27
dez
2016
2016 – O ano do hype desapontador!
Categorias: Especiais • Postado por: Rafael Hires

Ah, 2016. O ano está acabando. Muitos estão felizes, muitos estão tristes. Tivemos muitas coisas estranhas acontecendo esse ano em vários âmbitos. Mas vamos nos ater ao cinema. Se me perguntassem no ramo do entretenimento, como eu poderia resumir o que ele mostrou esse ano, eu resumiria com a frase que está aqui em cima. No fim do ano passado/início deste ano, muito hype para vários filmes foram gerados, em especial, os filmes de super heróis, principalmente, os filmes da Warner/DC Comics, que traziam a promessa de serem tão bons ou melhores que o já estabelecido MCU (Marvel Cinematic Universe), além das primeiras tentativas dos games tentarem deixar uma marca no cinema com grande investimento, por parte de filmes como Angry Birds – O Filme, Ratchet & Clank – Heróis da Galáxia e Assassin’s Creed, com trailers incríveis que fez a internet parar e pirar.

O fodão.

Resumo da ópera: poucos realmente foram os filmes que realmente se destacaram. O maior destaque, para mim, este ano, foi Deadpool. Se mostrou um filme muito surpreendente naquilo que se propôs, só veio graças a enxurrada de fãs, que, incessantemente, mandavam e-mails, tweets, mensagens, dizendo que queriam ver mais, pois havia vazado uma espécie de teste de filmagem (aham, sei).

Grande decepção. The new reboot is coming.

Se por um lado, a Fox acerta, pelo outro, ela erra. X-Men – Apocalipse é de causar severas dores de cabeça, até mesmo aos fãs mais fervorosos do mundo dos mutantes. A prova maior é que teremos um novo reboot do mundo mutante. Essa foi a piada pronta do ano (até escrever sobre ele tá dando uma leve enxaqueca).

Suicídio é aguentar esse filme.

A DC, infelizmente, não emplacou. Não adiantou fazer fan-service e tentar estabelecer todo um universo em apenas 1 filme. Simplesmente, foi a receita para o desastre. Tem pontos bons, mas, no frigir dos ovos, a coisa não engrenou. Nem me dou ao trabalho de falar de Esquadrão Suicida, pois não vale a pena ser comentado.

Alguém faça o favor de juntar os meus pedaços depois do Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Apocalypse e Lex Luthor me partirem ao meio e juntos? Meu plano de saúde não consegue cobrir todos esse custos.

Eu sou uma grande fã do universo DC no ramo dos quadrinhos, mas mesmo sendo fã do Batman, o filme não emplaca o seu gol. Batman Vs Superman – A Origem da Justiça poderia ter sido melhor feito e planejado se não tivesse sido apressado em apresentar um filme para mostrar os upcoming events dos próximos anos e se manter em uma estrutura interessante e consistente, principalmente no que diz respeito ao marketing feito pelo filme.

O Coringa foi violentado da maneira mais cruel possível esse ano. Heath Ledger deve estar surtando no túmulo. Um estupro pior que o da jovem com os 33 FDP. Alan Moore tá tomando muito chá de cogumelo para esquecer que essa porra um dia foi pensada.

Outra grande decepção vinda da DC, desta vez, vinda do seu departamento de animações, está relacionada a adaptação de A Piada Mortal, graphic novel one shot feita magistralmente por Alan Moore, grande autor e mestre revolucionário dos quadrinhos. O trabalho dele foi estuprado pelo departamento de animação ao vir com uma ideia ridícula de um primeiro ato, no qual a Batgirl até ganha uma maior relevância, mas que não contribui em nada com o universo da heroína, fazendo ela parecer uma garota mimada, com tendências de Bella Swan.

Legal, mas o mundo ainda não esqueceu “Let It Go”.

O único gênero que eu achava que estaria a salvo de se tornar ridículo era o âmbito das animações, mas nem estes conseguiram se salvar (oh, vida). Zootopia – Essa Cidade é o Bicho poderia ter se tornado a nova maior mania Disney, passado o efeito Frozen. Ele não é ruim, mas está muito longe de ser tão bom quanto o filme da Rainha Elza e da Princesa Anna ou o filme do simpático vilão de mãos exageradamente grandes Detona Ralph. Minha maior surpresa foi pagar a língua ao ver que pássaros podem usar um estilingue e quebrar a cara de porcos. Já o robô e o Lombax mais amados do mundo, não fizeram bem na crítica do filme e do jogo, quanto mais em vendas e bilheterias.

Tá procurando a Dory, tá aqui, vou catar. Tá procurando a graça, tá difícil de achar.

Nem mesmo Procurando Dory escapou ileso. A Pixar já teve dias de glória, mas, infelizmente, tendo de recorrer a uma estratégia feita a exaustão pela concorrente Dreamworks, que, quando viu, que esta não havia produzido algo tão convidativo, conseguiu aumentar a qualidade com o grande Como Treinar o Seu Dragão, percebeu que havia perdido a sua marca reconhecível de inovação, engenhosidade e originalidade, decidiu correr contra o tempo para voltar ao topo, mas, mostra que, ainda está tropeçando.

Mesmo eu adorando o primeiro filme, eu não posso deixar isso me cegar. Eu acho que foi uma animação que tinha um bom encerramento e que, era completamente injustificável, uma sequência. Estava certo.

Até a Guerra Cívil de Memes entre Brasil X Portugal e Argentina é mais divertido de se ver do que isso.

E no reino da Marvel, a coisa também está dando sinais de a coisa não está tão boa. Capitão América – Guerra Civil prometia ser o filme mais sombrio do Universo Marvel, mas parece mais um Guardiões da Galáxia versão depressiva, só mesmo o Homem-Aranha de Tom Holland consegue salvar o dia.

Um doutor bem estranho, mas não tanto quanto queríamos. Esse, meu plano de saúde acho que cobre.

Doutor Estranho, o mago supremo da Marvel até foi, digamos, decente, mas, infelizmente, o hype gerado pelo trailer não correspondeu às expectativas, o que, infelizmente, o torna menos convidativo.

Os animais são fantásticos, já a história…

Ao ver J.K.Rowling a alguns anos anunciando que teria um novo filme vindo para as telonas, eu já tinha uma ideia: ele não se fazia necessário. Então, o estúdio vendo que, uma das suas maiores fontes de renda já não teria material novo a ser explorado, decide colocar Rowling como roteirista e acaba inflando com uma quantidade de filmes que, tenho certeza, será dispensável, assim como a trilogia O Hobbit.

Apesar de Animais Fantásticos e Onde Habitam ser deveras satisfatório, eu ainda continuo achando a ideia de ser necessários mostrar as aventuras de Newt Scamander e vermos mais sobre o passado de Dumbledore até chegar na gloriosa luta entre ele e Gerardo Grindewald algo que poderia ser muito melhor elaborada se fosse feito em livros.

Enfim, essa foi uma grande geral dos filmes de 2016, que provou ser um ano em que o marketing foi o rei da picaretagem, parecendo promessa tosca de candidato a cargo governamental no Brasil.

E, pelo visto, a tendência para 2017 é só piorar, pois temos trailers sombrios de Carros 3, Velozes e Furiosos 8 (chamo de Destino dos Furiosos, mesmo e daí?), Transformers – O Último Cavaleiro e parece que a picaretagem não terá fim, pelo menos, tão cedo.

Um ano que foi muito desgastante, que prometia o céu, mas entregou um purgatório. Esperemos ser recompensados ano que vem com filmes nível 2015, não eram filmes excelentes, mas, em sua maioria, tinham filmes que não estavam prometendo tanto que não puderam cumprir o hype gerado. Precisamos de mais patinhos feios que podem virar cisnes.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.