19
jul
2017
Crítica: “Transformers – O Último Cavaleiro”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

 

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight)

Michael Bay, 2017
Roteiro: Art Marcum, Matt Holloway e Ken Nolan
Paramount Pictures

1.5

Transformers. Quem diria que um brinquedo que fez relativo sucesso nos anos 1980, advindo de uma ideia realizada por um japonês iria virar uma franquia extensa com direito a quadrinhos da editora Marvel Comics, desenhos animados, videogames e até uma franquia de filmes dirigida pelo suprassumo das explosões Michael Bay.

Pois então já foram 10 anos desde que o primeiro filme live-action dos robozões foi feito. De lá para cá, a coisa mudou tanto que nem se sabe onde foi parar o rumo da franquia, da lógica, das explosões, do nexo e por aí vai.

Neste 5º filme, Optimus Prime se lança ao espaço em busca dos criadores de sua raça, mas é controlado por Quintessa, mais uma vilã em busca de aniquilar a terra e reconstruir Cybertron a fim de voltarem a ser a raça superior.

Mas a grande diferença é que a origem dos Transformers remonta desde a época do Rei Arthur, na qual Merlin (Stanley Tucci) havia descoberto um grupo de Transformers que juntos viravam um dragão de 3 cabeças responsável por ajudar seus companheiros na batalha.

Mas é necessário fazer uma reflexão: será que realmente se fazia necessária essa nova aventura que meio que contradiz tudo o que já foi feito com a linha do tempo da franquia?

Infelizmente, mais uma vez, os trailers voltam a mentir. Já que a propaganda vendia este novo filme como aquele em que Optimus Prime dá uma surra federal no seu querido amigo, o Camaro amarelo querido da galera Bumblebee.

Sendo que de federal ou mortal, essa surra não tem nada. Foram só alguns tapinhas, nada do tipo o que Sentinel Prime em Transformers 3 havia feito com Optimus, enfiando uma espada no peito, mas não o matando. Se já não bastasse o marketing mentiroso, o filme é lento, mesmo com os 300 bilhões de planos rápidos feito para dar agilidade na montagem.

Se fossem só estes problemas, até seria possível levar em consideração. Mas, infelizmente, não é assim com Transformers. O filme necessita de mais piadinhas que os filmes da Marvel, tem personagens absolutamente desnecessários que só entraram para morrer, personagens que parecem importantes no início, mas só voltam a receber atenção no final e personagem que aparecem no meio da história, mas sua aparição é completamente injustificável.

Pensar que um dia Michael Bay desistiria de colocar explosões até para um simples espirro de pessoas mesmo, seria como tentar tirar o máximo proveito de algo infrutífero.

Michael Bay deixa muito a desejar e faz com que cada aspecto do filme seja previsível. Mesmo assim, já está lançada a aposta: este filme será um sério concorrente ao posto de filme de maior bilheteria do ano, visto que, na China, os robôs fazem um sucesso absurdo, além disso, os 2 últimos filmes já contam com uma bilheteria de mais de US$ 1 bilhão. Ou seja, dificilmente este novo não fará.

Não é preciso falar da performance de Mark Wahlberg que não convence como Cade Yeager, o humano mais importante e agora protetor dos Transformers oprimidos devido a milícia que busca achar e destruir tanto os Autobots quanto os Decepticons.

Em resumo: um mais do mesmo chato, enfadonho e muito aquém do que se esperava. Hasbro, na boa, volta a só fazer bonequinhos que assim não é necessário encher o saco de ninguém, com você fazendo Transformers ocupar o lugar de filmes bons na telonas. Fica a dica.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.