01
set
2016
Sorteio Radioativo: Ingressos para o filme “Herança de Sangue”!
Categorias: Promoção, Trailer • Postado por: Victor Hugo

No próximo dia 8 de setembro, o longa Herança de Sangue (Blood Father) irá estrear nos cinemas brasileiros. Dirigido por Jean-François Richet e estrelado por Mel Gibson, o filme que conta com aproximadamente 98 minutos de duração conta a história de John Link (Mel Gibson), um homem que vive em meio ao deserto na Califórnia onde seu trailer também serve como estúdio de tatuagem. Vivendo longe de drogas e violência, ele tem seu cotidiano afetado com a chegada de sua filha desaparecida que está jurada de morte por traficantes. Ele fará de tudo para protegê-la.

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Em entrevista concedida à jornalista Nicole Brenez, o diretor Jean-François Richet falou sobre o filme. Confira alguns trechos:

Nicole Brenez: Assim como no livro de Peter Craig, que o adaptou para o roteiro, e apesar da selvageria e egoísmo por toda parte, o filme é sobre amor incondicional – um amor paterno. John parece ser o único personagem capaz de amar, a personificação de sacrifício e fidelidade – por sua filha, mas também pelo chefão mexicano. Se pensarmos longe e antiquadamente, você acha que ele de alguma forma incorpora um mundo em decadência – um mundo que ainda defende valores humanos, amor incondicional e autoprivação? Um mundo atacado por todos os lados e fora de moda pelo império de interesses falsos, influências e ganância?

Jean-François Richet: Eu li o romance antes de ler o roteiro. Eu achei incrível como ele retratou um Estados Unidos abalado, com crianças abastadas envolvidas com drogas, orgias e a glamourização das regras de gangues – no oposto da classe trabalhadora do país, de pessoas que ralam para alimentar os filhos, de imigrantes que colhem laranjas, do personagem de Link que encontra redenção pelo trabalho. Esse é um material social que eu gosto muito. O conflito dramático entre pai e filha já estava estabelecido por causa dos cenários diferentes aos quais pertencem. O personagem interpretado por Mel é icônico. Ele tem valores genuínos e sua vida é repleta de sacrifícios. Toda sua vida ele levou porrada – ele até foi para a cadeia para proteger seu pai adotivo. E o que ele conseguiu com isso? Nada! Para salvar a filha, para compensar por sua ausência, para dar a ela a alegria de viver, ele se liberta pela violência. Então a violência se torna libertadora.

Nicole Brenez: Eu suspeito que, como cinéfilo, você deve conhecer bem o trabalho de Mel Gibson, tanto como ator quanto diretor. Como foi trabalhar com ele? Como você conseguiu desconectar totalmente o personagem motoqueiro da mitologia de Mad Max?

Jean-François Richet: Em nenhum momento sequer, Mad Max passou pela minha cabeça durante a realização do filme. Eu concordo que deve haver similaridades mesmo. O filme se passa no deserto, você pode ver motos e carros, mas se não fosse por Mel ninguém faria essa ligação. O que leva a esse raciocínio é o fato de que a maioria de nós cresceu assistindo Mad Max e Máquina Mortífera. Eu poucas vezes trabalhei com alguém tão humilde e controlado. Para mim, Mel é um dos maiores diretores vivos – ele está na mesma lista de diretores de ponta, junto com Michael Mann. E mesmo assim nunca interferiu no meu trabalho. Até onde posso, eu sempre tento conversar bem com o elenco. Seria estupidez não aceitar o que os atores têm a dizer – contanto que seja relevante. Eu odeio a ideia de que o diretor só tem que apertar um botão e ficar controlando o trânsito.

Mel só está interessado em uma coisa que no final é a coisa mais importante – o que motiva o personagem em cada uma das cenas. É por isso que ele é um ótimo ator e é por isso que ele é um ótimo diretor. Ele não fica incomodado com trivialidades – ele só pensa nas motivações mais profundas do personagem. Mel tem um senso de drama muito agudo. Nós mudamos completamente o final uma hora antes da gravação quando Mel ficou com a impressão de que não daria certo. Sentamos com ele e Peter Craig. Mel despejou uma centena de ideias por minuto. Por acaso, ele é como Vincent Cassel – ele é o mesmo tipo de animal. Eles se concentram nas motivações dos personagens. Isso é essencial em bom drama. 

E eis o trailer:

 

Sorteio de Ingressos

Em parceria com a Califórnia Filmes, vamos sortear 5 kits com 4 ingressos para o filme Herança de Sangue. Quer participar? Muito simples, basta seguir as regrinhas abaixo lá no Facebook (você pode clicar AQUI e ser direcionado para a página do sorteio) e ser feliz. O resultado sai na próxima quarta-feira (07/09).

Regras:

-Curtir a página do Pipoca Radioativa

-Curtir e Compartilhar publicamente a imagem do sorteio

-Marcar um amigo nos comentários

-Ter um endereço de entrega em território brasileiro.

Boa sorte a todos!



Lorde Vampírico e Geográfico das trevas, ex-ditador dessa pocilga, aspirante a escritor e a web-designer, twilighter, beatlemaniaco, parawhore, narniano e, é claro, cinéfilo. Hoje me resumo à vice-presidente do site. Amém irmãos? Amém.