27
jul
2018
Crítica: “Missão: Impossível – Nação Secreta”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rouge Nation)

Christopher McQuarrie, 2015
Roteiro: Christopher McQuarrie e Drew Pearce
Paramount Pictures

4

Hunt já viajou por meio mundo, fez escalada em prédio (subir em árvore é o caralho), desceu de um prédio de mais de cem andares, já escalou colinas e já enfrentou milhares de pessoas. Mas como ele irá lidar quando souber que o maior inimigo do mundo está escondido internamente?

Essa é a pergunta a ser respondida em Missão: Impossível – Nação Secreta.

Benji (Simon Pegg) está vigiando um avião contendo um carga preciosa, porém Hunt (Tom Cruise) está demorando para chegar no alvo (nem sempre é possível ser infalível). O mesmo entra num avião decolando e se joga com a carga pra fora da aeronave. Algum tempo depois, Hunt aceita sua nova missão, porém descobre que seu inimigo está no mais alto escalão do poder americano: um grupo de ex-agentes conhecido como Sindicato, que trazer uma nova ordem mundial atráves de atos terroristas (o ISIS tá vendo isso, hein).

Porém, devido a um dossiê do Secretário da CIA, novamente a IMF é desmantelada (3 vezes. Pode pedir música no Fantástico). Porém, Ethan vai acabar se deparando com Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), ex-agente do MI6 que está auxiliando Solomon Lane (Sean Harris), a fim de descobrir todos os envolvidos no Sindicato.

O filme faz várias alusões ao primeiro filme. Com Ethan desacreditado e se tornando inimigo declarado do governo americano, dispondo de recursos ainda mais limitados que em Protocolo Fantasma, ele só poderá contar quase que consigo mesmo. Vemos o lance do gato e rato, sempre estando atentos que não podemos nos deixar enganar.

Mas não pense que só porque o suspense está ainda mais presente em comparação aos filmes anteriores que não existe ação. Muito pelo contrário. A primeira cena de ação e possivelmente a mais icônica de todo o filme já dá o clima de como será o resto. Mais uma vez, como em todos os filmes, esta cena foi feita sem o auxilio de dublês. Creio que será difícil você não ter qualquer tipo de reação.

A fotografia aposta num tom bem saturado. Em comparação com os outros filmes da franquia, neste as cores são vividas, seja o mais claro dos tons ou mais escuro dos mesmos. Isso até dá um ar de kitsch, tornando-o o mais único de todos os filmes em termos técnicos, meio que emulando o tom de filmes oitentista, sempre usando e abusando de cores berrantes.

As atuações estão boas. Cruise continua empolgando, porém não é a força motriz do filme. Se há algum ator que roube a cena, este é Simon Pegg. Seu personagem assume camadas extras, orquestrando cenas de ação bem coreografadas. Rebecca Ferguson é sexy, enigmática, tudo o que Kristin Scott Thomas tentou ser e não conseguiu. Alec Baldwin é o chefão implacável que não aceita engolir sapos. Quem não espera que ousasse ter participação cômica é Jeremy Renner ao lado de Ving Rhames. Os dois se complementam, sendo um o humor mas bonachão e outro mais pesado (porém nada ao estilo +18). Sean Harris brilha como o vilão calculista, astuto e imponente, sendo o vilão mais desafiador até então.

Missão: Impossível – Nação Secreta é um bom recorte de todos os elementos mostrado nos filmes anteriores da saga, porém introduz sua própria linguagem ao enxertar mais humor que nos outros, propiciando um filme mais completo e mais ambicioso que os outros. Não é espetacular, mas ainda possui seu lugar ao sol.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.