11
jul
2018
Crítica: “Hotel Transilvânia 2”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Hotel Transilvânia 2 (Hotel Transylvania 2)

Genndy Tartakovsky, 2015
Roteiro: Robert Smigel e Adam Sandler
Sony Pictures

3.5

Drac, Wayne, Griffin, Mavis, Murray e Johnny. Sua trupe preferida que te conquistou lá em 2012, voltou (já era de esperar) com tudo em 2015, para uma nova aventura.

Sete anos se passaram, depois de ter aceitado o namoro de Mavis (Selena Gomez) e Johnny (Adam Samberg) e seu recente casamento. Drac (Adam Sandler) agora se prepara, pois estamos vendo a família aumentar (leia-se: Mavis está grávida). E Drac tem milhares de plano para o rebento, porém o garoto récem nomeado Dennis (Asher Blinkoff) não parece possuir nenhuma habilidade de sua mãe ou de seu avô.

E, agora Mavis está pensando em sair do hotel e viver no mundo humano, deixando o mundo monstro e Drac sozinhos. Mas o vampirão não está nenhum um pouco disposto a deixar a garota e o moleque saírem de sua vida.

Portanto, o mesmo convence o casal a sair em lua de mel e fazer com que o garoto demonstre seus poderes, enquanto Dennis (Dennisovich) desenvolve um relacionamento de amizade/amor não correspondido com Winnie, a filhinha lobisomem de Wayne (Steve Buscemi) e Eunice (Fran Drescher). Agora, Drac, junto de Frank (Kevin James), Griffin (David Spade), Murray (Keegan-Michael Key) e Wayne, farão com que o “presinha presa” de seu neto se torne um monstro.

O roteiro foca tanto nas situações hilárias nos colegas monstros tentando mostrar como se faz para ser um monstro e principalmente, quebrando a cara logo em seguida, enquanto alterna o foco mostrando que Mavis sabe se adaptar e conviver muito melhor que Drac com os humanos, voltando a reforçar o velho sentimento de embate entre velha e jovem guarda.

E todas essas situações são hilárias e bem divertidas. Uma das que vale o destaque é o tal vídeo remix de Dennis caindo do alto de um trampolim e Drac fazendo movimentos complexos, enquanto várias fotos são mostradas logo em sequencia, como os saudosos César Romero como o Coringa da série Batman, de 1966 e Gene Wilder como Dr. Frankenstein, no filme O Jovem Frankenstein.

A direção de arte do filme agora foca em ambientes externos, muito amplos, tentando remeter aos clássicos filmes de terror. São bem feitos e contrastantes com o clima de comédia proposto.

Temos também a aparição de Vlad (Mel Brooks), o pai de Drac, que vez ou outra, parece mais compreensível do que o próprio filho e Bela (Bob Rigle), um morcego vampiro gigante que serve a Vlad. Ou seja, novamente, vemo um mar de referências, seja de atores ou personagens que só jogados a fim de fazer fan service aos mais exploradores do gênero. Outra referencia jogada a esmo é o Fantasma da Ópera sendo o pianista no jantar.

O ponto mais sem importância é a aparição da família de Johnny, que pouco contribui para o enredo principal e só serve como contraponto, mas sem grande expressividade.

A trilha sonora continua no mesmo padrão do filme anterior. Novamente, trazendo musicas conhecidas do grande publico como Worth It e I’m In Love With a Monster, do grupo Fifth Harmony; GDFR (Going Down For Real), de Flo Rida, Sage the Gemini e Lookas; Twinkle, Twinkle, Little Star, de Jane Taylor até paródias das mesmas ou mesmo próprias como Nutsy Koo-Koo, interpretada por Adam Sandler. E, como também era de esperar, a dublagem adaptou as parodiadas e as canções próprias.

A dublagem continua no mesmo nível de excelência. Seja em manter as referencias originais, na maior parte do tempo ou graças a atuação do elenco, que é feita de maneira incrível.

Hotel Transilvânia 2 é a sequencia que, mesmo tendo algumas poucas diferenças aqui e ali, consegue agradar a adultos e crianças. Não é tão brilhante quanto o original, porém vale dar uma olhada.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.