19
maio
2017
Grandes Cenas do Cinema #8: “Perfume de Mulher”
Categorias: Grandes Cenas do Cinema • Postado por: Marcelo Silva

É a segunda edição da coluna Grandes Cenas do Cinema em que temos uma cena de dança. Algo no cinema torna esses momentos algo especial: dos movimentos “provocativos” de Simone Spoladore em Lavoura Arcaica aos passos cuidadosos de Al Pacino em Perfume de Mulher, a sétima arte não seria a mesma sem a dança. E é por isso que hoje é dia de tocar tango!

Com direção de Martin Campbell (que jamais voltou a repetir o sucesso que teve com esse filme), o filme traz Al Pacino como Frank Slade, um ex-coronel cego que contrata o jovem estudante Charlie Simms (Chris O’Donnell) para ser seu acompanhante durante um fim de semana inesquecível em Nova York. Durante a viagem, os dois passam a se envolver com os problemas um do outro e têm suas vidas transformadas.


 

 

Dramático, romântico e até mesmo cômico em alguns momentos, Perfume de Mulher possui uma das minhas cenas favoritas do cinema: o personagem de Al Pacino dançando Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, com a jovem desconhecida Donna (Gabrielle Anwar) em um restaurante de luxo em Nova York.  A cena demorou três dias para ser filmada e exigiu dos atores duas semanas de ensaio. O resultado não poderia ser melhor: os passos, a concentração de Frank Slade, o sorriso no rosto da moça, tudo está perfeito. Foi por esse papel que Al Pacino ganhou o seu primeiro e único Oscar até então. Se eu fosse fazer uma lista de cenas do cinema que gostaria de imitar na vida real, dançar tango com uma desconhecida em Nova York certamente estaria nela!

Aproveite para ler também:

Grandes Cenas do Cinema #4: “O Rei Leão

Grandes Cenas do Cinema #5: “Sindicato de Ladrões

Grandes Cenas do Cinema #6: “Taxi Driver”

Grandes Cenas do Cinema #7: “Lavoura Arcaica”



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!