25
jul
2017
5 motivos para ver “Em Ritmo de Fuga”
Categorias: Especiais • Postado por: Rafael Hires

Olá, amigos. Quantos aqui conhecem o nome Edgar Wright? Aqueles que conhecem, sabem que o cara tem talento. Aquele que não o conhecem, devem ver algumas das obras que acho bom já deixar indicadas aqui: Scott Pilgrim Contra o MundoChumbo Grosso, Todo Mundo Quase Morto Heróis da Ressaca.

E agora, Edgar voltou com tudo (depois de ser chutado do projeto do filme do Homem-Formiga, na qual ele estava trabalhando já que a Marvel achou sua direção no projeto estava deixando o filme mais dissonante em relação ao resto do Universo Marvel) e mostra um bom filme de heists (ou golpes, não do tipo golpe de estado, mas do tipo entrar num banco e levar o dinheiro e sair alucinado dentro de um carro, esperando que a policia não os pegue).

Agora que está mais claro sobre o que o filme se trata, aqui estão os meus 5 motivos para ver mais este excelente trabalho.

O clima de GTA mais fiel possível

Creio que parece chover no molhado o que eu estou prestes a dizer, mas GTA é sinceramente, um dos videogames mais incríveis e bastante multifacetado na minha opinião. Indo desde a galhofa até cenas em que você precisa refletir várias vezes sobre determinados pontos de vista.

Apesar de ter gente que hoje acha que bandido bom é bandido morto, é inegável dizer que Baby (Ansel Elgort) tem carisma e de sobra, fazendo a gente se importar com ele, mesmo ele sendo o motorista que levar o grupo que faz os golpes (sempre é um grupo diferente, já que o tal contratante não quer levantar suspeitas) e isso é conduzido com uma maestria que faz grandes diretores ficarem embasbacados, podendo dar inveja a Travis Bickle e outros grandes personagens de morais ambíguas.

Trilha sonora escolhida a dedo

Se existe um grande ponto a ser exaltado nesta produção é a trilha sonora. As músicas escolhidas se encaixam perfeitamente e não acabam destoando o ritmo da narrativa. Algo que é em muitas produções, geralmente é usado para pontuar momentos significativos, aqui é feito de maneira orgânica.

Além disso, o mais importante fator é que ela é eclética. Indo de músicas com bandas bastante conhecidas como Queen, Blur, The Beach Boys e Simon & Garfunkel (sim, eles fizeram The Sound of Silence, aquela música que, hoje, está eternizada na cultura dos memes da internet, conhecida pela estrofe: “Hello darkness, my old friend…”, que é usada para enfatizar quando a pessoa está decepcionada, triste ou chateada.) até outros artistas com menos renome como Jon Spencer Blues Explosion, Carla Thomas, entre outros.

Carta aberta aos anos 80

O estilo do filme remete muito aos anos 80 pelos figurinos, a aparência de Deborah (Lily James) neste filme faz com que esta alegoria seja reconhecida, principalmente, porque o roteiro apesar de trazer aquela velha história do cavaleiro solitário contra tudo e contra todos, ainda assim, consegue fazer surpreender, já que sabe divertir e entregar algo muito bem feito, pois os plot-twists (pontos de virada) contribuem para que o roteiro seja mais palpável e agradável para o espectador comum.

O filme lembra muito outra produção feita anteriormente e que acho que foi uma grande fonte de inspiração para este: Drive, dirigido por Nicolas Winding Refn, com Ryan Gosling no papel principal, visto que ambos variam de estilos, são bem coreografados e usam e abusam de paletas de cores alternantes.

Marvel, aprenda a fazer piadas quando realmente for necessário

O filme, mesmo nos momentos de maior tensão, ainda assim, necessita de uma carga de comédia para quebrar o gelo e deixar tudo mais palatável. Isso não quer dizer que o filme precise mudar o ritmo abruptamente e virar uma comédia pastelão como é a sofrível franquia Transformers ou necessite de uma grande sessão de piadas para ser esgotada até poder seguir novamente com o filme como acontece com a maioria dos filmes do Marvel Studios.

Aqui, estes momentos são dosados, homeopaticamente, ocorrendo principalmente na questão do humor físico. Como Baby está sempre se movendo em tela e quase não fala nada, são os momentos em que ele acaba esbarrando em pessoas ou dançando em que literalmente fazem o espectador cair na gargalhada até rolar no chão. Bobo, mas muito inventivo e bem divertido.

Um filme de ação B mostrando aos filmes de ação A que não é necessário ser mais um caça níquel

Por último, mas não menos importante, o filme mostra que até mesmo o espectador mais fanático de explosões, partes de carros voando, garotas gostosas encharcadas de suor ou qualquer outro tipo de utensílio a ser usado para sexualizar mulheres ou homens pode acabar se cansando e desistindo de querer acreditar que bons filmes ainda podem ser feitos.

Este, realmente, é o filme para aqueles que estavam sedentos por inventividade e inovação, já que nos últimos anos, só super-heróis, Michael Bay, Velozes e Furiosos só tem se dado bem nas bilheterias. Acho possível que uma nova geração que está assistindo a filmes de diretores como Nicolas, Edgar e outros diretores mais novos possam influenciar e fazer, quem sabe, uma futura renovação no estilo de filme a ser feito daqui em diante.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.