19
maio
2017
5 coisas que você não sabia sobre Rubens Ewald Filho!
Categorias: Entrevistas, Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva
Todo ano, durante a transmissão do Oscar, o jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho rouba a atenção com seus comentários que despertam as mais variadas reações na Internet. Com cinquenta anos de carreira, Ewald Filho já passou por vários veículos de comunicação do país: Rede Globo, SBT, Record, TV Cultura, HBO, entre outros. Atualmente, comenta o Oscar e o Globo de Ouro na TNT e escreve para o jornal de Santos A Tribuna (onde começou a carreira) e para o site DVD Magazine. É também autor de peças de teatro e escritor de livros como O Oscar e Eu, Dicionário de Cineastas e O Cinema Vai à Mesa – Histórias e Receitas. No entanto, há algumas curiosidades sobre Rubens Ewald Filho que nem todo mundo sabe. Listamos cinco delas:

39 mil filmes assistidos

Aos 72 anos de idade, Ewald Filho tem a soma impressionante de cerca de 39 mil filmes assistidos. Em uma entrevista ao SBT em 2015, o crítico afirmou que não tinha amigos na infância e, por isso, preenchia a solidão com o cinema. Nessa mesma fase, começou a anotar em um caderno todo filme que via e até hoje mantém essa prática – curtas e “reprises” não entram na conta, segundo ele. Espectador incansável, diz que, às vezes, chega a ver quase 100 filmes em duas semanas.

Uma pequena coleção

Imagem meramente ilustrativa

Em um vídeo de 2010, o também crítico de cinema Pablo Villaça disse que Ewald Filho tem um apartamento em São Paulo só para guardar sua coleção de filmes. Isso mesmo que você leu. Um apartamento só para guardar filmes. Em entrevista ao Pipoca Radioativa, ele confirmou a história. “Sim, o amigo Pablo não exagerou… E não tenho mais porque não dá para fazer um download com capa dura. Como eu vivo sozinho e não tenho que dar satisfação a ninguém, não é tão difícil”, brinca, explicando ainda que a coleção também contempla revistas de cinema. “Como é enorme o prazer que eu tenho de folhear a coleção completa das revistas CinelândiaFilmelândia, que li desde criança. Elas eram tão legais e falavam de Hitchock, John Ford, cinema argentino, etc. Um dia você precisa ler”.

Dois filmes ao mesmo tempo

Em entrevista à TV Câmara Jacareí, o crítico declarou que costumava assistir a dois filmes simultaneamente. “Era uma época em que tinha muito o que ver. Normalmente, um filme era legendado e outro era dublado. Dava para acompanhar e até correr um pouquinho. Na verdade, eu fui só um precursor. Hoje em dia essa garotada de 14 anos está na Internet, vendo filme, jogando videogame, tudo junto. Fazem até mais coisas do que eu”.

Filme com a Xuxa

Rubens Ewald Filho já esteve no mesmo filme que Xuxa Meneghel. Isso foi em 1982, no polêmico longa Amor Estranho Amor, no qual a personagem da apresentadora tem relações sexuais com uma criança. Na história, Ewald Filho interpreta o assessor do Dr. Osmar (vivido por Tarcísio Meira). Antes disso, ele tinha aparecido em outros quatro filmes: A Casa das Tentações, Independência ou Morte, A HerançaAs Gatinhas.

Um Oscar inesquecível

Ewald Filho já participou da transmissão de nada menos que 34 edições do Oscar. Quando perguntado se alguma edição em especial o marcou, ele lembrou a de 1998, ano em que Titanic saiu com onze estatuetas. “Eu gostei da última transmissão que fiz na Globo, quando desligaram o microfone exterior e eu tive que identificar todos os veteranos que ganharam o Oscar e estavam presentes. Para adivinhar quem era cada um foi uma luta, mas acertei todos. Foi também o ano em que o diretor de cinema Arnaldo Jabor estava junto e, coitado, comprou briga com os espectadores porque foi falar mal do Robin Williams. No dia seguinte, todo mundo odiava ele, mas comigo foi sempre um cavalheiro”.

Tag – 5 filmes com Rubens Ewald Filho

Um filme que marcou a sua infância: Quando Canta o Coração (Two Weeks With Love, 1950). “Foi quando me apaixonei por Debbie Reynolds.”

Um filme que te deixou com medoOs Inocentes (The Innocents, 1961). “Deu arrepios para valer.”

Um filme que te fez chorar: O Barco das Ilusões (Show Boat, 1951), “Um musical belo, por sinal.”

Um clássico que você não gosta: “Tem alguns cineastas que considero superestimados. Jean Renoir acho um chato. Roberto Rosselini era outro. Gênios eram Fellini, Kubrick, Kurosawa, Welles.”

Um documentário inesquecívelNoite e Neblina (Nuit et brouillard, 1956). “Uma obra-prima.”



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!