24
fev
2017
Dez grandes momentos da história do Oscar!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

Depois de 88 edições, não dá para falar que faltam grandes momentos na história do Oscar. A premiação que reúne os astros e estrelas do cinema já foi palco de discursos emocionados, protestos e vitórias aguardadas há muito tempo. Na nossa lista, reunimos dez momentos difíceis de esquecer!

O Oscar de Hattie McDaniel


Muito antes de toda a polêmica do Oscar sobre a questão racial, Hattie McDaniel entrava para a História como a primeira pessoa negra a ganhar uma estatueta. O feito ocorreu em 1940, quando McDaniel foi premiada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme E o Vento Levou…

O hotel que sediou a cerimônia do Oscar não permitia a entrada de negros (cabe lembrar que, na época, os EUA viviam sob leis segregacionistas) – e a atriz só conseguiu participar da festa porque o produtor David O. Zelnick pediu um favor à administração do local. Mesmo assim, McDaniel não pôde se sentar junto com o elenco de E o Vento Levou… e ficou acomodada em uma mesa ao fundo, separada dos demais.

 

 

O discurso relâmpago de Alfred Hitchcock


Hitchock nunca ganhou um Oscar de Melhor Diretor, mas, em 1968, ele recebeu um prêmio honorário da Academia chamado Memorial Irving G. Thalberg. Quem esperava um discurso memorável do cineasta se decepcionou. Para a surpresa de todos, ele só disse “Obrigado, muito obrigado” e deixou o palco da cerimônia.

A homenagem a Charlie Chaplin

 Assim como Hitchcock, Chaplin nunca ganhou um Oscar de Melhor Diretor. Perseguido por suas posições políticas, o ator ícone do cinema mudo teve que deixar os Estados Unidos no começo da década de 1950. Em 1972, o diretor dos clássicos Tempos ModernosO Grande Ditador recebeu o segundo Oscar honorário da sua carreira – o primeiro foi em 1929. Visivelmente emocionado, Chaplin foi aplaudido incessantemente pela plateia. Uma bonita homenagem ao homem que dedicou grande parte da sua vida ao cinema.

O dia em que Marlon Brando recusou o Oscar


No Oscar de 1973, Marlon Brando foi premiado na categoria de Melhor Ator, por O Poderoso Chefão. No entanto, ele rejeitou a estatueta e pediu para que a ativista indígena Sacheen Littlefeather discursasse em seu lugar. O ato foi um protesto contra o tratamento dado pela indústria cinematográfica aos nativos norte-americanos. Como o tempo de fala na cerimônia é curto, o discurso preparado por Brando só foi apresentado na íntegra depois, quando Sacheen falou com a imprensa.

A comemoração de Roberto Begnini

Quando a atriz Sophia Loren anunciou A Vida é Bela como o Melhor Filme Estrangeiro do Oscar de 1999, Roberto Begnini (diretor e protagonista do longa) não conteve a alegria. Ele subiu nas poltronas, foi pulando até o palco e em um discurso eufórico agradeceu o prêmio. Apesar de o momento ser bonito, há quem conteste a vitória do filme, afirmando que a estatueta deveria ter ido para Central do Brasil.

O discurso de Michael Moore: “Shame on you, Mr. Bush!”

“Nós amamos a não-ficção, mas estamos vivendo uma época em que temos resultados eleitorais fictícios elegendo um presidente fictício. Vivemos em uma época na qual temos um homem nos levando à guerra por motivos fictícios. Nós somos contra essa guerra, senhor Bush! Que vergonha, senhor Bush!”

Premiado em 2003 pelo documentário Tiros em Columbine, Michael Moore não poupou críticas ao então presidente dos Estados Unidos George W. Bush e à Guerra do Iraque. A reação da plateia foi diversa: enquanto uns fecharam a cara ou vaiaram o cineasta, outros aplaudiram. Certamente, um dos protestos políticos mais marcantes da história da premiação.

O Oscar póstumo de Heath Ledger

 Heath Ledger morreu antes do lançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas, e, por isso, não pôde acompanhar a repercussão que o seu trabalho como Coringa teve. Na cerimônia de 2009, Ledger foi premiado postumamente na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Seus pais e sua irmã receberam o prêmio em nome dele. Na plateia, era visível a emoção no rosto dos ex-colegas de profissão de Ledger.

 

 

O discurso emocionado de Lupita Nyong’O

A estreante Lupita Nyong’0 superou a sua principal adversária Jennifer Lawrence e levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por 12 Anos de Escravidão. A atriz, que mal conseguia segurar a emoção, fez um agradecimento especial ao diretor Steve McQueen e ao elenco do filme. Além disso, deixou também uma frase inspiradora: “Quando eu olho para essa estátua dourada, ela lembra a mim e a cada criança que não importa de onde você venha; seus sonhos são válidos!”.

A mensagem de Graham Moore

Não é costume torcer por um roteirista no Oscar: atores e diretores são os donos dos holofotes na noite da premiação. Talvez isso explique o motivo pelo qual ninguém comente ou sequer lembre do discurso de Graham Moore, que levou a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado por O Jogo da Imitação. Moore usou o seu tempo para falar da sua tentativa de suicídio e ainda deixar uma mensagem tocante. “Quando eu tinha 16 anos, tentei me matar porque eu me sentia estranho, diferente, como se não pertencesse a lugar nenhum. E, agora que estou aqui, gostaria de dedicar esse momento a toda pessoa que se sinta estranha e diferente, que ache que não se encaixa em lugar nenhum. Sim, vocês se encaixam. Eu prometo. Eu prometo que vocês se encaixam. Continuem estranhas, continuem diferentes. E quando for a vez de vocês subirem nesse palco, transmitam essa mesma mensagem para os que virão depois”.

 

 

O esperado Oscar de Leonardo DiCaprio


A vitória de Leonardo DiCaprio dificilmente vai sair da cabeça dos cinéfilos. Depois de tanto tempo de espera, de tantos filmes, de tantos “quases”, de tantas piadinhas e memes, ele colocou as mãos na estatueta dourada. As pessoas, agora, vão ter que escolhe outro alvo para zombarem quando o assunto é o Oscar. E não faltam candidatos: Amy Adams, com cinco indicações, nenhuma vitória e uma esnobada dupla neste ano, deve assumir o posto de DiCaprio.

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Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!