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ago
2017
Livro e Filme: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”
Categorias: Livro e Filme • Postado por: Rafael Hires

Que a influência de J.K.Rowling na infância e adolescência de milhões através do fim dos anos 90 e metade dos anos 2000, isso é absolutamente inegável. Tanto que Harry, Hermione, Rony e cia. são hoje alguns dos personagens mais citados e queridos do publico infanto-juvenil. Eu também sou fã desta, que, para mim, é uma das melhores sagas da história, mesmo muito dizendo que o conteúdo é infantil, bobinho.

Ao meu ver não tem nada errado em ser uma criança. Para mim, o maior problema é agir como uma criança que não sabe ser simpática ou deixar os outros gostarem daquilo que lhes atraí.

E, ainda, no intuito de aproveitar os 20 anos de lançamento do primeiro livro, venho aqui começar uma série de postagens que dedico a saga que marcou meu coração, começando obviamente, por aquele que deu inicio a tudo.

LivroHarry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling. Rocco. 223 páginas. Skoob.

FilmeHarry Potter e a Pedra Filosofal, de Chris Columbus. Roteiro de Steve Kloves, Warner Bros. Pictures

Livro

Publicado em 1997, o livro teve vários percalços até conseguir aprovação da editora Bloomsbury. Alias, percalços deveria ser o 3º sobrenome de Rowling, já que na vida dela, isso não faltou. Já antes de começar a publicar o primeiro livro, Rowling estava numa situação deveras difícil. Em 1990, ela se muda de Londres para Manchester, a busca de um novo apartamento. Depois de uma semana sem encontrar nada muito atrativo, ela retorna. E nesta viagem, seus icônicos personagens começaram a aparecer, além da decisão de que seriam necessários 7 livros para poder contar esta história do melhor jeito possível.

No final daquele ano, a mãe de Rowling morrera, vitima de uma esclerose múltipla e isso abalara seu emocional. Quase um ano depois, ela se mudou para Porto, em Portugal, onde começava a dar aulas de inglês. Seis meses mais tarde, terminara os três primeiros capítulos e conhecera Jorge Arantes, com quem casou e teve uma filha. No final de 1993, ela volta para o Reino Unido devido ao divórcio e seu trabalho. Foi viver com a filha na casa de sua irmã e cunhado em Edimburgo. Ela entrou em depressão e ficou com dificuldades em escrever. Depois de concluir seu trabalho em 1996 e digitar duas cópias do mesmo, Rowling escreveu para a Biblioteca Central de Edimburgo para procurar agentes literários. Depois que doze editoras rejeitaram o livro, a autora recebeu a aprovação do editor Barry Cunningham em 1996, que trabalhava para uma pequena editora chamada Bloomsbury Publishing.

Mesmo assim, a coisa ainda não estava totalmente certa. Apesar da aprovação do livro no entanto, a maior preocupação da editora era o seu nome. Little havia percebido que homens não liam ficções escritas por mulheres, então os editores pediram para Rowling adotar um pseudônimo que não mostrasse seu nome completo. Antes da publicação, Rowling adotou o pseudônimo “J. K. Rowling”, para ocultar o nome “Joanne”. A letra “K” se refere a “Kathleen”, o nome de sua avó. Antes de publicar o livro, a Bloomsbury enviou cópias para vários críticos e editores, com o objetivo de reunir algumas opiniões e percepções. Com isso, também procurou conseguir algumas críticas que apoiariam a publicação de uma obra de autor desconhecido. Depois de receber elogios, Cunningham contratou Thomas Taylor, um ilustrador, também desconhecido, para a edição do livro, devido, em parte, à falta de orçamento.

O titulo aqui no Brasil ficou a cargo da Rocco. Sua primeira versão (ver imagem acima) ainda não continha o já famoso, icônico formato de letra de raio, característico da saga. A tradução ficou sob a tutela de Lia Wyler.

O livro conta um dia incomum para o sr. Válter Dursley, que está indo trabalhar na empresa Grunnings, da qual era diretor, que fazia perfurações. Mas ele fica estranhado ao ver um gato lendo um mapa, ao sair do estacionamento. Quando vai na padaria, vê um bando de pessoas com capas. Se isso fosse o bastante para enervar Valter, o que o tal homem diz que ele percebe é que estão falando de algo lhe arrepiara os cabelos: “Potter, e seu filho Harry…”. Se isso já não fosse o bastante, Valter acaba topando com um homenzinho que diz que hoje era um bom dia para se viver, já que Você-Sabe-Quem havia sumido e o chama de trouxa. Resabiado, Valter volta e começa a perguntar sobre o filho de sua irmã e Valter liga os pontos: todo aquele dia tinha o dedo dos Potter.

Então, um homem de barba branca chega e apaga as luzes dos lampiões, com o uso de um aparato chamado Desiluminador, objeto que tinha a aparência de um isqueiro e que sugava e redistribuía luz. Também lá estava o mesmo gato que Valter vira mais cedo no trabalho, que na verdade, se revela a professora Minerva McGonagall, uma animaga que Transfiguração e o tal homem é Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore, ex-professor de Transfiguração e hoje diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, escola milenária onde os pais de Harry estudaram, assim como outros milhares de bruxos, incluindo Você-Sabe-Quem.

Os dois conversam sobre a terrível morte dos pais de Harry e Hagrid, ex-aluno e guarda-caça o traz. Gigantesco, mas gentil, Hagrid é guardião da escola e fica desolado em ter de deixar Harry com os Dursley, mesmo sendo a única família que ele possui, além do fato de McGonagall ter espionado eles o dia inteiro e ver que eles não eram boa gente. Dumbledore insiste e que, um dia tudo será contado ao menino e deixa na trouxa do garoto, um bilhete endereçado. Apesar disso, os próximos dez anos serão os mais árduos e difíceis na vida dele, já que os Dursley são meio que obrigados a contragosto a adota-lo e cuidar dele e, ao aceita-lo, não pretendem contar o que realmente aconteceu com ele.

O livro é muito divertido com várias piadas, não ao estilo estupido da Marvel de fazer piadinhas, mas do jeito britânico, sempre puxando para o irônico e, vez ou outra, sarcástico. Apesar de algumas passagens como “pele de elefante velho” parecerem toscas e forçadas, ainda assim, são divertidas. O ritmo do livro é muito bom, sendo bem orgânico o desenvolvimento da narrativa.

A amizade feita por Harry, Rony e Hermione é bem apresentada, visto que ela, mesmo tendo sido humilhada por Rony, ao dizer que ela não tem amigos, decide os defender, já que eles tentaram impedir o trasgo de mata-la. Mesmo sendo de uma forma até apressada e não mostrando a raiva que ela tinha pelos garotos terem entrado, inadvertidamente, no corredor do 3º andar, mas não pelo duelo que não aconteceu com Malfoy, por simplesmente não se darem conta.

Um dos problemas que foram achados, pelo menos na edição que eu li foi esta na ocasião onde Harry e Rony estão falando sobre os doces:

Rony diz: “Jorge jura que até de bicho-papão ele já encontrou!”

Sendo que no original, tenho quase certeza, que a tradução mais correta seria meleca. Até no próprio filme, tanto na dublagem quanto na legenda está escrito meleca. Um erro de tradução um tanto inacreditável, visto que eu tenho a primeira versão e fui conferir e lá estava meleca.

As diversas situações pela qual o trio passa são incríveis. Desde a primeira partida de Quadribol, a descoberta do Espelho de Ojesed, a desesperada tarefa de tirar Noberto, o dragão, do castelo, a luta contra o trasgo, o castigo na Floresta Proibida, a descoberta de Fofo e praticamente, o 3º ato inteiro.

O maior conflito no desenvolvimento da história foi na batalha final, algo que poderia ser chocante, acaba por não ser, em minha opinião, tão impactante, pois não houve exatamente um confronto físico que possa fazer o leitor se empolgar, além do fato de parecer meio apressado para poder resolver as pontas soltas deixadas anteriormente para deixar novas para o próximo livro. Ainda assim, consegue prender a atenção e é deveras divertido.

Filme

Em 1997, o produtor David Heyman estava em Hollywood à procura de um livro infantil que pudesse ser adaptado. Sua equipe então lhe sugeriu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Um ano depois de apresentado o novo projeto aos estúdios Warner Bros., Rowling vendeu os direitos dos primeiros quatro livros. Como restrição, Rowling afirmou que o elenco principal fosse estritamente britânico, permitindo que apenas algumas exceções, como o ator Richard Harris para o papel de Dumbledore. Originalmente, Steven Spielberg foi considerado para dirigir A Pedra Filosofal, no entanto recusou. Uma das principais sugestões de Spielberg era adaptar o livro na forma de um filme de animação (olha que perigo). Também pensou que seria possível incorporar elementos dos livros nesta adaptação.

A primeira escolha de Rowling para a direção foi Terry Gilliam, mas Warner Bros. decidiu que Columbus era o mais experiente com base em seus trabalhos anteriores como Esqueceram de Mim e Uma Babá Quase Perfeita. Em um período de duas horas, Columbus visualizou o aspecto artístico do filme, afirmando que ele queria que as cenas com os trouxas fosse “amargas e chatas”, em contraste com os segmentos do mundo bruxo, que ele via como “colorido, enérgico e detalhistas”. Inspirado pelo filme Grandes Esperanças , assim como em Oliver Twist , ambas do diretor David Lean e O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola, Columbus esperava imitar “esse tipo de escuridão e de transição cênica, juntamente com a qualidade fílmica inerente” para o novo projeto.

Steve Kloves foi contratado para escrever o roteiro adaptado. Depois de receber uma seleção de livros pertencentes a sinopses que poderiam ser adaptados para o cinema, Kloves conheceu Harry Potter, o qual decidiu comprar. Conforme foi lendo, foi gradualmente se tornando um fã da série. Quando entrou em contato com a Warner, coincidiu com Rowling em que no filme tinha que ter uma essência britânica, traduzida em atores dessa nacionalidade. Antes da oferta de duas empresas britânicas, a Warner começou a etapa de filmagens nos estúdios Leavesden, mesma onde foi concluída em julho de 2001. As propostas consistiam em fornecer medidas de segurança dentro das locações, dispor dos estúdios Leavesden, bem como modificar as leis de trabalho infantil.

O filme é bem feito. O castelo de Hogwarts é imponente, riquíssimo de detalhes, cores bastante espalhafatosas, detalhes em ouro. O modo como foram feitos alguns dos efeitos é realmente surpreendente, como as velas, elas realmente foram penduraras por minúsculos fios e pareciam ser mover, através do sistema de polias construído para a ambientação. O teto do castelo ficando parecido com o céu durante a noite, também é impressionante. Os jardins sempre verdejantes são muito vivos.

A casa dos Dursley, óbvio, tem fotos de Duda espalhadas por quase todos os cantos. O tal armário sob a escada onde Harry dorme é muito apertado, sendo muito difícil acreditar que realmente é possível se viver naquele ambiente insalubre, já que empoeirado, debaixo dos pés de todos, feito de madeira, com vários objetos amontoados, enfim, o pior ambiente possível.

A fotografia é bem representada por tons mais pasteis e meio frios quando está com os Dursleys e mais quente, acolhedora e vivida quando os bruxos aparecem. Os trouxas apesar de usarem roupas comuns, fazem Harry usar trajes antigos de Duda, visto que são enormes e totalmente desproporcionais ao corpo de Harry. Seu óculos é aquele velho modelo, fundo de garrafa, quebrado no meio, por conta de Duda e seus amigos, que o perseguem (bullying antes da conotação que fora desviada pelo mau uso da mesma).

A edição é meio difícil, visto que era crianças, em sua grande maioria, não atores ou de muito pouca experiência, por isso, foi necessário o uso de vários cortes, já que por serem crianças, era difícil mantê-las, sob certo aspecto, absortas na realidade ao qual estavam submetidos. Mas, nada que prejudique.

A atuação é magistral. Tanto o elenco mirim, quanto o mais experiente. Resalto do elenco mirim, as atuações da jovem Emma Watson, que, mesmo tendo quase nenhuma experiência na época, conseguiu dar o tom de metida, inteligente e até um pouco sarcástica. Daniel Radcliffe faz Harry muito bem e me surpreende um garoto como ele conseguir ser um profissional tão competente, mesmo tão novinho. Outro que faz seu papel bem é Tom Felton, como sendo o mala e impertinente Draco Malfoy. Nariz empinado, sempre com ar de superioridade, tentando pegar carona ao tentar ser amigo de Harry, Tom dá o ar necessário característico de Malfoy.

Do elenco adulto, quem rouba a cena é Robbie Coltrane, como Hagrid. Gigante, imponente, com a ajuda de botas enormes, ele tentou fazer algo como Bob Hoskins em Uma Cilada para Roger Rabbit, que interpretou Eddie Valiant, detetive que trabalha com casos de desenhos que passam da linha e que tem seus momentos de comédia. Robbie consegue ser divertido, atrapalhado e sério. Outra grande achado é Richard Harris, interprete de Dumbledore, que consegue ser aquele vô que você teve que era legal, fofo e gentil. Mas, óbvio, quando necessário, sabe ser duro.

Alan Rickman, mesmo já estando estigmatizado como o vilão Hans Gruber de Duro de Matar, com Bruce Willis, aqui faz Severo Snape, o diretor da Sonserina e a cargo da temível aula de Poções. Alan só com caras e bocas consegue ser mais expressivo do que o interprete de Quirrell, que mais parece estar atuando no modo robótico, mesmo nos momentos de gagueira. Maggie Smith, a professora Minerva, que dá aula de Transfiguração e diretora de Grifinória, tem aquele ar ríspido, exigente e muito penetrante, quase querendo pular no pescoço de quem ousar a fazer o menor deslize.

Curiosidades

Tanto o livro quanto o filme obtiveram grande êxito. O primeiro livro vendeu 120 milhões de exemplares e já foi traduzido para mais de 65 idiomas. O filme teve um orçamento de 125 milhões, arrecadou quase US$1 bilhão e chegou a ficar no pódio, contra filmes como Star Wars – Episódio I – A Ameaça Fantasma, O Rei Leão, O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, perdendo na época, obviamente, para Titanic, que hoje ocupa a 2ª posição do pódio.

Os estúdios Leavesden, em Londres, foi utilizados em todos os filmes da série. Com o sucesso, surgiram vários videogames, como os que adaptavam a história de cada filme lançado. O filme concorreu em 3 categorias do Óscar de 2002, mas perdeu para O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel. Aliás, em toda a história, a série original não ganhou nenhum Óscar. Só este ano, Animais Fantásticos e Onde Habitam, derivado dos livros e que tem roteiro original e será feito em 5 filmes, ganhou o prêmio de figurino.

Existem algumas coisas que irritam os fãs como a inexistência de Pirraça, visto que nos livros, ele aparece para infernizar a vida do trio. Ele até iria aparecer, mas sua participação foi cortada na edição. Hagrid contava já no castelo onde Harry e os Dursleys estão fugindo sobre os pais, mas eles acabaram deslocando este fato no filme mais para frente. No livro mostra um pouco da vida da família Dursley um dia antes de Harry chegar em sua casa, enquanto no filme, essa cena foi descartada, abrindo com Dumbledore, McGonagall e Hagrid chegando à rua Privet Drive deixando o bebê Harry na porta dos Dursley. No livro, Harry conhece Draco Malfoy no Beco Diagonal, exatamente na loja de Madame Malkin enquanto compram os uniformes para Hogwarts. No filme, os dois só são apresentados e se desentendem no castelo.

No livro, a primeira pessoa a ser chamada para colocar o Chapéu Seletor na cabeça é Hannah Abbott. No filme, é a Hermione. No filme, após Harry ser escolhido como apanhador para a equipe de Quadribol da Grifinória, Hermione mostra um troféu da escola informando que seu pai, James (Tiago) também foi um apanhador. Esta informação não é confirmada em qualquer momento nos livros, embora é dito que James (Tiago) foi um excelente jogador de Quadribol. No livro, Norbert, o dragão, é levado por Harry e Hermione numa caixa embaixo da Capa/Manto da Invisibilidade para a Torre de Astronomia, onde devem encontrar com o irmão mais velho de Ron, Charlie Weasley, no filme, é mencionado por Hagrid que Norbert foi levado por Dumbledore.

A ida à Floresta Proibida devido a um castigo foi alterada: no livro, Harry e seus amigos são pegos por Filch logo depois de saírem da Torre de Astronomia, enquanto no filme, acontece com Malfoy os vendo na cabana de Hagrid e acusando-os para a professora McGonagall. Também no livro, quem vai com eles não é Ron, e sim Neville, que está na ala hospitalar devido a briga com Malfoy que acontecera mais cedo. No livro, Neville também está junto de Harry, Ron e Hermione quando chegam por engano na sala onde está Fofo, o cão de três cabeças. No livro, quando pegam as chaves voadoras, Ron e Hermione também voam para ajudar Harry, mas no filme, apenas ele voa.

No filme, as peças brancas do xadrez mágico mostram suas espadas para impedir a passagem de Harry, Ron e Hermione para a porta ao lado, de modo a entender que eles tem que jogar e vencer para continuar. No livro, Ron pergunta a um cavaleiro negro se eles devem se juntar a eles para derrotar as peças brancas e cruzar a porta, para o qual o cavaleiro negro responde que sim, fazendo o jogo acabar com as peças pretas ganhando no comando de Ron. Quando Ron cai ferido após o jogo de xadrez, Harry e Hermione seguem em frente e chegam primeiramente em um sala onde encontram um trasgo desmaiado e em seguida outra sala com um enigma de poções criado por Snape. Esta cena não está incluída no filme, onde Hermione fica para atrás cuidando de Ron e Harry vai sozinho diretamente para a sala onde está Quirrell.

No livro, durante o confronto final entre Harry e Quirrell, este amarra o menino com cordas, enquanto no filme isto não acontece, além de ser mencionado que Dumbledore é quem realmente derrota Quirrell/Voldemort salvando Harry. No filme, Harry os derrota, desmaia e é resgatado em seguida.

Concluindo

Ambos são obras de grande valor e muito bem conduzidas. Mesmo hoje, alguns podendo dizer que os efeitos visuais eram toscos, sem refinamento e muito aquém, ele é divertido e não envelheceu tanto desde sua estreia há 16 anos. E, certamente, é um dos favoritos dos fãs. O livro tem este problema de ritmo no final, mas não é algo absurdamente execrável, pois era o primeiro e tinha a obrigação de dar uma grande pá de informações que iriam se perpetuar ao longo de quase uma década.

Para mim, é totalmente desculpável. O que não é desculpável é a divisão mais que arbitrária do ultimo livro em 2 a fim de ganhar mais, enquanto que no 5º, seu tomo é muito maior e mais recheado de informações que no último.

Na minha opinião, é algo que vale a pena ser lido, já que é o primeiro da série e por isso, deve ser encarado de forma mais leve, já que era algo intencionalmente planejado pela autora. Capaz de fazer adultos e crianças se emocionarem e se divertirem.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.