29
dez
2016
Top 10 – Séries Originais Netflix 2016!
Categorias: Listas Radioativas, Séries de TV • Postado por: Rafael Hires

Ah, Netflix. O que dizer desse maravilhoso serviço de streaming que supriu e muito as necessidades de muitos maratonistas pelo mundo afora? Além do serviço ser da melhor qualidade, o atendimento ser um dos melhores que existem, até mesmo no Brasil (milagre a gente ter atendimento de qualidade aqui, né galera?). Mesmo com o nosso querido monstrinho chamado governo querer adotar uma nova medida a fim de arrecadar mais grana (como se já não arrancassem o suficiente), o serviço mostra que não veio para brincar. Nos últimos 2 ou 3 anos, o aumento exponencial no número de novos clientes foi recorde e só tende a aumentar.

Netflix, casa comigo?

Contudo, o serviço, assim como a maioria das coisas, não está a salvo de colocar alguns conteúdos não tão interessantes quanto a maior parte do que já existe no catálogo. Como disse em meu último texto, 2016 padeceu de um mal tão forte que parece ter afetado todo o ramo do entretenimento (nem Marco Polo, que se vendia como o Game of Thrones do serviço, conseguiu aguentar). Mas não quer dizer que a Netflix só colocou coisas ruins, algumas séries novas mostraram que não devem ser tomadas como infantis. Dito isso, lhes apresento o Top 10 do Pipoca Radioativa – Edição Especial Séries Originais da Netflix de 2016!

10º Lugar – Narcos (2ª Temporada)

Wagner Moura antes do Capitão Nascimento

Muitos criticaram o portunhol de Wagner Moura e diziam que ele não teria como ser bem-sucedido no papel de um dos maiores chefões do tráfico de drogas da história mundial. Muitos hoje estão pagando a língua, ele consegue ser tão ou mais temível que seu todo poderoso Coronel Nascimento de Tropa de Elite.

Mas o mais impressionante foi a Netflix ter feito uma propaganda enorme, principalmente ao comprar um espaço publicitário nos maiores jornais do Brasil. Ela colocou uma sobrecapa nos jornais vendidos no dia em que a temporada fora lançada, com a notícia anunciando a morte de Pablo Escobar. Simplesmente, genial.

9º Lugar – Orange Is The New Black (4ª Temporada)

Temporada de caça as bruxas na Litchfield

A coisa tá cada vez mais difícil para as detentas da penitenciaria feminina de Leitchfield.

Depois do furacão que passou na temporada passada, com Sophia e Nichols sendo mandadas para a solitária, além da fuga em massa das detentas e um plano de tentar conseguir mais dinheiro, através de um esquema de roubo de calcinhas, (advindas do trabalho remunerado temporário, depois da incorporação da prisão por uma empresa de grande capital, já que a mesma passa por maus bocados financeiros, causados pela má administração de Figueiroa), sendo dadas as detentas para serem usadas e depois revendidas por meio de Piper Chapman, agora elas estão vendo como uma prisão pode ser um inferno na Terra.

Com um contingente absurdo de novas detentas chegando ao local, as coisas pioram de mal a pior. Vause se vê assombrada pelos fantasmas do seu passado, quando um dos capangas de seu antigo chefe se infiltra na prisão para matá-la e contando com a ajuda de Lolly, que está cada vez mais paranoica.

Chapman enfrenta, agora, a ira de Ruiz e das dominicanas, já que, anteriormente, ela havia recusado a ajuda das dominicanas no seu esquema de calcinhas. Crazy Eyes está depressiva, já que sua ex-amiga e possível namorada prefere ficar o mais longe possível dela.

As coisas também não estão tranquilas e muito menos favoráveis para a família Diaz, já que Aleida teve de sair da prisão, já que o tempo dela expirou e não terá como sustentar seus filhos, já seu namorado está preso de novo e só voltará depois de um bom tempo. Agora, Dayanara estará mais sozinha do que nunca.

Morello está cada vez desiludida com o amor, já seu noivo está namorando sua irmã e passa a temporada inteira dando gelo em Nichols, pois estava se guardando para a noite de núpcias depois da prisão.

Boo e Doggett estão cada vez mais unidas desde o estupro cometido por Coates, apesar dele tentar colocar panos quentes nesta história.

Maritza ganha importância, já que passa a ser a nova detenta a operar a minivan da prisão, até que acaba sendo coagida por um dos novos oficiais que assumiram a prisão desde que os antigos saíram por discordâncias devido ao novo modelo de administração estabelecido em Litchfield a fazer um desafio de vida ou morte.

Ruiz ganha uma força maior que nunca teve e começar a peitar Chapman de igual para igual, além de usar o salão de Sophia como fachada para vender drogas.

O núcleo das negras ganha mais força principalmente pois as garotas estão vidradas em Judy King, uma referência a ex-apresentadora de TV Martha Stewart, cujos programas que esta estrelava eram programas culinários, que forçava os telespectadores a adquirirem coisas que eles não precisavam, além de um programa infantil com um personagem explorando os estereótipos racistas.

Quem acaba sofrendo indiretamente é Yoga Jones, pois é forçada a ser colega de quarto com King, já que é a única, que, por assim dizer, preenche os requisitos solicitados pela ex apresentadora (trocando em miúdos, pensem numa versão mais mala, nem sei se isso é realmente possível, da Ana Maria Braga e Louro José, só que muito mais babaca e fazendo estereótipo, creio que isso não existe para papagaios).

Junte tudo isso com guardas sem preparo, muitos parecem que sairiam de páginas policiais de algum tipo de filme B de tão escrotos que são e acrescente mais uma pitadinha de morte de uma das maneiras aflitantes que pode existir e temos a tomada do poder na prisão. Começa morna pra caramba, mas Jenji Kohan mostra que, ainda, não perdeu a mão.

8º Lugar – Stranger Things (1ª Temporada)

O Capitão América barganha para entender as referências, né Dustin?

O que se pode ser dito a essa altura do campeonato que já não foi discutido, debatido, especulado, destacado ou mencionado sobre essa série que o mundo inteiro mal conhece, mas já considera pacas. Se eu pudesse resumir essa série em uma frase, ela seria: “The 80’s are back, bitch!” (meu momento Jessie Pinkman da vida, deixa eu aproveitar).

Os Duffer Brothers mostram que, quando ganham um brinquedo, eles sabem brincar de igual para igual. Fan-service do início ao fim para os eternos saudosistas dos anos 80, ela mexe com vários elementos que muitas pessoas hoje conhecem e admiram como o Demogorgon como o Alien, os garotos parecendo os Goonies, Eleven ou Onze com um look similar ao do E.T., entre muitos outros elementos.

A trama do desaparecimento de Will Byers, gerando o caos na tão pacata cidade de Hawkins, Indiana, é muito bem orquestrada, seus amigos partem em sua busca, enquanto os adultos se preocupam com quem/o que sequestrou esse garoto, enquanto o governo sai à procura de algo que não deveria ter saído de onde estava.

Pobre Will, pode ter sobrevivido, mas pode ser que este seja o início de algo muito maior que ele. Pobre Eleven, uma personagem que mostra que ser badass não depende do tamanho. Pobre Barbara, não creio que havia necessidade de matá-la, mesmo assim, mostra que a série não poupará ninguém.

Winona Rider mostra que, mesmo não estando tão em voga o seu nome quanto antigamente, isso não significa que ela ainda não tenha muito a mostrar ao público. Ela pode não ser a personagem mais carismática, mas sabe se fazer presente, quando necessário. Ela nem sabia o que era a Netflix até ser chamada para o elenco, afinal, ela não usa internet (é, finalmente encontramos alguém que mora em baixo de pedra. Yeah! #CALABOCARAFAEL).

David Harbuor é mais um dos que rouba a cena na série, no início, um tanto molenga, mas ao avançar da série, se mostra competente e totalmente disposto, além de acabar o estereótipo do tira desiludido pela que já não tem mais saco com nada.

Finn Wolfhard se mostra muito competente assumindo o posto de líder do minigrupo, um personagem bem construído, mas que, quando está com a Eleven/Onze, se mostra um tanto disperso quanto aos seus sentimentos por ela.

Gaten Matarazzo faz o papel de Capitão América (só que não), por plantar as referências na série, entregar piadas muito bem pontuadas, além de ser um alivio cômico, por naturalidade. Uma atuação muito carismática.

Milly Bobby Brown encarna Eleven/Onze com muito afinco. Mesmo falando quase nada durante a série, ela se mostra competente e com um olhar tão penetrante, capaz de hipnotizar até o mais distraído dos usuários, além de carregar um papel de extrema importância, devido a sua capacidade tele cinética, digna de Professor Xavier dos X-Men.

Uma ficção cientifica de alta qualidade como há muito tempo não se via nem na TV, nem no cinema.

Além disso, os brasileiros caíram de boca na série e os atores decidiram gravar vídeos especiais, agradecendo o apoio dos brasileiros pelo sucesso e boa recepção que ela teve. Além disso, a trilha sonora é mais incrível e perfeita combinação que pode existir de tudo o que os anos 80 puderam proporcionar, com sintetizadores, The Clash, Joy Division, The Seeds, entre outros.

Volto a dizer que precisamos de mais patinhos feios. Ela teve um trailer não tão empolgante, e acabou se tornando uma das grandes surpresas deste ano maldito. Espero pela próxima temporada com muito ânimo.

7º Lugar – Bojack Horseman (3ª Temporada)

Bojack e seu humor autodepreciativo sempre terão seu lugar em meu coração

A primeira vez que eu ouvi falar sobre Bojack Horseman foi em um vídeo do Omelete falando de animações para adultos. O humor autodepreciativo de Bojack Horseman é o que torna a série única neste sentido.

Bojack é um ator de meia idade que ainda vive do relativo sucesso que fez com sua série dos anos 80, Horsing Around (acho que vamos ter o universo expandido da Netflix, se continuarmos esse ritmo). Desde então, o processo de auto destruição e decadência só aumenta.

Mesmo tentando seguir a linha da decência, ele ainda toma tudo o que a vida lhe proporciona como carma, devido à sua bebedeira, rabugice, falta de comprometimento com compromissos importantes, entre outros.

Na terceira temporada, agora que o filme Secretariat, estrelado por “ele”, está finalizado, ele entrará para a temporada de indicações aos grandes prêmios da indústria. Indo a entrevistas, talkshows, palestras, exibições, entre outros.

A coisa fica ainda pior quando sua companheira de longa data, Sarah Lynn, está abusando cada vez mais das drogas, se tornando um reflexo da vida de Bojack. Mesmo tentando intervir, ela acaba falecendo.

Como se isso não fosse o suficiente, ele acaba descobrindo que o filme não foi indicado a nenhuma categoria de nenhum prêmio. Bojack, que antes estava com sua moral baixa, agora entra em depressão profunda até parar e perceber que precisa dar um tempo, pois sua vida desregrada está o levando para o abismo.

Uma série bastante intrigante, que faz lembrar os primeiros episódios de South Park, sempre com lições de moral e com críticas muito pontuais a certos tipos de comportamento que até hoje são perpetradas em nossa sociedade.

6º Lugar – Demolidor (2ª Temporada)

Nem toda a habilidade de chutar cus garante que seja tranquila a vida

Quem disse que séries de heróis tem de ser idiotizantes e sem conteúdo maduro? Quem disse, Berenice? Dito isso, a série do Demolidor da Netflix, tem seus pontos altos e baixos, mas ainda segue compenetrada na difícil tarefa de mostrar que heróis podem ser sérios, sem serem maçantes (ouviu, Batman vs Superman – A Origem da Justiça?).

Apesar de não ser tão impactantes quanto a ultima temporada, eles ainda sim, conseguiram surpreender. Depois do furacão Wilson Fisk/Rei do Crime, agora Matt Murdock/Demolidor fará de tudo um pouco para defender a Cozinha do Inferno de uma ameaça mais mortal que o grande chefão do tráfico da cidade.

Depois de presenciar a execução da sua família na sua frente, Frank Castle/Justiceiro decide que o sistema é corrupto e que para a justiça de verdade seja realmente feita, ela terá de ser realizada com o suor das suas próprias mãos calejadas e ensopadas de sangue, suor e lágrimas.

Mesmo assim, Matt terá enfrentar os fantasmas do seu passado ao reencontrar Elektra Natchios, uma guerreira habilidosa e muito astuta, capaz de mexer com o Demônio de Hell’s Kitchen pertencente do clã A Mão.

Estamos vendo a segunda fase do plano da Marvel de fazer um universo compartilhado de filmes e séries no mesmo universo, a fim de convergir ao Vingadores – Guerra Infinita. Se por um lado, a Marvel desaponta fazendo filmes meia-boca, nas séries, pelo menos, podemos esperar um padrão levemente mais elevado.

5º Lugar – Luke Cage (1ª Temporada)

Luke Cage motiva, mas não empolga

Antes de vermos Luke ajudar Jessica Jones ano passado, primeiro precisamos entender seu passado. Luke depois de escapar de um experimento mau sucedido, agora fica quieto para evitar suspeitas, sendo um humilde trabalhador em uma barbearia. Mas quando um chefe de gangue está ferindo gente com quem ele se importa, Cage decide que é hora de mostrar que sua pele impenetrável é capaz de fazer estragos seríssimos a quem se meter com ele.

Apesar de não ser tão impactante quanto Jessica Jones ou Demolidor, anteriormente citado, essa série ainda pode ser considerada boa, pois é um dos poucos exemplos onde o personagem negro tem mais relevância num mundo dominados por homens brancos.

Além de ser mais um fan-service para aqueles que adoram os quadrinhos, já que ele faz várias menções a roupa clássica e a outras particularidades dos quadrinhos do herói de aluguel.

Ela vem num momento muito propicio, já que a comunidade negra dos EUA está em momentos de grandes tensões e traz um diferencial ao não usar o blaxploitation de forma a prejudicar o personagem, como outras séries fazem.

4º Lugar – Unbreakable Kimmy Schimdt (2ª Temporada)

Risos até onde os olhos possam saltar de tão esbugalhados que eles vão ficar

Tem vezes que a televisão e o cinema insistem (não entendo o porquê) que personagens que roubam a cena tenham de ter programas solo como protagonistas da trama.

Em sua grande maioria, essas tentativas se mostram uma grande opera do fracasso. Sem um único motivo plausível do porquê tal personagem realmente merece ter uma atenção redobrada. Seja qual for ele, Unbreakable se mostra como sendo a exceção à regra anteriormente citada.

Seu jeito amalucado depois de viver um abrigo para o fim do mundo depois de 15 anos, abrigada com outras mulheres, para o papel de escrava sexuais, combinado com a sua incapacidade de entender como a tecnologia funciona, já lhe garante o papel de personagem mais louca possível de se conhecer e que, mesmo assim, será possível de se extrair grandes quantidades de risos.

Titus Andromedon serve como grande contraponto a personalidade enérgica de Kimmy, sendo um pouco mais pé no chão e mais depressivo que a mesma. Enquanto tenta conseguir um grande papel como ator, Kimmy se vira como babá de uma adolescente problemática.

3º Lugar – 3% (1ª Temporada)

Brasil mostra que no futuro distópico ainda existirá a corrupção. Sem esperanças pra esse país

Eu estaria sendo muito injusto se eu deixasse essa série brasileira surpreendente de fora. 3% mostra um Brasil onde foi dividida a parte pobre com guerras, violência, etc., da parte próspera, rica e “justa”. Depois de o indivíduo completar 20 anos, ele pode se apresentar para o Processo de inscrição e seleção daqueles irão sair do Continente para ascender ao Maralto.

Durante esse Processo, serão realizadas provas que irão testar suas capacidades de raciocínio lógico, liderança, honestidade, físico, entre outros aspectos para selecionar os 3% melhores qualificados.

Tem muitas semelhanças com a recém acabada série Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, mas não deixa de ser impactante, mesmo não tendo uma carga de violência tão explicita. As provas são angustiantes e os participantes farão de tudo para ir ao Maralto.

O Processo não se importa com qualquer participante, tanto que um dos participantes, que é cadeirante, tem dificuldades para poder chegar ao local da seleção que fica no topo de um morro gigante com uma escadaria.

Como sempre é típico nesse tipo de trama, vemos um romance sendo iniciado aos poucos entre alguns participantes, nada que realmente faça torcer pelos casais ficarem juntos, mas não chegam a ser irritantes como algumas novelas brasileiras usam, como casais pegajosos e chatos.

Até mesmo, no núcleo “justo”, a coisa parece um cenário de política brasileira, digno da TV Senado. Com direito a uma infiltrada tentando sabotar a carreira do interno, alguém superior tentando dar uma liçãozinha de moral na jovem guarda, entre outros tipos de coisas que estamos acostumados a presenciar.

Ainda no mesmo tópico “Nem só de flores vive o Maralto”, Ezequiel, o líder do processo, está passando por tumultos em sua vida, já que sua esposa Júlia, recentemente, faleceu, pois não aguentava mais acreditar no Processo, já que abandonou seu filho no Continente e ao ter de cuidar de entrevistas e desclassificar uma participante só porque ela tinha filho, as dores do passado acabaram voltando com mais força, fazendo ela ir ao centro de tratamento e se suicidar ao entrar mar adentro.

Para piorar ainda mais sua situação, ele ainda é conivente com algumas atitudes de alguns participantes desonestos dentro do processo, além de quase matar afogada uma funcionária, ele ainda tem de lhe dar com o filho de sua falecida esposa infiltrado nas instalações do Processo.

Como se não fosse o suficiente, a Causa conseguiu infiltrar 2 agentes seus de modo a desmoralizar o Processo e destruir o Maralto. Alguns lá estarão dentro por motivos de vingança, outros porque querem destruir o mesmo.

A parte mais ridícula é de que ao ser eleito um dos 3% merecedores de estar no Maralto é de que para ascender deverá ser esterilizado. Foi uma das partes da série que mais me incomodou, como se alta taxa de natalidade fosse a raiz do mal do mundo. Uma justificativa falha que não consegue convencer.

Mesmo assim, a série ainda é bem bacana de se assistir. Nem consigo imaginar o orçamento que deve ter sido para utilizar o espaço da Arena Corinthians para poder filmar a série.

2º Lugar – House of Cards (4ª Temporada)

O digníssimo babaca presidente Frank Underwood mostra que não será misericordioso após assumir a presidência

O que eu falei em Kimmy Schmidt é aplicável aqui também. Principalmente nos últimos anos, já que Hollywood se mostra cada vez mais favorável a remakes, reboots, derivados, etc. Nem todo filme de grande ou relativo sucesso merece ter um remake (ouviu Caça-Fantasmas? Não é que eu não gosto de Caça-Fantasmas por que tem mulher no elenco, eu não gosto porque não é empolgante mesmo. Desculpa, sou sincero).

Ele só deve ser feito se pretende ser tão bom ou melhor que o filme original. Mas eu e muito outros estamos pagando a língua desde o lançamento da versão americana de House of Cards.

Não só a serie se mostra como uma das melhores tramas do serviço, como também é o carro-chefe quando o assunto é falar de política atual. Tanto que parece a TV Senado americana, só que os deputados, senadores, vereadores e outras figuras políticas, cujo o único objetivo em vida é se enriquecer às custas do povo.

Frank Underwood finalmente é eleito presidente dos Estados Unidos e agora mostrará que quando era candidato era capaz de pisar em qualquer um e em todos só para chegar lá, agora que está, fará de tudo para continuar seu mandato sem correr o risco de ser cassado (quem sabe se o Collor tivesse visto a versão original e a Dilma o remake teriam conseguido terminar o seu mandato. Fica aí a dúvida).

1º Lugar – Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar

Gilmore Girls fechando um ciclo que durou vários anos, matando a saudade de seus fãs mais fervorosos

Apesar de não ter acompanhado a série quando saiu e ter visto as inúmeras reprises da TV, eu nunca fui muito fã. Mas há algo nessa temporada especial de Gilmore Girls que não me deixa dizer que foi ruim.

Seja pela falta que ela deixou, seja pela querência de ver novos episódios, algo realmente me cativou. E achei que ela não precisa de mais uma nova temporada. O que ela se propôs a fazer em 8 episódios de uma hora e pouco de duração cada, realmente faz o público ter um certo apego emocional a ela.

Simplesmente perfeito.

Decidi fazer esse bônus round só para não deixar faltar algo realmente incrível deste ano.

BÔNUS – Fuller House (1ª Temporada)

Não foi tão arrebatadora quanto a versão original, mas vale a pena dar uma olhada quando não tiver mais nada a se fazer no fim de semana

Eu não cheguei a ver a série Três é Demais completa. Se eu depender do SBT, acho que nunca verei. Mesmo não tendo a maior parte do elenco de volta nessa nova empreitada, já que Michele era interpretada por atrizes gêmeas (Ashley e Mary-Kate Olsen) não estão mais participando do ramo do entretenimento, dedicando seu tempo a cuidar de sua grife e os mais velhos agora estão com outros projetos, coube a T.J., Kimmy e Steph assumir a função de protagonizar a série.

Mesmo que essas mesmas personagens já tenham tido algum tipo de episódio centrado só nelas, elas ainda assim não são tão impactantes como Jessie, Joey, Becky ou Michelle. Mas, nem por isso, são personagens totalmente descartáveis.

A série empolga, tem momentos que me fazia lembrar das tardes que eu era menor e ficava vendo essa série no SBT, quando o tio Silvio ainda se importava em ter séries de todo o tipo passando o tempo todo na programação (desafio você achar alguma série dos anos 90 ainda sendo exibida na grade de programação do SBT. Não vale novela mexicana. Aí fica fácil, assim eu também quero).

Mas ainda assim, não tem o mesmo espirito de quando eu era mais jovem. Não é ruim, mas depois que a gente cresce, dificilmente, continuamos a gostar das mesmas coisas. Recomendo ver um ou dois episódios, depois você decide se vale a pena continuar vendo.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.