12
maio
2017
Netflix Radioativa 4# – “Frank” e “Bates Motel”
Categorias: Netflix Radioativa • Postado por: João Vitor Moreno

Depois de falar de um documentário sobre a Coreia do Norte e uma série sobre o nascimento do hip-hop, a Netflix Radioativa volta com mais duas dicas do que ver neste final de semana. Se você é aquele tipo de pessoa que passa horas revirando o catálogo dessa plataforma de streaming sem se decidir sobre o que vai assistir, a quarta edição da nossa coluna pode te ajudar!

Filme

O diretor Lenny Abrahamson ganhou destaque recentemente com O Quarto de Jack (que rendeu o Oscar de Melhor Atriz a Brie Larson), mas Frank, seu filme anterior, é tão bom quanto. A trama a princípio pode afastar alguns pelo estranhamento: um jovem músico começa a trabalhar com uma banda de pop alternativo, cujo vocalista usa sempre uma cabeça gigante de papel marche.

Mas mesmo com seus absurdos, o diretor surpreende pelo carinho com que trata seus personagens e atinge um desfecho emocionalmente marcante, utilizando a música e as locações para criar um ambiente único e nunca negando o absurdo inerente à sua narrativa.

E mesmo contando com uma ótima performance central de Domhnall Glesson (uma de várias seguidas, incluindo também os ótimos Ex Machina, Star Wars: O Despertar da Força, Questão de Tempo, O Regresso e Brooklyn), o maior destaque do elenco fica por conta de Michael Fassbender, que, mesmo não utilizando seu rosto em 90% do filme, consegue ser inesquecível. No fim, Frank acaba sendo uma experiência atípica – rica, cômica e dramática. (Por João Vitor Moreno)

Série

Bates Motel já nasceu com fãs. A série produzida pela Universal Television é uma espécie de “prólogo contemporâneo” do clássico Psicose (1960), de Alfred Hitchcock. A trama acompanha Norman Bates (Freddie Highmore), sua mãe, Norma Bates (Vera Farmiga) e seu irmão, Dylan Massett (Max Thieriot). Após a morte do pai do protagonista, eles se mudam para a pequena cidade de White Pine Bay, onde compram um velho motel.
A relação mãe-filho é o foco da produção, beirando, por diversas vezes, uma situação incestuosa. A série busca aprofundar-se no personagem criado por Hitchcock e explicar os seus comportamentos. As atuações de Highmore e Farmiga (indicada a Melhor Atriz em Série Dramática em 2013, pela primeira temporada de Bates Motel) são um dos pontos altos.

O universo de Psicose é expandido e modificado de várias formas. Novos personagens são adicionados à trama, como o próprio irmão de Norman, Dylan, e personagens do filme são mudados. É interessante notar também como elementos são aplicados de forma natural a uma história icônica dos anos 60 – os smartphones são um exemplo.
A série é dividida em cinco temporadas de dez episódios cada, com cerca de quarenta minutos. A última foi concluída em abril. Por enquanto, as três primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix. É uma boa pedida, tanto para os fãs de Psicose quanto para os que nem conhecem o filme de Hitchcock. É também uma boa oportunidade para conhecer o clássico e compará-lo à história de Bates Motel(Por Mateus Reginato)

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Netflix Radioativa 2# – “Delirium” e “Caçadores de Trolls”

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Gosto de todos os gêneros cinematográficos e estou sempre aberto para conhecer novos diretores. Dentre os meus preferidos estão Woody Allen, Kubrick, Hitchcock e David Fincher. Sou estudante de Música, e não consigo passar um dia sem assistir um filme.