08
jan
2017
Top 11 – Melhores Filmes de 2016!
Categorias: Top 11 • Postado por: Matheus Benjamin

Mais um ano se passou e com ele grandiosos filmes foram assistidos! Chegou a hora de contarmos pra você leitor que nos acompanhou durante todo esse período quais foram nossos filmes favoritos do ano. Fizemos uma votação com os colaboradores pra saber quais os filmes mais incríveis de 2016 e o resultado você encontra com essa lista abaixo. Cada colaborador ficou responsável por falar de um filme do ano que também considerou para esse Top 11, não se esqueça de nos dizer qual o filme de 2016 que você mais gostou de assistir e qual você ainda quer muito ver.

PS: Críticas dos filmes estarão linkadas em seus respectivos títulos.

11º Lugar – Capitão Fantástico (Captain Fantastic. Matt Ross, 2016), por Pedro Bonavita

A difícil missão de criar os filhos contada através de uma história repleta de amor, cumplicidade e companheirismo, que define exatamente o que é uma família. Contando ainda com uma atuação poderosa do elenco, e principalmente de Viggo Mortensen, Capitão Fantástico é um filme que fala sobre o amor e que conta com uma sequência final singela e emocionante.

10º Lugar – Elle (Idem. Paul Verhoeven, 2016), por Matheus Benjamin

O controverso e polêmico Elle conta a história de uma executiva da área de games vivida maravilhosamente bem por Isabelle Huppert que certo dia acaba sofrendo um estupro em sua própria residência. Com isso, ela passa a divagar consigo mesma a respeito do que acontecera e também de todos os problemas que a cercam, como o ex-marido e sua nova namorada, seu novo vizinho quem lhe desperta um grandioso interesse, a melhor amiga e seu marido com quem tem um caso e o filho que arranjou uma namorada completamente ranzinza. Tudo isso dentro do roteiro o transforma em um ensaio sobre um núcleo (não necessariamente familiar) com disfuncionalidade – algo que eu aprecio muito em tramas. A direção é primorosa e as atuações são marcantes, merecendo certamente estar nessa lista de melhores do ano.

9º Lugar – Invasão Zumbi (Busanhaeng. Yeon Sang-ho, 2016), por Rafael Hires

Um dos filmes mais tensos já vistos na história. Uma real demonstração do que pode acontecer se caso um surto zumbi rompa a nossa sociedade. Apesar de alguns momentos em que se exige efeitos visuais muito mais grandiosos, ele ainda consegue prender a atenção do publico. É assim que se faz filme de terror!

8º Lugar – Um Cadáver Para Sobreviver (Swiss Army Man. Dan Kwan e Daniel Scheinert, 2016), por Marcelo Silva

O longa de estreia no cinema da dupla Dan Kwan e Daniel Scheinert pode parecer, à primeira vista, uma comédia bizarra e despretensiosa. Porém, com o desenrolar da trama, Um Cadáver Para Sobreviver se mostra gigantesco em sua abordagem – é uma fábula existencial que tem nas atuações de Paul Dano e Daniel Radcliffe sua grande força. Talvez seja hora de darmos mais atenção ao Festival de Sundance (evento no qual o filme foi premiado) do que ao Oscar, que há anos deixou de prestigiar o melhor do cinema.

7º Lugar – Sinfonia da Necrópole (Idem. Juliana Rojas, 2016), por Raphael Cancelier

Produzida em 2014 e lançado comercialmente nos cinemas em 2016, a produção é um musical que conta a história de um cemitério na cidade de São Paulo que está passando por uma reforma, por conta da superlotação de cadáveres. O ponto alto do filme é o fato de que Rojas consegue subverter a lógica de gênero ao utilizar elementos mórbidos – cemitério, cadáveres, túmulos, entre outros – para contar uma história de humor que em um primeiro olhar parece simples e leve, porém, composta de uma acidez e profundidade. O filme consegue problematizar as questões da superlotação da capital com os símbolos do cemitério. A obra possui uma excelente captação de som, que interfere na narrativa musical do filme, e uma fotografia e imagens excepcionais. A brilhante cena do clímax possui um tom “trash-cult” próximo ao de The Rocky Horror Picture Show (Jim Sharman, 1975), com muito brilho, dança e ritmo. Sinfonia da Necrópole ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais, com destaque para o prêmio da crítica de melhor filme no Festival de Gramado de 2014 e, sem dúvidas, é a produção brasileira mais inusitada e original de 2016.

6º Lugar – Deadpool (Idem. Tim Miller, 2016), por Mateus Reginato

Deadpool já deu muita dor de cabeça à Fox depois de ser apresentado de forma bizarra em X-Men Origens: Wolverine. Mas dessa vez o Mercenário Tagarela ganhou um filme à altura. Humor negro. Referências. Sangue. Referências. Ação. Referências. A quebra da quarta parede. Apesar de o filme seguir a já consagrada fórmula de heróis, consegue trazer algo novo. Ainda mais por que Deadpool é tudo, menos um herói convencional. É um filme que se aproxima muito mais do público adulto e mantém as características das HQs do personagem, principalmente o humor controverso e a violência.

5º Lugar – Zootopia (Byron Howard e Rich Moore, 2016), por Mariana Tocci

O lançamento da Disney de 2016 ensina crianças e adultos a seguirem seus sonhos e acreditarem em si mesmos! No longa, Judy Hopps é uma coelha que sofre por desejar ser uma policial. Contrariando à todos, Judy se forma e se muda para Zootopia para exercer sua profissão. Lá, ela encontra o cínico e trapaceiro Nick Wilde, uma raposa. Mais uma vez contrariando as expectativas, os dois se unem para descobrir o que está acontecendo com alguns animais de Zootopia. Com referências de O Poderoso Chefão e Breaking Bad, o filme encanta também por mostrar aos espectadores que independente de sua origem e do que os outros dizem, nada disso te define. Recheado de momentos divertidos, Zootopia foi indicado à Melhor Animação no Globo de Ouro e tem tudo para estar presente nesta mesma categoria do Oscar!

4º Lugar – Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them. David Yates, 2016), por Raphael Cancelier

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma obra que me surpreendeu este ano. Ela conseguiu se manter fiel ao universo Harry Potter sem se tornar repetitiva e cansativa. O grande destaque do filme é o seu enredo, que não ficou em nenhum momento em função da tecnologia e de seus efeitos especiais, fato recorrente nos blockbusters contemporâneos. Eddie Redmayne conseguiu construir um Newt Scamander completo, nos trazendo a transformação do protagonista, com uma aura ingênua no começo até se tornar o herói em seu clímax. Destaque também para a trama secundária e seu alívio cômico que realmente arranca o riso, com o “trouxa” Dan Fogler (Jacob Kowalski) e Queenie Goldstein (Alison Sudol), a leitora de mentes que transita entre o lascivo e o ingênuo, sem se tornar simplória. A heroína do filme, Tina Goldstein (Katherine Waterston) possui muita fibra e excelentes motivações. O filme possui ritmo, bichinhos fofos e divertidos, e uma história que não deve nada ao universo original da trama criada por J. K. Rowling, que, inclusive, assinou com maestria o roteiro da obra. Animais Fantásticos e onde Habitam complementa a saga Harry Potter e abre brechas para explorarmos mais a fundo os fios soltos que se apresentam na história principal do bruxinho mágico.

3º Lugar – Boi Neon (Idem. Gabriel Mascaro, 2016), por Lucas Manoel Santos

Boi Neon é a antítese do que poderíamos chamar de “explosão narrativa”. Fundamentado em sutilezas, esse filme de Mascaro é para aqueles que apreciam uma narrativa orgânica, identificável, sem grandes plots ou discursos óbvios mesmo ao tratar de situações tão intensas. E é por esse caminho que o filme alcança sua grandeza, ao contrário de se construir do macro ao micro, de seu tema tão forte para o personagem de Cazarré e seus outros achados. Boi Neon vai na contramão ao focar numa especifidade tão agridocemente desenvolvida que quando os créditos aparecem de súbito a proximidade com que nos aliamos aos pequenos dilemas na tela não nos foge, mas se intensifica.

2º Lugar – A Chegada (Arrival. Denis Villeneuve, 2016), por Andressa Gomes

A Chegada transgride as convenções do gênero de uma forma poucas vezes feita. Mesmo para aqueles que não são tão fãs de ficção científica, o filme funciona, à medida que as típicas sequências alucinantes que envolvem clichês como explosões, aliens, sangue e mortes, dão lugar a uma abordagem mais psicológica que explora questões existencialistas. Uma das principais mensagens é a de que definições de conceitos como vida e tempo dependem de como escolhemos enxergá-los e da linguagem. A fotografia é fantástica e consegue captar a atmosfera de incertezas e angústias que predomina. Por fim, a narrativa não linear surpreende o espectador!

1º Lugar – Aquarius (Idem. Kleber Mendonça Filho, 2016), por João Vitor Moreno

Um filme doce e amável que se torna ainda mais importante pelo momento político em que foi lançado. A direção sofisticada de Kleber Mendonça Filho e a performance intensa e marcante de Sônia Braga fazem de Aquarius mais uma prova do poder e força do cinema brasileiro.

Algumas menções honrosas: A 13ª Emenda (Ava DuVernay, 2016), A Bruxa (Robert Eggers, 2016), A Criada (Park Chan-wook, 2016), Animais Noturnos (Tom Ford, 2016), Cinema Novo (Eryk Rocha), Hardcore Henry (Ilya Naishuller, 2016), Julieta (Pedro Almodóvar, 2016), Kubo e as Espadas Mágicas (Travis Knight, 2016), Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert, 2016), Nise – O Coração da Loucura (Roberto Berliner, 2016), O Apartamento (Asghar Farhadi, 2016), O Demônio de Neon (Nicolas Winding Refn, 2016),  O Lamento (Na Hong-jin, 2016), O Silêncio do Céu (Marco Dutra, 2016), Rogue One – Uma História Star Wars (Gareth Edwards, 2016), Sully – O Herói do Rio Hudson (Clint Eastwood, 2016), Toni Erdmann (Maren Ade, 2016), Zoom (Pedro Morelli, 2016).



Fã de Miyazaki, Aïnouz, Salles, Mendonça Filho, Von Trier, Thomas Anderson, Haneke e Bergman. Dirigi dois curta-metragens "A-Ma-La" e "Senhor Linux e sua Incrível Barba", ambos pela Pessoas na Van Preta.