14
jun
2017
Crítica: “Baywatch: S.O.S Malibu”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Baywatch – S.O.S Malibu

Trey Edward Shults, 2017
Roteiro: Damian Shannon e Mark Swift
Paramount Pictures

0.5

Baywatch. Conhecida aqui no Brasil como S.O.S Malibu, a série tinha o famoso ator David Hasselhoff,  que ficou em evidência ao estrelar a série Knight Rider, conhecida no Brasil como A Supermáquina, onde David no papel de Michael Knight combatia o crime junto com um carro dotado de inteligência artificial chamado de KITT. Já em S.O.S, David era Mitch Buchannon, o líder do grupo de salva-vidas responsável por auxiliar, vigiar e proteger os banhistas da praia de Malibu. Apesar da premissa da série ser muito boba, ela acabou sendo um fenômeno.

No elenco, também tinha a ex-modelo, ex-coelhinha da Playboy Pamela Anderson, em seu primeiro papel de destaque como a bela salva-vidas C.J. Parker. Ficou na  série por 5 anos, de 1992 a 1997,  mas virou sex symbol no mundo inteiro, visto que em todas as outras produções em que estrelou tinham como único objetivo usar e abusar da sua sensualidade. Hoje, ela está reposicionando sua imagem, sendo ativista dos diretos dos animais como membro da PETA.

A série quando estreou teve um custo muito elevado para ser produzida e acabou amargando com uma audiência baixíssima. Com isso, David passou a ser produtor e investiu o próprio dinheiro na série e transformou a série num first run syndication show.

O termo first run syndication é usado para descrever que uma série acabou tendo de ser vendida para um ou mais canais. Isso é mais comum com programas produzidos  em um país e então é exportado para outro ou outros países.

O investimento deu tão certo que ela acabou ganhando mais 10 temporadas, com David sempre no papel principal e quebrar o recorde de série de TV mais assistida de todos os tempos com 1,1 bilhão de espectadores em 142 países em 1996. A série durou de 1989 até 1999, na fórmula original. Devido a saída de vários membros da equipe e da diminuição do orçamento, a série acabou por se passar em vários outros locais como Australia e Havaí. Ao fim dessas duas outras temporadas, a série se encerrou em 2001.

Depois de um tempo, teve diversas especulações de um filme da série ser realizado, mas que começou a tomar cada vez mais proporções em 2012.

Baywatch – S.O.S.  Malibu tenta pegar carona no que ainda resta de lembrança da série e tentar angariar novos fãs. Estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson no papel que era de David, trazendo uma equipe totalmente reformulada com Summer Quinn (Alexandra Daddario) como o vindouro interesse de Zac Efron, Stephanie Holden (Ilfenesh Hadera) como a segunda no comando, Kelly Rohrbach no papel que era de Pamela Anderson, e por último Zac Efron no papel de Matt Brody, ex- nadador olímpico, que, depois de dar vexame numa prova de revezamento, acabou por arruinar sua carreira.

Na trama, Mitch acha na beira da praia, um saco de flakka, uma droga, sendo ele é mais mortal do que a cocaína. A vilã é completamente caricata, com direito a trilha diferente para pontuar até o espectador mais distraído que ela é vilã. Não posso exigir profundidade de um produto completamente superficial, mas Zac Efron está mais galã de novela mexicana do que nunca.

The Rock também não faz  muito esforço, já que atua no modo automático. O filme ,vez ou outra, começa a ficar parecido com outra franquia também com The Rock como um dos protagonistas.

As atuações são sofríveis. Alexandra Daddario repete mais uma vez seu papel da franquia Percy Jackson como a garota inteligente do grupo. As piadas são muito óbvias, com The Rock implicando com Efron e o chamando de integrantes ou bandas voltadas para o publico teen. Nenhuma surpresa. Ronnie (Jon Bass) é, sem duvidas, o digamos alivio cômico (tá mais para vergonha alheia level master), mas seu papel é o de sofrer bullying nas mãos dos outros ou ter de passar por situações  constrangedoras como ereções, o pênis preso entre as tábuas de uma cadeira, seus mamilos gigantescos, entre outros.

Nem mesmo as aparições especiais de Pamela e David consegue salvar a película. Podre até a alma, está no páreo junto com Birdemic – Shock and Terror de um dos piores filmes que já vi em toda a minha vida.

Para não dizer que não falei das flores, os créditos finais mostrando os erros de gravação tem muito mais graça do que qualquer outra piada vista no filme inteiro. Isso  para não dizer as coisas óbvias como The Rock encharcado de vaselina para simular suor, The Rock e Efron sem camisa o tempo inteiro, The Rock e Efron flexionando os músculos, close gigante nos peitos e bunda de Daddario e Rohrbach, além dos ridículos planos detalhes de Mitchzinho, um mini boneco com a aparência de Mitch que muda toda a vez que ele troca de roupa ou de humor, os questionamentos do porque o maiô é tão cavado, Rohrbach ajeitando a saia para não ficar tão amostra a região, entre outras coisas vexaminosas.

Em resumo, não assistam a esse espetáculo de vergonha alheia.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.