02
mar
2017
5 trilhas arrepiantes de filmes de terror!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

Junto com um bom trabalho de elementos técnicos como fotografia e direção de arte, a trilha sonora é um ingrediente importantíssimo na hora de causar medo ou tensão em um filme de terror. Por exemplo, a imagem de uma criatura sinistra se aproximando no escuro somada a uma música ideal pode ser algo bastante assustador.

Levando em conta a importância de uma boa trilha em longas do gênero, nós separamos cinco filmes cuja música-tema custa a sair da cabeça do espectador e deixa o filme ainda mais sinistro – ou, para usar uma palavra melhor, mais arrepiante. Deixei PsicoseTubarão de fora propositalmente, pois considero que os dois são mais suspense do que terror propriamente dito (apesar de eles sempre serem relacionados a esse último gênero). Confira:

O Exorcista (The Exorcist, William Friedkin, 1973)


Pode parecer clichê, mas simplesmente não há como falar do gênero terror sem mencionar O Exorcista – ainda mais quando o assunto é trilha sonora. O filme, que se tornou um ícone do cinema e inspirou outras inúmeras produções, traz a música Tubular Bells, de autoria do inglês Mike Oldfield. Curiosamente, não se trata de uma composição originalmente feita para o longa – o diretor William Friedkin a retirou do álbum que leva o mesmo nome.

Na verdade, antes do lançamento oficial de O Exorcista, Lalo Schifrin (o responsável pela famosa música de abertura da série de TV Missão Impossível) compôs uma trilha que, exibida no trailer do longa, levou alguns espectadores a vomitar e foi considerada perturbadora demais. Por conta disso, o trabalho de Schifrin foi rejeitado e o compositor acabou de fora do filme. Se você quiser saber se a música era tão sinistra assim, você pode ouvi-la aqui.

Halloween: A Noite do Terror (Halloween, John Carpenter, 1978)


Halloween: A Noite do Terror inaugurou uma série de dez filmes que pode ficar maior a qualquer momento (afinal, é costume de Hollywood trazer de volta às telas franquias que fizeram sucesso no passado). O longa original, que acompanha a saga de matança do assassino em série Michael Myers (Tony Moran), é mais interessante por seus recursos técnicos do que narrativos. Cada ângulo, enquadramento, iluminação e recurso sonoro aparentam ter sido minuciosamente calculados para causar medo no espectador. O diretor John Carpenter também foi o responsável pela trilha, que causa um frio na espinha sempre que surge no filme. A cena final, inclusive, em que temos a trilha acompanhada da respiração ofegante do vilão e de tomadas noturnas externas, é uma verdadeira aula de como estabelecer uma atmosfera sombria de maneira minimalista.

Jogos Mortais (Saw, James Wan, 2004)


Jogos Mortais é, assim como a sua música-tema, inesquecível. O longa de James Wan sabe prender a atenção do espectador, envolvê-lo no enredo e ainda provoca um impacto enorme com seu desfecho. Nunca vou me esquecer quando vi pela primeira vez e fiquei petrificado, sem saber o que dizer ou o que pensar. E quem teve um papel muito importante nisso é a composição de Charlie Clouser, que soa aterrorizante até quando escutada separadamente do filme.

Lamentavelmente, esse ótimo longa teve sequências totalmente descartáveis, que apenas serviram de vitrine para atores ruins, reviravoltas novelescas e mortes bizarras. E, para piorar, vem aí o oitavo filme da interminável franquia: Saw: Legacy, a ser lançado ainda em 2017.

Gritos Mortais (Dead Silence, James Wan, 2007)


Os nomes de James Wan e Charlie Clouser voltam a aparecer por aqui. Gritos Mortais pode não ser tão bom quanto Jogos Mortais – na verdade, é um filme regular que cumpre a sua função de entreter -, mas tem uma trilha que merece lugar nessa lista. Clouser, mais uma vez, mostra que não é um compositor qualquer: mantendo o mesmo estilo do seu trabalho anterior com Wan, a música de Gritos Mortais casa perfeitamente com a trama, que aborda o universo sombrio dos bonecos ventríloquos.

Corrente do Mal (It Follows, David Robert Mitchel, 2014)


Corrente do Mal foi uma das grandes surpresas entre os lançamentos de 2014. Criativo, o filme é uma raridade em tempos nos quais os estúdios lotam as salas de cinema com obras que abusam de clichês e jump-scares (falei mais sobre o longa aqui). A trilha de Rich Vreeland é um espetáculo à parte: misteriosa e sufocante, a composição representa perfeitamente a estranha criatura que persegue os personagens.

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Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!