Jogo; Rocky: Um Lutador (e todos os outros); Touro Indomável; Carruagem de Fogo; Heleno; Invictus e O Vencedor.

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Paulista radicado no Rio de Janeiro, produtor e futuro diretor; formado em cinema e amante da sétima arte. Fã de Kubrick, Tarantino, Fincher e defensor do cinema nacional. Eterno sonhador: sonho tanto que acredito fielmente que um dia nosso cinema será reconhecido por aqui.