19
jul
2018
Crítica: “Treze Homens e Um Novo Segredo”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Treze Homens e Um Novo
Segredo (Ocean’s
Thirteen)

Steven Soderbergh, 2007
Roteiro: Brian Koppelman e David Levien
Universal

2

Se Doze Homens e Outro Segredo já soava como uma sequência que não precisaria existir, apesar da diversão inegável, o mesmo vale para esse Treze Homens e um Novo Segredo, terceira parte da saga do ladrão de luxo Danny Ocean e sua trupe, mais uma vez dirigida pelo ótimo Steven Soderbergh, que aqui parece se divertir como nunca.

Reuben (Elliot Gould), um dos membros do nosso grupo de ladrões favoritos, está tentando fazer negócios com o magnata Willie Bank (Al Pacino). No entanto, ele acaba sendo passado para trás, o que o faz ter um enfarto do miocárdio quase fatal. A trupe se reúne em uma “missão de vingança”, com o intuito de quebrar a banca de Bank, que está prestes a abrir um novo cassino em Las Vegas.

A maior qualidade de Treze Homens é o fato de que estamos de volta a Vegas, o que traz todo um charme especial a obra. Por outro lado, aqui não temos as presenças femininas de Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones, que ficam de fora para abrir espaço para Ellen Barkin, que vive a assistente de Banks, além do próprio Al Pacino.

O roteiro é objetivo e foca exclusivamente no desenrolar do golpe em andamento, não havendo espaço para tramas paralelas ou desnecessárias, o que pode até ser encarado como um fator positivo, porém, a decisão acaba por trazer falta de desenvolvimento justamente aos personagens de Barkin e Pacino, que acabam soando apenas como vilões caricatos e superficiais.

Todos do elenco possui uma participação de tela equivalente, como de costume na franquia. Quem tem um protagonismo maior dessa vez é Linus (Matt Damon), que serve como uma espécie de alívio cômico, já que é usado como bode expiatório da maioria dos integrantes. Outros que se destacam são Casey Affleck e Scott Caan, que aqui parecem mais humanizados. Outro que tem espaço é Bernie Mac, que pontua a narrativa com doses de humor e o tom enrolador de seu personagem.

Infelizmente, alguns atores desapontam em tela. Al Pacino faz um vilão sem motivação, sem algo realmente memorável, ao contrario de Vincent Cassel no anterior.

Mas o próprio Raposa Noturna não escapa dessa leva. Se antes ele parecia um personagem misterioso, audaz e interessante, aqui é só mais um personagem vingativo, sem profundidade ou motivação convincente. E Ellen Barkin, mesmo sendo a única mulher com maior espaço do longa, não tem um momento memorável como Catherine ou Julia Roberts. #chatiado.

Talvez o principal aspecto que me desagrade é a montagem, que soa um tanto brega dessa vez, chegando ao ponto de vermos um monte de números aleatórios em tela durante a sequência onde os personagens estão jogando no cassino e concretizando seu golpe. Soa sem importância e tosco.

A paleta de cores aposta em tons muito quentes, principalmente vermelho, azul, amarelo, verde bem intensos, assim como o preto.

Treze Homens e um Novo Segredo soa como mais uma sequência que ninguém pediu. Não trouxe nada novo a franquia, limitando-se a puro e simples entretenimento. Um filme bom, porém esquecível.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.