10
jan
2017
Pipoca F.A.R #19 – Filmes Internacionais sobre a Adolescência
Categorias: Pipoca F.A.R. • Postado por: Pedro Bonavita

Na última semana o Pipoca publicou uma lista de filmes nacionais altamente recomendados que tratam da adolescência em sua trama, diante do pedido de um leitor (que por também é um dos meus melhores amigos) resolvi então fazer uma edição, do mesmo tema, mas agora com filmes internacionais.

Clube dos Cinco (John Hughes, 1985)

Não tenho dúvidas de que se trata de um clássico quando tratamos de cinema da década de 1980 e também de filmes sobre adolescentes, já que é até hoje um dos grandes influenciadores do gênero. O castigo como auto conhecimento, é mais ou menos isso o pano de fundo do longa, mostra também que devemos ter sempre um outro olhar sobre a outra pessoa, deixando um pouco de lado o pré-julgamento que consiste em atormentar nossas mentes. No final, nos deparamos com uma obra divertida, romântica e que traz um grau de generosidade que enche nossos corações.

Curtindo a Vida Adoidado (John Hughes, 1986)

Mais um clássico do gênero, mais um dirigido por John Hughes, que pode ser considerado o pai da adolescência no cinema, já que se não criou, reinventou esse gênero que tanto atrai o olhar de espectadores mundo afora. A premissa inicial do filme é muito conhecida por todos nós: fingir que está doente para curtir a vida. Há quem deixou isso pra trás junto com a idade, há quem faz isso mesmo depois de velho. Divertido como poucos, e contando com uma atuação perfeita de Matthew Broderick, Curtindo a Vida Adoidado é aclamado até hoje, tanto que um boato sobre uma continuação do filme, causou frisson na internet.

Kids (Larry Clarke, 1995)

Larry Clarke é famoso por abordar temas como violência, uso de drogas e sexo entre jovens e adolescentes, normalmente com polêmicas em torno de sua abordagem. Kids, entre outras coisas, trata da questão desenfreada qual os jovens vivem, usando drogas, álcool e fazendo sexo sem preservativo como se não houvesse amanhã. Isso tudo retratado através de um personagem que só transa com meninas virgens e uma garota, que apesar de ter tido somente um parceiro sexual, é HIV positivo. É duro, porém busca uma conscientização do espectador.

Aos Treze (Catherine Hardwicke, 2003)

Polêmico filme que conta a história de uma adolescente entre os 12 e 13 anos de idade, contendo temas como abuso de drogas, álcool, comportamento sexual e automutilação. Conta com poderosas atuações de Holly Hunter e Evan Rachel Wood que renderam à elas indicações aos prêmios do ano: Oscar e Globo de Ouro. É um retrato desgastante dos perigos que envolvem o universo adolescente.

Juno (Jason Reitman, 2007)

Xodó do Oscar de 2008, Juno ficou muito conhecido não só por sua qualidade indiscutível, mas também por conta de sua roteirista, a iniciante Diablo Cody, ex-stripper que em seu primeiro longa escrito ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original. Roteiro esse que conta a história de Juno, uma adolescente que fica grávida do melhor amigo e não sabe o que fazer com a criança, decidindo entregá-la para adoção a um casal que mantinha uma relação complicada. A partir daí o longa trata não só dos anseios adolescentes mais também dos problemas vividos por muitos casais, principalmente quando a mulher não consegue engravidar. Divertido na grande maioria das vezes e tocante em tantas outras, é um filme que emociona e faz ri. Filmaço.

Eu Matei Minha Mãe (Xavier Dolan, 2009)

Aclamado longa do jovem canadense, Eu Matei Minha Mãe narra a difícil relação de Hubert com sua mãe a quem despreza e vive um relacionamento de amor e ódio. As coisas pioram quando ela descobre que o filho é homossexual. Ou seja, nada muito diferente do que vemos constantemente na sociedade, muitas vezes tendo o pai no papel dessa mãe. É, provavelmente, o filme mais forte dessa lista.

Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2009)

Mais um filme que fala sobre a homossexualidade na adolescência. Conta a história de Adèle, uma adolescente que enfrentando os desafios comuns a idade, conhece uma garota de cabelo azul, se apaixona por ela e embarcam em viagens de descobertas uma ao lado da outra. Azul é a Cor Mais Quente é um filme extremamente bem dirigido, que conta com a câmera não só como narradora, mas também como espectadora de todo aquele romance e descobertas da adolescente. Polêmico em virtude das cenas de sexo, o filme vai muito além disso e tem em seu roteiro a força de toda sua trama.

As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky, 2012)

Trazendo uma ótima trilha sonora e uma fotografia excepcional, As Vantagens de Ser Invisível é um longa para todas as idades, já que mesmo tendo como fio condutor o trio de adolescentes vividos pelos ótimos Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson, os dramas ilustrados em tela são comuns a todas as idades. Tirando o espectador da zona do conforto com seu final mais seco, o filme ainda assim é singelo e emocionante, principalmente na questão da amizade, que tem mais importância do que o romance, por aqui.

Menções Honrosas: Segundas Intenções (Roger Kumble); 10 Coisas Que eu Odeio em Você (Gil Junger); Moonrise Kingdom (Wes Anderson); Precisamos Falar Sobre Kevin (Lynne Ramsay); LOL (Lisa Azuelos); Superbad (Greg Mottola); American Pie (Paul Weitz, Chris Weitz).

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Paulista radicado no Rio de Janeiro, produtor e futuro diretor; formado em cinema e amante da sétima arte. Fã de Kubrick, Tarantino, Fincher e defensor do cinema nacional. Eterno sonhador: sonho tanto que acredito fielmente que um dia nosso cinema será reconhecido por aqui.