12
jul
2018
Crítica: “Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires
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Hotel Transilvânia 3 –
Férias Monstruosas (Hotel
Transylvania 3 – Summer
Vacation)

Genndy Tartakovsky, 2018
Roteiro: Michael McCullers e Adam Sandler
Sony Pictures

3

Ah, férias. Todos nós precisamos de um tempo pra relaxar, botar os pés pro alto e só sentir o vento na cara, as horas passando e se divertindo aproveitando que temos tempo livre. E os mais queridos monstros do cinema também merecem um descanso de vez em quando.

E agora somos surpreendidos com uma nova continuação de Hotel Transilvânia.

Estamos em 1897. Os monstros ainda são tidos como aberrações e Abraham Van Helsing (Jim Gaffigan), um caçador de vampiros descobre Drac (Adam Sandler) e passa a caçá-los. Drac consegue impedir Van Helsing, atirando-o para o oceano.

Agora, em tempos atuais, Mavis (Selena Gomez) e Johnny (Adam Samberg) decidem tirar umas férias num cruzeiro para monstros comandado por uma humana chamada Ericka (Kathryn Hahn). Todos os amigos de Drac também vão junto. Porém, mal eles sabem que o cruzeiro é uma armadilha feita por Ericka para que Van Helsing, que fora deixado num estado criogênico, possa se vingar de todas as vezes que fora passado para trás por Drac.

O filme segue o mesmo ritmo de suas duas primeiras partes. As únicas grandes diferenças são o retorno de Van Helsing servindo como um inimigo e um cruzeiro como ambientação.

O roteiro aposta na diversão que os monstros estão tendo, aliada as mais diversas tentativas de morte ao Drac, orquestrada por Ericka, enquanto mesmo cai de amores pela capitã. Há as subtramas como Wayne (Steve Buscemi) e Eunice (Fran Drescher) largando seus filhos na zona de recreação e curtindo a vida sem estarem ao lado dos filhos. Uma grande renovação, visto que, nos outros dois filmes, quando eles entravam em cena, e isso era em quase todo o momento, só causavam caos e destruição.

A direção de arte soube ser diversificada. Nos ambientes embaixo d’água, há uma flora e fauna marítima bem diversificada. Dentro do navio, existem esculturas, bares, decks riquíssimos em detalhes. Porém, é no cassino que o nível sobe. Ostentador, cheio de atrações, objetos ao redor.

A paleta de cores também é ampla. O destaque vai para o azul, alguns tons de verde e uma cor até então pouco explorada na trilogia: o branco. Nunca se viu tanto branco em nenhum outro filme da série.

Outra referência a ser usada, ainda como proposito cômico são os Gremilns: pequenas criaturinhas verdes que são da tripulação do avião e os peixes (na realidade, apenas a cabeça do animal) com pernas, que são do navio. Eles falam quase como se estivessem lendo algo, não expressando quase nenhuma emoção e isso adicionado aos espevitados filhotes de Wayne e Eunice acaba por se tornar hilário pra caramba, porém, o filme trata de repetir essa piada várias vezes (É, meu povo. Essa molecada sempre acha um novo alvo pra irritar).

A trilha sonora continua do mesmo jeito. Existem canções conhecidas como 24K Magic, de Bruno Mars; Macarena, da dupla Los Del Rio e Don’t Worry, Be Happy, de Bobby McFerrin e músicas próprias como I See Love, interpretada por Joe Jonas, ex-cantor da banda Jonas Brothers.

Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas é o terceiro capítulo de uma trilogia que nem precisava acontecer. Visto que a mesma não teve algum fator inesperado e trazer algo que pudesse significar uma nova exploração do mito dos monstros na vibe mais infantil. Torço para que não haja uma nova continuação a caminho, visto que fora graças ao excessivo numero de continuações que ninguém mais se interessa por um novo filme de franquias como Shrek ou Madagascar.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.