17
nov
2017
10 filmes animados da DC Comics!
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Rafael Hires

Em meio a todo esse furor causado nos últimos 3 dias devido a estreia de Liga da Justiça, decidimos apresentar a vocês as 10 animações feitas pelo DC. Os filmes aqui apresentados não estão numa ordem de preferência.

Batman – A Máscara do Fantasma (Batman: Mask of the Phantasm. Eric Radomski e Bruce Timm, 1993)

Sem sombra de dúvidas, uma das séries animadas mais bem quistas de todos os tempos é Batman – A Série Animada dos anos 90. Vencedora de diversos prêmios Emmy, a série ainda gerou um filme chamado A Máscara do Fantasma. Numa onda de crimes (como sempre), um vigilante mascarado acaba por matar vários criminosos, ao mesmo tempo, todos agora estão na mira do Homem Morcego. Agora, cabe a Bruce provar sua inocência, enquanto ainda tem de lidar com o Príncipe Palhaço do Crime.

O filme segue exatamente a linha da série animada, sem tirar nem pôr. E isso é feito de maneira muito bem arquitetada e as subtramas da narrativa são deveras interessantes.

Mulher Maravilha (Wonder Woman. Lauren Montgomery, 2009)

Não, você não leu errado. Antes de Gal Gadot ser a primeira super heroína a ter um filme solo, Mulher Maravilha já tinha tido sua aventura solo numa animação. A animação é baseada no arco de histórias ilustrado por George Pérez, mesmo ilustrador de Crise nas Infinitas Terras.  A animação é uma das referências no filme de Patty Jenkins e Gal Gadot, onde mostra como as amazonas foram parar em Temiscira, a ascensão de Ares devido a guerra e até Steve Trevor, o futuro interesse romântico de Diana.

A animação é de excelente qualidade, mesmo o traço sendo diferente da HQ. A trilha sonora é magistral e acabou por resgatar a popularidade da princesa das amazonas, que havia perdido um pouco do brilho, devido a rápida ascensão de outra personagem feminina, a Arlequina.

Batman – O Cavaleiro de Gotham (Batman: Gotham Knight. Yasuhiro Aoki, Futoshi Higashide, Toshiyuki Kubooka, Hiroshi Morioka, Jong-Sik Nam, Shôjirô Nishimi e Yûichirô Hayashi , 2008)

Lá nos idos anos de 2008, um grande filme estreava fazendo o maior estardalhaço. Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan foi um dos maiores marcos dos filmes de super-herói. Elogiado pela crítica, levou milhões ao cinema e até hoje, é o primeiro filme de heróis a ganhar alguma categoria não-técnica na história: o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante póstumo para Heath Ledger, encontrado morto no seu apartamento no dia 22 de janeiro daquele ano.

O filme é quase todo feito no estilo de animação japonesa, muito similar a Animatrix. Se trata de um coleção de seis curtas retratando várias fases do Morcegão. Mesmo parecendo um tanto confuso ao primeiro olhar, é bastante interessante o desenvolvimento das narrativas e como se relacionam entre si.

Grandes Astros – Superman (All Star Superman. Sam Liu, 2011)

Todos sabemos que o Super é conhecido por sua bondade quase infinita e por vezes, sendo comparado até a Deus. Isso foi retratado num arco chamado Grandes Astros, por Grant Morrison e Frank Quitely. A HQ é linda e o filme também não é deixado por menos. Depois de ser envenenado por radiação solar, o Último Filho de Krypton estará deixando seu legado ao redor do mundo, confrontando passado, presente e futuro.

O fim é altamente emocionante, capaz de fazer o mais gélido dos corações esboçar algum tipo de reação. E mostra justamente que Kal-El precisa carregar o peso do mundo nas costas, mesmo quando está prestes a morrer. Tocante como poucas animações conseguem ser e humaniza Clark Kent de uma forma até hoje não feita, nem mesmo no recente Liga.

Liga da Justiça – Ponto de Ignição (Justice League: The Flashpoint Paradox. Jay Oliva, 2013)

Que todos estão saturados de reboots, isso já é possível de dizer. Em 2011, a DC estava preparando mais um reboot na linha de quadrinhos (novidade…) e uma das histórias responsável por isso é o crossover (choque de universos) Ponto de Ignição ou Flashpoint. Escrita por Geoff Johns e desenhada por Andy Kubert, a história faz o maior plot twist da história: Flash volta no tempo, usando sua ultra velocidade para voltar ao dia em que sua mãe morreu e impedir o acontecimento. Só que, ao mudar isso da linha do tempo, ele altera radicalmente o rumo das coisas. Por um lado é bom, já que sua mãe está viva, por outro Íris é casada com outro, ele não possui mais poderes e a Liga não existe mais.

Agora Flash correrá (desculpe pelo trocadilho) contra o tempo para retornar a “normalidade”. A animação segue o quadrinho à risca, o traço é muito bom, a trilha é incrível e vemos uma nova personalidade para Batman, agora que veste o manto é o seu pai Thomas, já que Bruce e Martha (desculpe de novo pela piada) foi morta pelo criminoso de rua que havia matado os pais de Bruce inicialmente.

Batman – O Cavaleiro das Trevas, Partes 1 e 2 (Batman: The Dark Knight Returns, Parts 1 & 2. Jay Oliva, 2012 e 2013)

Pense num quadrinho que mudou a compreensão de um personagem e o mundo o qual ele estava inserido como um todo. Ótimo, agora pense nisso feito magistralmente por uma das maiores lendas vivas dos quadrinhos (que já teve sua boa fase). Isso é Batman – O Cavaleiro das Trevas, desenhado e roteirizado por Frank Miller e colorizado por Lynn Varley. A HQ é tão icônica que já foi referenciada no BvS e em vários outros projetos da DC e até parodiada por outros tantos aficionados pelo título. Dez anos se passaram desde que Wayne se aposentou de ajudar Gotham. Heróis foram extintos por lei e o Superman é o único em atividade, mesmo que secretamente. O aumento da criminalidade faz com que Bruce reacenda o espírito de justiça e saia da zona de conforto.

A HQ acabou sendo dividida em 2 partes, mas nada de pensar que foi só para ganhar mais dinheiro como algumas continuações caça-níqueis fazem (ouviu Jogos Vorazes – A Esperança e Saga Crepúsculo – Amanhecer). Aqui, devido a história ser muito extensa para ser contada em apenas um filme, a divisão funcionou bem. Enquanto vemos os capítulos iniciais até o ponto onde o primeiro termina, no 2º vemos, enfim, um embate digno entre O Cavaleiro das Trevas e o alien Jesus mais querido do mundo, cujo símbolo no peito significa a esperança.

Batman Contra o Capuz Vermelho (Batman: Under the Red Hood. Brandon Vietti, 2010)

Acho que muitos não tem em sua lista de personagens amados o 2º Robin Jason Todd. Ele era impaciente, intolerante e muito irritadiço. Sua inquietude era tamanha e comparável com o próprio Morcego. Tanto que, num arco chamado Morte em Família, Jason vai atrás de sua mãe e acha, mas acaba sendo pego pelo Coringa e colocado num armazém, junto com a mãe. Lá, é golpeado com um pé de cabra várias vezes, o que o deixa num estado terrível. E depois é ressuscitado num arco que dá nome ao filme.

E para ficar ainda pior, o Palhaço coloca uma bomba e lá tranca os dois. Porém, seu destino não veio pelas mãos do roteiristas intencionalmente. Foi realizada uma votação por telefone (tipo BBB) onde você escolheria se ele morreria ou viveria. Sadicamente, os fãs optaram pela morte de Todd. O corpo foi mostrado com detalhes impressionantes até para a época.

E o filme segue a receita. Mas tempos depois, vemos que uma figura que se auto intitula Capuz Vermelho está fazendo estragos. E óbvio, isso fica a cargo do Batman. A HQ foi usada recentemente como um dos elementos para o jogo Batman – Arkham Knight, o até então último jogo do Cruzado Encapuzado. O filme é muito bem orquestrado e sabe prender o espectador na poltrona. Para os fãs de Supernatural, Jensen Ackles, o Dean da série é o dublador original do Capuz.

Liga da Justiça – A Legião do Mal (Justice League: Doom. Lauren Montgomery, 2012)

Quem viu a cena pós créditos ou na internet ou no cinema, viu que pode ser que a Legião do Mal, um dos maiores grupos de super vilões (não é você, Esquadrão Suicida) está prestes a entrar no universo de filmes da DC. Mas, antes disso acontecer, é melhor ver esta animação para conhecer melhor os integrantes por trás do grupo.

O já famigerado Morcego é o mais noiado dos heróis em questão de segurança, por isso, ele tem um dossiê (não como os da JBS) contendo todas as identidades secretas dos heróis, sua moradia e como ele deveria inutilizá-los caso eles virassem um perigo para a raça humana. Agora, imagina se isso cai nas mãos de quem não deveria. Esse é o mote de Liga da Justiça – A Legião do Mal. O filme é levemente inspirado no arco Torre de Babel, onde todos os heróis ficam possessos com a atitude de Bruce, mesmo sendo algo que pudesse ser esperado.

O filme acaba gerando uma discussão do tipo o quão realmente estão seguras nossas informações e se a proteção do mundo deve se sobrepor ao direito de privacidade individual. Uma curiosidade: foi o primeiro filme animado a ser feito em Blu-ray aqui no Brasil. Ele era acompanhado do jogo Injustice – God Among Us, baseado na HQ e foi altamente elogiado e ganhou o Óscar dos jogos.

Batman – Ano Um (Batman: Year One. Sam Liu e Lauren Montgomery, 2011)

Antes mesmo de Batman Begins surgir, Frank Miller (um dos maiores supra sumos em quadrinhos havia pensado como seria se um dos maiores heróis do mundo começasse seu primeiro dia como combatente ao crime. Isso é Batman – Ano Um. O filme mostra como Bruce não só treinou seu corpo a fim de ser uma máquina de combate, mas também mostra como ele ainda era indisciplinado e cometendo erros desde os infantis até os mais crassos, mesmo possuindo tecnologia e dinheiro a disposição.

E veremos também a ascensão do detetive Jim Gordon, que numa cidade tão corrupta e destrutiva, ainda pode existir uma centelha de esperança para dias mais bonitos. Quem dera o Brasil também fosse assim.

Liga da Justiça e Jovens Titãs – União em Ação (Justice League vs. Teen Titans. Sam Liu, 2017)

Um grupo que tomou a geração 2000 de assalto foi Os Jovens Titãs. O desenho, produzido de 2003 a 2006, chamou atenção e deu uma nova vida a esse grupo que já foi rebatizado várias vezes. Robin (Damian Wayne, o filho de Bruce) sai da Liga vai para o grupo dos Titãs, mas um mal incomensurável conhecido como Trigon acaba surgindo e escravizando todos os membros da Liga. Agora, cabe a Damian e a equipe eliminá-lo.

O filme parece muito com o arco do desenho onde Trigon invade o mundo e o destrói. Mas agora, os heróis mirins terão de lidar com os maiores heróis da Terra, uma tarefa quase hercúlea. Aos fãs do universo Marvel/Netflix, Jon Bernthal, o Justiceiro, faz a voz do demônio Trigon e o mesmo voltará ainda em novembro para sua série solo.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.