14
nov
2016
Os 10 piores vilões dos filmes de super-heróis!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

Não existem filmes de super-heróis sem vilões – isso é fato. Muitas vezes, o próprio sucesso da história depende da presença de um antagonista que esteja à altura do mocinho. Mas, infelizmente, isso nem sempre acontece: Hollywood já nos trouxe vilões horríveis (no sentido literal da palavra), artificiais, sem carisma e sem peso na narrativa.

Nesse post, reunimos dez vilões de filmes de super-heróis que deixaram a desejar. Em ordem crescente de mediocridade, aqui vão eles:

10) Venom, de Homem-Aranha 3 (dir: Sam Raimi, 2007)

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Depois de dois excelentes vilões nos primeiros filmes – Duende Verde (Willem Dafoe) e Dr. Octopus (Alfred Molina) -, Homem-Aranha 3 resolveu apostar suas fichas em três inimigos do Cabeça de Teia: Venom (Topher Grace), Homem-Areia (Thomas Haden Church) e Duende Jr. (James Franco). Fica até difícil escolher qual o pior dos três, mas vou optar por aquele que, em tese, deveria ser um grande desafio para o herói mascarado: Venom.

Longe de ser um bom ator, Topher Grace passa vergonha nesse filme. As rixas com Peter Parker (Tobey Maguire) no Clarim Diário e a disputa por Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard) são risíveis. A transformação em Venom e a sua morte são piores ainda. Não há uma única cena de ação entre o vilão alienígena e o Homem-Aranha capaz de ficar na memória do espectador. Se Sam Raimi tivesse mantido o padrão de excelência que caracterizou a construção dos antagonistas dos seus dois primeiros filmes, com certeza o resultado final nesse terceiro longa seria muito melhor.

9) Mandarim, de Homem de Ferro 3 (dir: Shane Black, 2013)

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Parecia uma jogada de gênio: apresentar um vilão poderoso e já conhecido dos quadrinhos, fazer uma campanha de marketing totalmente em cima dele e, no final, relegá-lo a um segundo plano, transformando-o em uma mera marionete. Não, não foi nada genial. Além de desperdiçar o vasto material que tinham em mãos (até porque, assim como o Mandarim não é um vilão qualquer, Ben Kingsley não é um ator cujo talento mereça ser menosprezado), os responsáveis por Homem de Ferro 3 deram espaço para um outro antagonista sem nenhum charme e com uma motivação pouco plausível: Aldrich Killian, vivido por Guy Pearce.

Para ser sincero, o justo seria dividir o nono lugar entre o Mandarim e o próprio Killian.

8) Lex Luthor, de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (dir: Zack Snyder, 2016)

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Lex Luthor podia ser tudo nesse filme: um vilão calculista, sério, sem escrúpulos e que age nos bastidores. Podia ser qualquer coisa, menos um homem cheio de tiques, vícios e discursos bizarros. O talentoso Jesse Einsenberg (de filmes como A Rede Social e, mais recentemente, Café Society) desperdiça seu potencial dando vida a um vilão que, por conta dos seus trejeitos, se parece mais com o Charada do que com Lex Luthor – sim, esse Luthor consegue ser pior do que aquele vivido por Kevin Spacey em Superman, O Retorno (dir: Bryan Singer, 2006).

7) Apocalypse, de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (dir: Zack Snyder, 2016)

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Batman vs Superman é um filme com muitos erros (confira nossa crítica aqui). Um deles reside na dupla de vilões da história. Falando propriamente do Apocalypse, é triste ver que o longa do diretor Zack Snyder o transformou em um monstro borrachudo, genérico e pouco relevante. Sua presença na história é motivada por uma necessidade burocrática do roteiro: o Apocalypse foi o único jeito encontrado para unir Batman (Ben Affleck) e Superman (Henry Cavill). O que prometia ser um embate de tirar o fôlego deu lugar a uma sequência de ação totalmente esquecível e recheada de furos.

6) Mephisto, de Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (dir: Mark Neveldine e Brian Taylor, 2012)montagem-2

Nunca foi segredo que os filmes do Motoqueiro Fantasma são muito ruins, mas, nem por isso, nós merecíamos aguentar uma das piores versões do demônio no cinema. Apesar do esforço de Ciarán Hinds, o Mephisto do filme não assusta, não passa credibilidade e – para piorar – se machuca em perseguições de carro. Quem estava esperando para ver um vilão frio, calculista e imprevisível certamente se decepcionou com essa representação cartunesca. Claro que a culpa pelo fracasso do filme não é só do personagem (as outras atuações,  a direção, o roteiro e o ritmo também são bastante falhos), mas ele certamente teve a sua colaboração. Os fãs até hoje devem se perguntar: quando veremos algo decente do Motoqueiro Fantasma?

5) Galactus, de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (dir: Tim Story, 2007)

Um dos mais poderosos e respeitados membros das histórias em quadrinhos da Marvel, Galactus – também conhecido como Devorador de Mundos – teve seu papel reduzido a uma nuvem de poeira espacial no sofrível Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Representar essa entidade cósmica na tela grande realmente não é algo fácil, mas a escolha do diretor Tim Story e sua equipe não foi nada feliz. Quem de fato se destaca é a figura do Surfista Prateado (Doug Jones), que protagoniza uma ou outra boa cena de ação – o primeiro momento da sua aparição no longa é empolgante – e demonstra traços de humanidade que o colocam em conflito direto com a sua tarefa de preparar a destruição do planeta.

4) Magia, de Esquadrão Suicida (dir: David Ayer, 2016)ferris-520x245

Magia (Cara Delevingne) é, certamente, uma das coisas mais esquisitas de Esquadrão Suicida (leia a crítica aqui). Ela é introduzida na história como uma criatura cheia de contradições e ambiguidades, o que, em um primeiro momento, sugere que estaríamos diante de uma personagem interessantíssima.
No entanto, com o decorrer da história, Magia assume o manto de uma antagonista megalomaníaca sem um único pingo de carisma – a falta de talento de Cara Delevingne, que exagera nos maneirismos da criatura e a torna extremamente superficial, também colabora para a destruição da personagem.

3) Senhor Frio, de Batman & Robin (dir: Joel Schumacher, 1997)

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Eu nunca tinha imaginado Arnold Schwarzenegger como o Senhor Frio. E preferia não ter visto isso – na verdade, eu até agradeço por Batman & Robin ter existido, já que, sem esse fracasso monumental, provavelmente não teríamos, oito anos depois, Christopher Nolan resgatando o homem-morcego do fundo do poço e o elevando a um novo patamar com a trilogia Cavaleiro das Trevas.

Schwarzenegger deve ter se arrependido desse papel. Em pouco mais de duas horas de filme, o Sr. Frio não tem um único momento bom. Atrapalhado pelo figurino insólito (uma mistura de armadura futurista com um freezer) e por falas que não vão muito além de trocadilhos com palavras como frioinverno, Schwarzenegger nada consegue fazer para salvar o personagem. Cego pelo desejo de vingança e sua própria ingenuidade, o Sr. Frio não consegue transmitir ao público o mínimo de seriedade e ameaça que um bom vilão exige.

2) Bane, de Batman & Robin (dir: Joel Schumacher, 1997)

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Não é a primeira vez que o Bane (Jeep Swenson) de Batman & Robin aparece em uma lista aqui no Pipoca Radioativa. Ano passado, ele foi selecionado para a nossa lista de 10 personagens inúteis do cinema.

Bane, então, está aqui pelos mesmos motivos que o colocaram entre os personagens inúteis: reduzido a um mero capanga da Hera Venenosa (Uma Thurman), o brutamontes se torna uma figura inexpressiva, que só se comunica por meio de ruídos e parece estar longe do Bane dos quadrinhos – esse, sim, um verdadeiro desafio para Batman.

1) Hera Venenosa, de Batman & Robin (dir: Joel Schumacher, 1997)

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Seria impossível finalizar essa lista sem citar a pérola de Joel Schumacher mais uma vez. Uma Thurman está longe de ser uma atriz ruim (Pulp Fiction e os dois Kill Bill estão aí para comprovar isso), mas, em Batman & Robin, ela está completamente perdida e não encontra o equilíbrio da personagem em nenhum momento. O que era para ser um misto de erotismo com periculosidade acaba resultando em um tipo carnavalesco dos mais bizarros.



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!