10
nov
2017
Netflix Radioativa 14# – “Fala Comigo” e “Atypical”
Categorias: Netflix Radioativa • Postado por: Matheus Benjamin

Olá queridos. Depois das indicações da sexta-feira 13, com um filme de terror e uma série de terrir, voltamos com a Netflix Radioativa, para indicar coisas mais leves (ou nem tão leves assim). As nossas recomendações para este final de semana, foram adicionadas recentemente ao catálogo da plataforma de streaming. Sem mais delongas, vamos à elas:

Filme

Fala Comigo é um drama brasileiro dirigido por Felipe Sholl com Karine Teles, Denise Fraga e Tom Karabachian nos papeis principais. O longa conta a história de um adolescente que assedia mulheres mais velhas pelo telefone (todas são pacientes de sua mãe, que é terapeuta). Até que um dia, uma dessas mulheres, vivida por Karine Teles descobre o garoto e os dois se envolvem em uma espécie de amor proibido, pois ela tem cerca de 40 anos e ele apenas 17 e está descobrindo sua sexualidade e conhecendo pela primeira vez os “prazeres carnais”. Apesar de ter um desenvolvimento bem lento, o filme é bastante interessante no quesito conteúdo e em alguns planos utilizados na fotografia que mantém uma certa crueza e distancia dos personagens para com o espectador. Merece ser visto para ser discutido, mas não no sentido do julgamento de valor, mas para levantar algumas questões pertinentes que o roteiro aborda. Foi recentemente adicionado ao catálogo da plataforma de streaming, mas ainda percorre algumas salas de cinema do país.

Série

E Atypical é uma série de (por enquanto) apenas uma temporada, ou seja, ideal para uma maratona nesse fim de semana. Contando com 8 episódios e cerca de 35 minutos, conta a história de uma família disfuncional sendo um de seus membros um garoto de 18 anos com o espectro autista. O fio condutor da história de Sam (Keir Gilchrist), esse garoto, é o fato de sua terapeuta Julia (Amy Okuda) sugerir que ele encontre uma namoradinha. Obcecado com essa ideia, Sam passa a fazer diversas anotações sobre o que busca em uma garota com a ajuda de seu melhor amigo (Nik Dodani). Paralelamente, acompanhamos as tramas de Casey (Brigette Lundy-Paine), sua irmã e atleta que parece ter sido esquecida por seus pais diante da vida com Sam; Doug (Michael Rapaport) um pai (agora) amoroso e que ainda não consegue lidar corretamente com a condição de seu primogênito e Elsa (Jennifer Jason Leigh) uma rígida (e, por vezes, chata) que aventura-se pelo mundo para buscar um certo alívio sob sua dedicada vida à família.

É impressionante o que a roteirista Robia Rashid faz em menos de 20 minutos, apresentando todos os personagens com suas peculiaridades de forma muito bem orquestrada. E além disso, os episódios tem um ritmo perfeito de ser acompanhado, mérito da ótima direção de Seth Gordon. A produção executiva é também de Robia Rashid e a boa notícia para quem gostar da família Gardner é que o seriado foi renovado para uma segunda temporada, confirmado pela Netflix. Também pudera, o gancho deixado no final desta temporada é de deixar qualquer espectador ansioso. Não perca tempo e vá conhecer Atypical (e quem sabe aprender um pouco mais sobre pinguins).

Até semana que vem 😉



Fã de Miyazaki, Aïnouz, Salles, Mendonça Filho, Von Trier, Thomas Anderson, Haneke e Bergman. Dirigi dois curta-metragens “A-Ma-La” e “Senhor Linux e sua Incrível Barba”, ambos pela Pessoas na Van Preta.