29
abr
2017
Crítica: “Guardiões da Galáxia Vol. 2”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Guardiões da Galáxia Vol.2 (Guardians Of The Galaxy Vol.2)

James Gunn, 2017
Roteiro: James Gunn
Marvel Studios

3.5

Ah, Guardiões da Galáxia. Quem diria que uma equipe em que um terráqueo dos anos 80, uma serva de um líder genocida conhecido por ser um dos seres mais cruéis e poderosos de todos os tempos, uma mutação genética entre um guaxinim e alguma outra raça alienígena fugida de um laboratório, um cara cheio de músculos que mais parece um lutador de MMA recém aposentado e uma árvore gigante com habilidades absolutamente malucas poderiam dar certo num filme de ação.

Para muitos daqueles que estavam achando que isso era impossível, quando Guardiões da Galáxia estreou no cinema e as primeiras reações das plateias e da critica começaram a surgir, logo o mundo inteiro começou a descobrir esse grupo nada convencional.

Hoje em dia, não há nenhum nerd, mesmo que seja relativamente mal informado que não conheça Drax (Dave Bautista), Gamora (Zöe Saldana, Rocket Racum (Bradley Cooper), Peter Quill (Chris Pratt) e Groot (melhor trabalho de Vin Diesel na história).

Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, após uma fuga provocada por um furto realizado por Rocket, a equipe acaba cruzando o caminho de Ego (Kurt Russell), que se apresenta como pai de Peter Quill. Enquanto isso, Yondu (Michael Rooker) é contratado para capturar os heróis.

O filme é muito hilariante, com vários momentos de piadas hilárias. Mesmo com Rocket forçando a barra com o uso de sarcasmo e ironia não convincente e o uso e abuso das piadas com Taserface, ele ainda tem momentos que se salvam.

A fotografia é bem colorida, com tons muito saturados, sempre remetendo à velha estética dos anos 80. Nada muito fora do padrão já pré-estabelecido no primeiro filme. A edição é fluída, rápida e dinâmica como todos os filmes do universo cinematográfico da Marvel. O 3D é o ponto mais alto do longa, pois ele usa e abusa da profundidade de campo para ajudar o espectador a imergir.

Toda pensada em remeter aos anos 80, com um setlist que varia do mainstream ao desconhecido, a trilha sonora faz um trabalho de qualidade, dando muito destaque a Brandy, You’re a Fine Girl, da banda Looking Glassum contraponto ao filme anterior, na qual Blue Swede foi praticamente citada o tempo inteiro com a sua Hooked On a Feeling, sendo praticamente um hino e música tema dos Guardiões.

O filme obviamente foi pensado para funcionar no IMAX, o que fica visível até nos créditos, já que um dos selos foi especialmente feito para isso. Portanto, se você tiver uma sala com essa tecnologia na sua cidade, a imersão é mais garantida.

Os momentos de referência do filme são hilários. As participações de Howard, o Pato, David Hasselhoff e Stan Lee estão impagáveis. O pessoal que havia ficado decepcionado com Howard, o Pato na cena pós créditos de Guardiões da Galáxia não ficará tão irritado dessa vez com ele, visto que seu tempo de tela é minúsculo.

Falando em edição, os créditos estão muito hilários e sempre fazendo piadas com I am Groot (não sei quantas essa frase aparece). As cenas pós créditos, além de divertidas, são bem amarradas entre si. Por isso, não saia do cinema até o último instante se quiser entender o que acontecerá com o futuro desse universo cinematográfico. Não é o melhor filme da Marvel, mas se propõe a ser divertido. Um longa ideal para aquela tarde de tédio ou para quem quer, por um momento, se distrair com uma história com muita ação, comédia e até mesmo uma dose de drama.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.