25
ago
2017
Netflix Radioativa 11# – “O Fantasma do Futuro” e “Rick and Morty”
Categorias: Netflix Radioativa • Postado por: Rafael Hires

Depois do especial anime, agora venho com uma obra cyberpunk adaptada recentemente e uma séries mais piradas da atualidade.

Filme

Robôs, neon, hologramas. Só por essa premissa, muitos desavisados poderiam achar que eu poderia me referir a Blade Runner – O Caçador de Androides, mas não. Me refiro a O Fantasma do Futuro, obra de Masamune Shirow. No ano de 2029, o mundo ficou completamente informatizado, mas ainda tendo pobreza e miséria. Nesse cenário, a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko é uma ciborgue altamente treinada incumbida de desmantelar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches.

Com visuais de tirar o fôlego, o filme traz a tonas questões como: “Mesmo seu corpo tendo recebido diversos enxertos tecnológicos, você ainda pode ser considerado um humano?” “Maquinas tem sentimento?” “Qual o limiar do humano e do mecânico?”. Vale a pena conferir, não só pela questão ideologizante, mas pelo visual que remete a obras famosas como o já citado Blade Runner, além de poder observar as futuras obras que ele inspirou como a já famigerada trilogia Matrix, das irmãs Wachowski, O Quinto Elemento, de Luc Besson, e muitas outras. Vale a pena conferir.

Série

Imagine um velho que possui um aparato que pode te fazer viajar no tempo e no espaço, vivendo altas aventuras com um garoto. Creio que terá pensado em De Volta Para o Futuro, não? Bom, e se eu lhe disser, que esta visão está equivocada, já que o tal velho anteriormente citado é um alcoólatra, viciado, que parece ter síndrome de Tourette, transa com meio mundo e o garoto é um mala, medroso, sem qualquer habilidade especial? Bom, isso é Rick & Morty.

Rick Sanchez, cientista brilhante, supra racional, inventa uma maquina de portais e passa a viajar entre milhares de dimensões paralelas com seu neto fazendo de tudo um pouco e causando caos no processo em todo o lugar em que passam. Essa série tem chamado atenção, já que, vez ou outra, acaba trazendo algumas referências obscuras e fazem as pessoas tentar entende-las em fóruns na internet, além de fazer questionamentos sobre politica, religião, sexualidades, temas considerados tabus ao serem mencionados nas mais variadas rodas de conversa, já que tem gente que teme em falar para não criar caos ou perder a amizade.

Rick & Morty, apesar de exagerar quase 90% do tempo, ainda assim, tem um viés questionador, meio que seja algo por debaixo dos panos. Mas, ainda assim, é divertido e muito bem feito. E se está com medo de acompanhar a mais recente temporada, não se preocupe. Mesmo o primeiro episódio da nova temporada sendo uma continuação do último da segunda, ele não interfere na cronologia, meio pré estabelecida da série.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.