29
jun
2017
Crítica: “Meu Malvado Favorito 3”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)

Pierre Coffin, Kyle Balda e Eric Guillon, 2017
Roteiro: Cinco Paul e Ken Daurio
Illumination Entertainment

3

Meu Malvado Favorito. Uma franquia que nos últimos 7 anos foi responsável por popularizar um bando de criaturazinhas amarelas, cuja linguagem é incapaz de ser compreendida. Também é responsável por trazer à tona alguns hits musicais meio esquecidos desde os anos 80. O músico Pharrell Williams também começou a ganhar fama, já que com a música-título Despicable Me acabou chamando atenção.

O pequeno estúdio francês Mac Guff acabou ganhando notoriedade. Hoje, este estúdio é conhecido como Illumination. A franquia acabou se estendendo por mais uma continuação e um spin-off, e agora chegamos ao 3º filme.

Meu Malvado Favorito 3 agora traz Gru (Steve Carell, na versão brasileira dublado por Leandro Hassum) perseguindo um novo vilão chamado Baltazhar Bratt (Trey Parker, na versão brasileira Evandro Mesquita), ex-idolo infanto-juvenil dos anos 80, que faz a gente se perguntar: o que aconteceria se juntássemos Prince e Michael Jackson em uma única pessoa? E a resposta é que só pode dar muito errado.

Bratt é um mala sem alça que fica repetindo seu bordão exaustivamente “Eu sou mau demais”. Para deixar ainda mais claro, Bratt ainda dança moonwalk e usa roupas roxas extravagantes com ombreiras como as de Prince, fazendo-o ficar ridículo, parecendo uma criança mimada que, infelizmente, não soube se aperfeiçoar com o tempo.

Logo, ele decide que irá destruir Hollywood, já que seu show foi cancelado, devido ao seu crescimento repentino na 3ª temporada, deixando de ser uma criança fofinha para um adolescente espinhento. Para isso, rouba um diamante que pretende usar para colocar em seu robô, já que foi um episódio, onde ele usa o raio laser disparado da cabeça do mesmo para recortar uma cidade e usando mísseis de chiclete para mandar para a Lua, que por coincidência, é do mesmo tipo que está em um boneco vendido pelo show.

Gru até recupera o diamante, mas, infelizmente, é demitido já que seu antigo chefe Silas Bundovisky (Steve Coogan, na versão brasileira Mauro Ramos) decide se aposentar e quem assume a AVL é Valerie Da Vinci. Quem também é demitida é Lucy Wilde (Kristen Wiig, na versão brasileira Maria Clara Gueiros), sua esposa.

Gru decide contar aos Minions sua demissão e logo é repreendido por Mel, um novo Minion que vira principal e organiza uma rebelião, já que Gru não quer mais voltar a ser vilão, mesmo havendo perdido o Dr. Nefario, já que havia se congelado em carbonita.

Então um homem misterioso aparece dizendo que tem noticias sobre o irmão gêmeo até então nunca mencionado ou vislumbrado na franquia. Eles vão até a casa de Dru, seu irmão gêmeo, só que com cabelo e que tentou nos últimos anos ser um vilão que nem Gru, para alegrar seu pai, já que ambos foram separados pelos pais num divórcio pedido pela mãe de Gru.

E Dru, quer honrar a tradição da família e fazer vilanias com seu irmão, mesmo não sabendo que o mesmo já havia deixado esta vida há algum tempo.

Mas Gru pretende se vingar de Bratt, usando seu irmão recém conhecido para lhe ajudar a recuperar o diamante e deter Bratt. Lucy agora tenta passar mais tempo com as meninas, mas não consegue ser uma boa mãe. Mel pega a maior parte dos Minions e os leva para algum lugar onde possam trabalhar, mas acabam sendo presos no meio da gravação de um programa estilo American Idol.

Ele e outros acabam se tornando os chefes do presídio e fazendo de tudo um pouco com os detentos. A franquia tenta a reinvenção, usando o dobro de tempo de Gru, diminuindo levemente o tempo dos Minions e diminuindo o tempo de Lucy e das meninas, mas infelizmente, o resultado não é lá dos melhores.

Se em Minions todos reclamaram do excesso de tempo dos homenzinhos amarelos em tela, esse o povo vai reclamar do excesso de Gru/Dru em tela. Visto que a dupla toma a cena quase o tempo inteiro, mas, infelizmente, posso assegurar que mesmo que o filme não tenha a mesma arrecadação que o filme anterior, é altamente provável que o filme tenha uma 4ª história, apesar de já estar confirmado um Minions 2 em andamento.

Uma franquia que começou bem, teve um meio irregular, continuou na mesma e que pelo visto, só irá piorar. Infelizmente, está faltando ao estúdio se reinventar e trazer novas produções e não depender de sua franquia mais lucrativa. A reinvenção até veio com Pets – A Vida Secreta dos Bichos, mas ainda é pouco para um estúdio que recém está completando 10 anos de fundação.

A nova música de Pharrell não será de longe tão impactante quanto as músicas dos outros dois filme, a já mencionada e óbvio, o fenômeno Happy, responsável por ser um divisor de águas na franquia, fazendo o mundo fixar quem eram os Minions,  além de fazer eles ficarem associados com essa música. Apesar de fazer uma critica de certa forma velada a Hollywood, a efemeridade de certas estrelas infantis que com o passar dos anos crescem e poucas pessoas acabam se importando com elas, ainda sim não é algo muito aprofundado ou debatido pelo próprio filme.

São nos poucos momentos em que Bratt fala mal de Hollywood em que os adultos poderão se sentir um pouco aliviados por não estarem vendo um filme totalmente dedicado a crianças de forma a fazê-los pagar um ingresso muito caro só para ver um bando de criaturinhas amarelas, fofas, burras, que falam num linguajar incompreensível, que será repetido de forma incessante pela criança assim que acabar o filme.

O 3D do filme é absolutamente dispensável, não faz nenhum sentido ter sido feito assim, já que nenhuma cena é realmente proveitosa para a imersão do filme. O 3D só foi feito para poder arrecadar mais dinheiro com o ingresso, portanto o 2D está mais do que suficiente.

Em resumo, espero uma certa reinvenção da Illumination se querem continuar atuantes, pois até mesmo a Blue Sky, outra que havia estagnado com RioA Era do Gelo está tentando sair da mesmice e fazer novos filmes, assim como a Dreamworks, que já fora diversas vezes criticada pela falta de originalidade, já que até pouco tempo atrás, só estava fazendo sequências, spin-offs e etc.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.