01
nov
2017
10 filmes para se assistir no Halloween (Dia das Bruxas)
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Rafael Hires

Buuuu. A bruxa, hoje, está á solta no Pipoca Radioativa. E para homenagear a data tenebrosa (trevosa) do ano, indicamos alguns clássicos do terror para você assistir.

Halloween – A Noite do Terror (Halloween. John Carpenter, 1974)

O mestre John Carpenter é muito conhecido por seus filmes cheios de mistérios, como Eles Vivem e O Enigma de Outro Mundo. Mas sua obra-prima é indiscutivelmente Halloween. O primeiro filme da série fala sobre Michael Myers (Tony Moran, quando adulto e Will Sadin, quando criança), que assassina brutalmente sua irmã (Sandy Johnson) na noite do Dia das Bruxas. Então, ele é colocado num manicômio durante 15 anos, onde no dia 30 de outubro ele escapa e volta para a sua cidade natal dando inicio a um sanguinolento e macabro Dia das Bruxas.

Na época, ele foi um dos pioneiros no gênero slasher, que ficaria caracterizado por ser um filme onde um assassino quase onipresente e onipotente mandaria meio mundo pro túmulo, causando um alvoroço tremendo. É até hoje um dos filmes de baixo orçamento mais rentáveis da história. Sua mascara é, nada mais, nada menos do que um rosto do ator William Shatner, o eterno James Tiberus Kirk, de Jornada nas Estrelas, pintado de branco.

O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre. Tobe Hooper, 1974)

Infelizmente, o grande mestre Hooper nos deixou esse ano. Mas conseguiu preservar um legado no terror, que se equipara a poucos. Ele tinha, em seu currículo, Poltergeist e Pague para Entrar, Reze para Sair. Mas sua maior criação é O Massacre da Serra Elétrica. No filme, um grupo de 5 amigos está viajando para verificar se o tumulo do seu avô no Texas não havia sido violado, devido a relatos de supostos atos de vandalismo que acontecia no cemitério local.

Depois de verificar que a tumba está intacta, eles param em um posto, mas descobrem que não há combustível. Os jovens decidem seguir até a antiga casa dos avós de Franklin (Paul A. Partain) e Sally (Marilyn Burns), mas são parados por um caroneiro (Edwin Neal) que corta a si mesmo e fere Franklin com uma navalha, sendo imediatamente expulso da van. Chegando na fazenda, os jovens começam a examinar o lugar. Enquanto Kirk (William Vail) e Pam (Teri McMinn) procuram um lugar para nadar, escutam um gerador em uma casa nas proximidades. Kirk entra para pedir combustível, mas é atacado com um martelo por um homem (Gunnar Hansen). E a partir daí, começará uma matança desenfreada.

O filme é mais um da lista de produções de baixo orçamento que conseguiu arrecadar muito dinheiro. Virou clássico cult e cultuado por uma legião de fãs. Sua inspiração vem de um mais infames e notórios serial killers, chamado de Ed Gein, que acabou inspirar vários outros autores a fazerem filmes explorando a sua imagem, como Robert Bloch, que o usou para escrever Psicose que viria a ser dirigido por Alfred Hitchcock e Thomas Harris que criou o personagem Hannibal Lecter e escreveu  O Silencio dos Inocentes, dirigido por Jonathan Demme, cujo papel é interpretado por Anthony Hopkins.

A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street. Wes Craven, 1984)

Outro grande clássico feito por outro grande diretor que já foi pro céu. Wes Craven é, sem duvida, o maior nome do terror. Criou Aniversário Macabro,  a franquia Pânico e Quadrilha de Sádicos. Mas seu trabalho mais prolifico foi A Hora do Pesadelo. Um grupo de adolescentes acaba tendo pesadelos com um homem de aspecto duvidoso, que possui uma luva de laminas afiadas e que faz o sono deles ser um inferno. Agora, tudo o que acontecer no sonho, se refletirá no mundo real.

O filme vinha na esteira da onda slasher que havia tomado os EUA de assalto. Anos depois, acabou tendo um crossover, até esperado, entre o assassino dos sonhos e o assassino de campistas. O personagem Freddy Kruger, interpretado por Robert Englund, entrou na galeria de vilões mais amados do horror, junto com Michael Myers, Leatherface e o tal assassino de campistas.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity. Oren Peli, 2009)

Um dos mais recentes fenômenos, que acabou entrando no primeiro lugar da lista comentada anteriormente, fez com que o mundo inteiro passasse a consumir filmes com o estilo câmera na mão e usando filmagens “encontradas”. Atividade Paranormal fala sobre Katie (Katie Featherson) e seu namorado Micah (Micah Sloth). Eles vivem em uma casa onde Katie afirma que ela é demoníaca e tem atormentado ela mesma desde jovem. Durante uma visita à casa, um doutor amigo da família (Mark Fredrichs), que afirma ser um paranormal, diz que eles estão sendo atormentados por um demônio que se alimenta de energia negativa e que pretende assombrar Katie não importa onde ela vá.

Ele recomenda que eles contatarem um demonologista, mas Micah fica relutante e argumenta com Katie. Todas as noites, Micah monta uma câmera em um tripé no quarto deles para tentar gravar qualquer atividade paranormal que venha acontecer enquanto eles dormem. Ele consegue capturar vários fenômenos, como objetos se movendo, luzes e televisores ligando e desligando, sons de vozes, grunhidos, passos e pancadas. As estranhas ocorrências no meio da noite passam a envolver Katie acordando e passando várias horas parada olhando Micah enquanto ele dorme, e indo sentar-se no balanço do lado de fora da casa e a coisa vai ficando cada vez mais tensa.

Foi um dos responsáveis por fazer filmes de fantasmas serem relevantes novamente e um dos fenômenos de maior popularidade recente, obtendo até um apoio generoso do mestre Steven Spielberg para a criação de um final alternativo.

Jogos Mortais (Saw. James Wan, 2004)

Jogos Mortais foi outro marco na história do horror, que acabou gerar um novo nicho chamado de torture porn, onde o maior interesse é ver membros sendo decepados, sangue escorrendo como água e vísceras sendo lançadas na frente da tela, para “deleite” do espectador. O cineasta estreante James Wan assim criou Jogos Mortais. Um serial killer conhecido como Jigsaw é responsável por sequestrar pessoas e as colocar em um ambiente onde devem resolver um quebra cabeça a fim de escapar de alguma armadilha mortal.

A história é bastante intricada e o final gerou um dos plot twists mais incríveis da década passada. Alguns podem não gostar do nível sanguinolento do filme, mas ele não incomoda como em outras produções que se destacam pelo excesso da nojeira.

IT – A Coisa (IT. Andrés Muschietti, 2017)

Um fenômeno recente que já é descrito como um dos maiores filmes de terror desta década é IT – A Coisa. Baseado na obra do mestre do horror Stephen King, o filme conta a história de um grupo de pré adolescentes que acabam sendo atormentados por uma figura que explora os seus maiores medos, mas que seu visual é caracterizado como um palhaço (Bill Skarsgård).

O autor sempre admitiu ter medo de palhaços e decidiu elevar isso a uma potencia inimaginável. Uma das possíveis inspirações pro filme é o serial killer John Wayne Gacy, que se vestia de palhaço para atrair crianças. Ele as estuprava e as matava com requintes de crueldade. O filme pega carona no fenômeno Stranger Things que tem King como uma das maiores influências.

O Iluminado (The Shining. Stanley Kubrick, 1980)

Outra grande obra do mestre King gerou um filme de terror de gelar a espinha. Esse é o caso de O Iluminado. Jack Torrance (Jack Nicholson) é um professor que está sob um bloqueio criativo e acaba sendo contratado como zelador do Hotel Overlook, uma hospedagem que não funciona durante o inverno, devido as fortes tempestades de neve que ocorrem na região.

Jack se muda com sua família e lá houve sobre um antigo caso de transtorno por causa do isolamento, que levou a sua morte e a da família. A principio, tudo parece pacato com o local, mas logo ele se revela bastante incomodo, já que o filho Danny (Danny Lloyd) acaba tendo visões macabras com o hotel e Jack começa a ter surtos de raiva súbita com sua esposa Wendy (Shelley Duvall).

O filme foi amplamente criticado por King, que disse que Kubrick havia mudado a obra e cometidos erros crassos. Seja como for, o filme é ótimo e rende bons sustos aos desavisados.

O Chamado (The Ring. Gore Verbinski, 2002)

Baseado num filme de terror japonês, O Chamado conta a história de Rachel, que está investigando a morte de sua sobrinha Katie, que pode estar relacionada a uma fita de vídeo estranha que, supostamente, contem o espirito de uma garotinha e assim que o filme acaba, o telefone toca com uma voz rouca dizendo: “Sete dias”.

Ele foi responsável por uma entrada de filmes baseados em produções japonesas de horror que originaram O Grito, outra produção marcante e Água Negra, este último não sendo impactante ou bom quanto seus “irmãos”.

O Exorcista (The Exorcist. William Friedkin, 1973)

Um dos únicos filmes de terror até hoje indicados para o prêmio de mais alta relevância do cinema mundial, O Exorcista é um dos filmes mais interessantes e que consegue deixar até o mais inexpressivo dos espectadores esboçar algum tipo de medo. Na trama, o arqueólogo e padre Lankester Merrin (Max von Sydow) visita uma escavação onde foi encontrada uma pequena escultura de pedra de uma criatura bestial e horrível. Merrin depois encontra uma estranha estátua de Pazuzu, que tem uma cabeça similar àquela anteriormente encontrada.

Enquanto isso, Damien Karras (Jason Miller), um jovem padre começa a duvidar de sua fé ao lidar com a doença de sua mãe. Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz que está filmando em Georgetown, percebe dramáticas e perigosas mudanças de comportamento em sua filha de 12 anos, Regan (Linda Blair). A menina tem uma convulsão e demonstra poderes sobrenaturais como levitação e grande força. Regan fala palavrões e blasfêmias com uma voz demoníaca masculina. Inicialmente, Chris pensa que as mudanças de Regan estão relacionadas à sua entrada na puberdade, mas os médicos suspeitam de uma lesão em seu cérebro. Regan é submetida a uma série de exames médicos desagradáveis que não acusam nada de anormal, e o médico recomenda Regan a um psiquiatra, a quem Regan ataca violentamente. Ocorrências paranormais continuam a ocorrer, incluindo a cama sacudindo, barulhos estranhos e movimentos inexplicáveis.

O filme é circundado por uma “maldição” assim como outras produções das décadas de 70 e 80, como PoltergeistA Profecia, O Bebe de Rosemary, entre outros filmes. E apesar dos pesares, foi junto com O Sexto Sentido um dos filmes de maior bilheteria da história do horror, sendo ultrapassado por IT – A Coisa.

A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead. George A. Romero, 1968)

Se você acha que zumbi só tem a fama que tem hoje por causa de The Walking Dead, tanto pela série, quanto pelo quadrinho, é por que você não viu este clássico do terror. George Romero era um diretor estreante quando fez A Noite dos Mortos-Vivos. A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue.

Apesar de parecer meio tosco, o filme logo alcançou status de cult, além de entrar para o seleto grupo da lista que eu havia mencionado. Ele foi um dos responsáveis por iniciar uma exploração ávida pelo tema zumbi. Apesar de hoje em dia, o tema haver sido saturado com tantas produções envolvendo os mortos-vivos, esse é recomendado para quem não conhece aquele que começou com tudo.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.