20
nov
2016
Conheça a Afroflix, plataforma voltada para cineastas e atores negros!
Categorias: Especiais • Postado por: Marcelo Silva

Hoje é celebrado, no Brasil, o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida por coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares (1655 – 1695), conhecido por liderar o histórico Quilombo dos Palmares, importante foco de resistência à escravidão e à opressão colonial branca no nosso país.

Infelizmente, mais de trezentos e vinte anos depois da morte de Zumbi, ainda há muito o que ser melhorado na vida da população afro-brasileira. Falando propriamente da sétima arte, uma pesquisa de um grupo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) comprovou a falta de visibilidade de profissionais negros no cinema brasileiro.

Para citar só um dos dados que chamam a atenção nesse trabalho, de 257 obras lançadas entre 2012 e 2014, apenas 16 delas (o equivalente a 7% desse total) tiveram mulheres negras como protagonistas.

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É aí que entra a Afroflix, criada no intuito de dar mais espaço a produções de profissionais negros. Cada obra do acervo possui, no mínimo, “uma área de atuação técnica/artística assinada por uma pessoa negra”. Ou seja, “são filmes, séries, web séries, programas diversos, vlogs e clipes que são produzidos ou escritos ou dirigidos ou protagonizados por pessoas negras”.

Por ser uma plataforma colaborativa, a Afroflix permite que o usuário indique produções que obedeçam ao critério listado acima. A obra sugerida passa, então, por uma curadoria que decidirá se o conteúdo será ou não veiculado na página.

Em uma rápida visita à plataforma, é possível encontrar trabalhos que, normalmente, passam despercebidos aos olhos do grande público. Um deles é o documentário de curta-metragem Negro Lá, Negro Cá (Eduardo Cunha, 2014), que mostra a visão de quatro imigrantes africanos sobre o racismo – prática muito comum no Brasil.



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!