20
jul
2017
8 clichês de filmes de terror que ninguém mais aguenta!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Marcelo Silva

Luzes piscando, relâmpagos nos momentos tensos, noite chuvosa, um cômodo escuro e misterioso da casa. Elementos como esses tornaram-se ingredientes quase obrigatórios para todo filme de terror. No entanto, alguns deles, repetidos à exaustão (e de forma errada), acabam se tornando extremamente irritantes, levando qualquer um a questionar por que eles ainda são usados. Estamos falando de clichês como:

Casa mal-assombrada

Uma família feliz decide se mudar para uma casa que eles sequer imaginam que é mal-assombrada. Os vizinhos são estranhos, as portas abrem e fecham sozinhas, o porão é sinistro, as luzes se apagam, surgem vozes, passos e vultos durante a noite. Um dos personagens (sempre um dos adultos) permanece cético em relação aos eventos sobrenaturais e acha que tudo é coisa da cabeça dos outros, até que presencia o horror com os próprios olhos e percebe que estava errado. Quantas vezes já vimos essa história, que podia até ter seu charme há um tempo, mas que hoje não tem mais impacto nenhum?

“Baseado em uma história real”

Na cabeça do pessoal de Hollywood, colocar a frase “baseado em uma história real” no trailer, pôster ou no começo do filme é uma excelente estratégia para dar alguma veracidade à trama e assustar o espectador. Porém, não é preciso muito bom senso para saber que pouco – ou nada, em muitos casos – do que se vê na tela tem alguma relação com a realidade. Sendo mais claro: vários desses filmes “baseados em uma história real” nada têm de real. Se até filmes biográficos tomam certas liberdades criativas, imagine um de terror.

Fantasmas nas fotos

O personagem tira uma foto descontraída e quando vai ver percebe alguma coisa estranha não só nela, mas em todos os retratos antigos que encontra pela frente ou nos próximos que acaba fazendo. Em quantos filmes você já viu isso?

Um exemplo é o enredo de Imagens do Além – uma bomba disponível na Netflix -, que gira em torno justamente da mitologia que envolve aparições de fantasmas em fotografias. Produções como O Chamado também usam, pelo menos uma vez, esse recurso.

Quando isso era novidade até dava para ter um pouco de medo, mas e agora?

Google

Assustado ou desconfiado de alguma coisa, o protagonista parte para o Google em busca de respostas. Nele, descobre que sua casa serviu de cenário de uma morte macabra, que vários assassinatos misteriosos estão acontecendo na cidade ou que algum conhecido esconde um passado sombrio. Acessando os links certos, os personagens fazem, muitas vezes, descobertas mais importantes do que a própria polícia que está investigando o caso.

Tudo bem, estamos no século 21 e é plausível que a Internet sirva até mesmo para pesquisar sobre entidades paranormais, o passado da sua casa, rua, família ou qualquer outra coisa. No entanto, esse tipo de situação virou um grande clichê dos filmes de terror da última década, sendo uma maneira preguiçosa que os roteiristas encontram para dar explicações ao espectador e fazer a trama andar.

O especialista

Depois da pesquisa no Google, é hora de chamar o especialista para resolver a situação – seja ele um padre, pastor, rabino, médium ou detetive paranormal. Em 90% das vezes, ele vai dizer: “Isso aqui é mais forte do que qualquer coisa que já enfrentei”.

Celulares inúteis

Celulares são inúteis em filmes de terror. Eles nunca têm bateria ou sinal quando a vítima mais precisa.

Chamadas no meio da noite

Aproveitando o assunto do telefone, vale a pena lembrar que, em algum momento, os mocinhos recebem uma chamada misteriosa no meio da noite. Em alguns casos, ninguém fala nada; em outros, falam coisas como “sete dias”. Depois da ligação estranha, o telefone toca de novo, a vítima vai atender completamente tensa e, para sua surpresa, quem está ligando dessa vez é o namorado, a mãe, o filho – qualquer personagem, menos o vilão.

Espelhos

O gênero terror parece que tem algum fetiche por espelhos – principalmente os de banheiros, já que é neles que surge o reflexo do espírito maligno ou do assassino em série. Um vídeo postado no Youtube traz uma compilação de vários momentos nesse estilo. Sempre que a cena envolver um espelho em um armário de banheiro, se prepare que aí vem susto (ou uma tentativa, pelo menos).

Aproveite para ler também:

5 coisas que você não sabia sobre “MIB: Homens de Preto”

O fantástico cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão!

5 motivos para amar “Trainspotting – Sem Limites”

5 coisas que você não sabia sobre “Corra!”



Quem sou eu? Uma mistura de Walter Mitty com Forrest Gump. Um cara que tem vontade de fazer tudo o que Mark Renton fez em Trainspotting. Um cinéfilo que tem a certeza de que a vida não seria a mesma se não existisse o cinema. Diretor preferido? Assim fica difícil: amo de Zé do Caixão a Stanley Kubrick!